sábado, 24 de maio de 2008

Polônia - Hotéis



(BUSQUE PELOS HOTÉIS NA POLÔNIA )
CLIQUE NO BANNER

Continue lendo >>

Farmácias on-line - Portugal - Lisboa


Continue lendo >>

Passatempos - Portugal



Continue lendo >>

Buscas - Músicas - Itália


Continue lendo >>

Volagratis - Itália - Aeroportos do Mundo



Continue lendo >>

Itália - Tempo



Continue lendo >>

Mapa - Napoli - Itália



Continue lendo >>

Mapa - Genova - Itália





Continue lendo >>

Itália - Vídeos





Continue lendo >>

Buscas - Portugal






Continue lendo >>

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Festa Italiana em Belo Horizonte MG



A Sociedade Dante Alighieri convida a todos os amantes da língua, da arte e da cultura italianas para a nossa festa: Venham conhecer um pouco das atividades do nosso Comitê e conhecer também a cultura italiana que veio para as nossas Minas Gerais.Programação
Dia 1° de junho de 2008, a partir das 13 horas

Local do evento: Av. Getúlio Vargas (entre Santa Rita Durão e Rio Grande do Norte) - Savassi
Belo Horizonte - Minas Gerais
Ingresso: 1kg de alimento não perecível

Da programação constam danças típicas, comidas, muita alegria. Participem!

Fonte: Divulgação

fonte:http://blogdoaleitalia.blogspot.com


Continue lendo >>

Bienal do Livro de Minas Gerais


O primeiro fim de semana da Bienal do Livro foi de filas e encantamentos. As opções variam de preços, cores, textos e públicos. Destaque para a programação infantil do eventou que agradou aos pequenos Há obras para todo tipo de gosto: didáticas, religiosas e especializadas. Quem trabalha nos bastidores também se encanta e aproveita cada minuto livre para aprender um pouco mais. Entre outros destaques, a Bienal do Livro mostra uma tendência que cabe, literalmente, no bolso das pessoas. Um livro que, além da praticidade de se poder levar para qualquer lugar, é mais barato do que os convencionais.

Bienal do Livro de Minas
Data: 15 a 25 de maio de 2008
Local: Expominas - Avenida Amazonas, 6.030 –
Gameleira - Belo Horizonte - MG
IngressosR$6,00,
inteira; R$3,00,
meia-entrada para estudantes
* e idosos acima de 60 anos**

fonte: http://blogdoaleitalia.blogspot.com


Continue lendo >>

Brasil no Conselho de Direitos Humanos da ONU

NAÇÕES UNIDAS (EFE) - O Brasil, ao lado de países como Chile e Argentina, foi escolhido ontem como novo membro do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, órgão que avalia a situação dos direitos fundamentais no mundo.

Os 192 países da ONU deixaram fora do Conselho uma das candidaturas mais polêmicas, a do Sri Lanka, muito criticada por ONGs por ser uma nação acusada de violar os direitos humanos e por pleitear um posto que exige grande cumprimento desses princípios.

Nas votações, França e Reino Unido se impuseram por uma pequena margem sobre a Espanha, já que conseguiram 123, 120 e 119 votos, respectivamente, confirmando assim a "estreita luta entre três grandes países europeus" que tinha sido antecipada por fontes diplomáticas.
Os 15 novos membros do CDH foram escolhidos em votação secreta e por maioria absoluta, formada por 97 dos 192 Estados que formam a Assembléia Geral.

Os novos membros do CDH, que farão parte desse órgão do próximo dia 20 de junho até a mesma data de 2011, são Brasil, Argentina, Barein, Burkina Fasso, Chile, Coréia do Sul, Eslováquia, França, Gabão, Gana, Japão, Paquistão, Reino Unido, Ucrânia e Zâmbia.

fonte: http://blogdoaleitalia.blogspot.com

Continue lendo >>

UE aprova regras comuns para a expulsão de imigrantes clandestinos


BRUXELAS, 22 maio (AFP) - Os países europeus aprovaram nesta quinta-feira um projeto de lei que estabelece regras comuns para a expulsão de imigrantes ilegais de seus territórios, anunciaram fontes diplomáticas. O texto é fruto de um compromisso entre os Estados membros da União Européia e os deputados do Parlamento europeu. A proposta, que deverá ser validada pelos ministros do Interior dos 27 países e votado em junho no Parlamento europeu, obriga as autoridades nacionais a escolher entre legalizar ou expulsar pessoas que entrarem no país de forma clandestina.



Segundo o texto, a deportação de pessoas sem documentos (chamada eufemisticamente no texto de "distanciamento") deverá ser feita de maneira voluntária. Entretanto, se o indivíduo resistir, poderá ser obrigado a sair e automaticamente ficará proibido de entrar no território da União Européia por cinco anos. A medida vale tanto para adultos quanto para menores de idade.Em caso de expulsão forçada, as autoridades poderão manter os imigrantes clandestinos detidos por um período máximo de seis meses, podendo estender esse prazo para até 18 meses em caso de risco de fuga ou por motivo de atraso na obtenção da documentação necessária de seus respectivos países.


fonte: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

quinta-feira, 22 de maio de 2008

PROJETO IMIGRANTES - Brasil


PROJETO IMIGRANTES

Descubra seus antepassados

2,8 MILHÕES DE IMIGRANTES CADASTRADOS

Recomendamos para Dupla Cidadania e para Encontros de Família

Agora você vai saber tudo sobre os imigrantes que originaram a sua família, sem precisar sair de casa.

1. Listagem Simples: Disponível do sobrenome solicitado, contendo Nome(s), Nacionalidade(s), Idade(s) e Data(s) de chegada ao Brasil, quando registrados oficialmente.


2. Listagem Completa: Fornece todos os dados cadastrados de cada imigrante do mesmo sobrenome em uma única listagem. Ideal para dupla cidadania e encontros de família. Pode fornecer até 15 informações de cada imigrante.

Quer saber mais?

Acesse http://www.projetoimigrantes.com/


Projeto Imigrantes

Fone (51) 3472-4488


Fax (51) 3472-4513


São Paulo: (11) 4063-5462 e 4063-6891




Continue lendo >>

Curso - D. João e a cidade do Rio de Janeiro



O curso tem por objetivo informar o universo histórico, político e cultural em que se encontrava o Rio de Janeiro ao tempo de d. João, evidenciando as mudanças no período e proporcionando também o esclarecimento, por professores, historiadores e especialistas das mais representativas instituições culturais e educacionais do País, de assuntos em questão, pelos 200 anos da chegada da Corte portuguesa ao Brasil.

Informações: http://www.ihgb.org.br/
E-mail: ihgbrj@uol.com.br

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

UNICEF preocupada com crianças estrangeiras na Itália



A divisão italiana do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu ao governo de Silvio Berlusconi que dedique "atenção particular" às crianças e aos adolescentes estrangeiros, especialmente os ciganos. Antonio Sclavi, presidente da Unicef Italia recordou que "a Convenção sobre os direitos da infância obriga o nosso Estado a respeitar os princípios de não discriminação, do interesse prioritário das crianças e dos adolescentes, e de seu direito à vida, à sobrevivência e ao desenvolvimento". A Unicef enviou ao governo um documento que "constitui o quadro de referência das propostas para os menores" e pediu que no próximo plano nacional para a infância se dê "particular atenção também às crianças e aos adolescentes de origem estrangeira". O documento dedicou um capítulo à parte às crianças ciganas.


O governo de Berlusconi prevê debater hoje um "plano de segurança" que contemple medidas contra a imigração clandestina. Com relação a isso, a Unicef disse que a segurança não se limita à "segurança pública", mas também à "segurança social". Na semana passada, três acampamentos ciganos foram incendiados nos suburbios de Nápoles, depois que uma jovem cigana tentou roubar um bebê italiano. As novas medidas de segurança e contra a imigração ilegal do governo de Berlusconi serão anunciadas amanhã durante o conselho de ministros será realizado em Nápoles.


Com informações da Ansa

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

Itália: Igrejas protestam contra a intolerância a imigrantes



CIDADE DO VATICANO - As igrejas protestantes na Itália manifestaram seu "desconcerto" diante da possibilidade de considerar a imigração clandestina como crime e do clima de intolerância que está se espalhando pelo país, segundo declararam representantes das igrejas.
A pastora Anna Maffei, presidente da União Cristã Evangélica Batista da Itália (Ucebi) e o pastor Holger Milkau, decano da Igreja Evangélica Luterana na Itália (Celi) declararam seu rechaço a essa situação.


Anna disse estar "desconcertada com o clima de violência que está acontecendo na sociedade italiana", relacionada com o conceito de "tolerância zero" das autoridades e a proposta de considerar crime a imigração ilegal. Já Milkau declarou seu repúdio à "perda de todo sentido de humanidade e moralidade" e se disse preocupado com a "perigosa e injusta campanha de ódio contra os ciganos" que vem ocorrendo na Itália.


De sua parte, o sacerdote Vittorio Nozza, diretor da associação humanitária Caritas italiana, considerou o crime de imigração ilegal uma "medida desproporcional". "A prolongação do tempo de permanência nos centros de recepção faz com que pareçam prisões", disse ele.
A posição do sacerdote foi divulgada em uma nota na revista italiana Família Cristã, após uma reunião que teve com o ministro do Interior italiano, Roberto Maroni.

ANSA

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

Governo se reúne em Nápoles para debater lixo e imigração

Silvio Berlusconi reúne, nesta quarta-feira, seu primeiro conselho de ministros em Nápoles (sul do país) para discutir decretos de lei sobre segurança pública e temas relacionados. A reunião na cidade, a 250 quilômetros de Roma, é um gesto simbólico do governo para demonstrar a intenção de resolver a crise do lixo que afeta a região e os problemas com a imigração ilegal. O encontro não inclui especificamente o tema dos resíduos de lixo, mas a discussão de medidas urgentes de ordem fiscal, como a possível abolição do imposto da primeira casa e do imposto sobre a renda de horas extras de trabalho. Contudo, segundo o jornal Il Sole 24 Ore, o governo pode anunciar, ainda hoje uma série de medidas para construir incineradores de lixo e aterros residuais a partir de terrenos militares remanescentes. O governo também poderá designar um secretário de Estado para resolver o problema do lixo região da Campânia.
Sobre a questão imigratória, o governo conservador de Berlusconi -- do qual faz parte a Liga Norte, partido de extrema-direita com linhas xenófobas -- também poderá anunciar a criação de comissários extraordinários, com poderes especiais para lidar com os imigrantes ilegais e acampamentos de ciganos em Nápoles, Roma e Milão. Na semana passada, três vilas de ciganos foram incendiadas em Nápoles, obrigando os moradores a fugir do local. O ataque da população italiana aos imigrantes teria sido causado após uma tentativa de seqüestro, quando uma jovem cigana tentou raptar uma criança. Em Strasburgo, o comissário dos Direitos Humanos do Conselho Europeu, Thomas Hammarberg, solicitou esclarecimentos ao governo de Berlusconi sobre o pacote de medidas de segurança que o premier italiano pretende aprovar na reunião em Nápoles. O pedido se concentrou, sobretudo, na questão de como a Itália lidará com os ciganos e com a imigração clandestina, caso ela passe a ser considerada um crime no país. Hammarberg também se pergunta como a Itália pensa em favorecer a integração das minorias e quais medidas serão tomadas nesse sentido. Recentemente, dirigentes de governos europeus, entre eles os espanhóis, proferiram críticas à política de Berlusconi sobre a questão. Durante um discurso no Parlamento Europeu, o comissário destacou a necessidade de se distinguir claramente o que é e não é crime, além de chamar a atenção para os desvios xenófobos que poderiam ocorrer em discussões sobre imigração.
ANSA/La Repubblica

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA



Continue lendo >>

Governo italiano aprova transformação de imigração ilegal em crime





O Governo conservador do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, aprovou hoje a transformação da imigração ilegal em crime na Itália, informou o ministro de Assuntos Exteriores italiano, Franco Frattini.A decisão foi tomada durante o primeiro Conselho de Ministros do Governo de Berlusconi, realizado na cidade de Nápoles, e que durou quatro horas.

Da EFE
Foto La Repubblica
Fonte: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

quarta-feira, 21 de maio de 2008

21 de maio: Dia Mundial da Diversidade Cultural -U.S.A



A UNESCO celebra a diversidade dos idiomas, as culturas e as músicas amanhã, 21 de maio, Dia Mundial da Diversidade Cultural. A entrada em vigor da Convenção sobre a Proteção da Diversidade das Expressões Culturais, em março de 2007, pretende dar este ano uma importância particular a este evento. Mais



Continue lendo >>

Um papa português, com certeza - Portugal


João XXI, nascido Pedro Julião, mais conhecido como Pedro Hispano (em data desconhecida, antes de 1226 – 20 de maio de 1277), foi papa entre 20 de setembro de 1276, até a data de sua morte, tendo sido também um famoso médico, professor e matemático português do Século XIII.


Começou seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, tendo mais tarde estudado na Universidade de Paris (alguns historiadores afirmam que terá sido na Universidade de Montpellier) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por condiscípulos São Tomás de Aquino e São Boaventura, grandes nomes do cristianismo. Lá estuda medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialética, lógica e sobretudo a física e metafísica de Aristóteles.
Mais

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

Turismo pugliese na internet - Itália



Informações turísticas sobre albergues, acampamentos, vilarejos, bed & breakfast, balneários, castelos, locais culturais, produtos típicos, catedrais, parques naturais da Puglia...De Porto Cesareo a Peschici, de Bari a Taranto, de Vieste a Brindisi, de Otranto às Ilhas Tremiti e muito mais.Sua viagem começa aqui... no portal oficial do turismo da Região da Puglia, sul da Itália.

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

terça-feira, 20 de maio de 2008

Webcams pelas cidades do mundo

WEBCAMS

Nova York, EUA - ótimo site com seis câmeras localizadas em diferentes pontos da Times Square: www.timessquarebid.org

Oslo, Noruega - veja Oslo e outras nove cidades norueguesas: www.vg.no/foto/kamera

Ottawa, Canadá - vista do Parlamento canadense, na capital do país: http://parliamenthill.gc.ca/text/hillcam-e.html

Paros, Grécia - site que mostra quatro pontos dessa ilha grega; destaque para a bela imagem do porto de Naoussa: http://parosweb.com/paros/webcams

Papeete, Polinésia Francesa - câmera na capital do arquipélago: www.borabora.com

Paphos, Chipre - praia mediterrânea de Paphos: www.paphosbeach.com/cam.html

Paris, França - veja um dos mais célebres monumentos do mundo, a Torre Eiffel, e outros pontos turísticos de Paris: www.abcparislive.com

Pearl Harbor, EUA - mostra o porto que foi bombardeado em 1941: www.dohc.com/aloha

Porto Alegre, Brasil - foto da avenida Loureiro da Silva, no centro de Porto Alegre: http://nutep.adm.ufrgs.br/webcam/camera.htm

Praga, República Tcheca - bela imagem da cidade que é considerada a Paris do Leste Europeu: www.hejda.cz/Camery/praha.htm

Praia do Guincho, Portugal - fotos dessa e de outras nove praias portuguesas: www.beachcam.pt

Punat, Croácia - mostra o litoral croata: www.punat.com

Qeqertarsuaq, Groenlândia - veja o porto dessa cidade, localizada na ilha de Disko, no oeste da Groenlândia: www.zachariassen.dk/cam

Queenstown, Nova Zelândia - câmera instalada em torre de onde pessoas fazem saltos radicais: www.kiwinewz.com/html/bungycam.htm

Quito, Equador - cruzamento das avenidas Amazonas e Alemania, na região central de Quito: www.earthcam.com/southamerica/ecuador/quito

Rabat, Marrocos - webcam da capital marroquina: www.salamali.com/webcams

Roterdã, Holanda - uma das cidades holandesas mais importantes: http://www.xs4all.nl/jadoe/WebCam/webcam.html

Sainte Maxime, França - cidade no sudeste francês; site tem dezenas de câmeras em todo o país: www.viewsurf.com/video.php?oidcamera=19936

San Francisco, EUA - cinco câmeras que mostram a região da baía de San Francisco: www.sfgate.com/liveviews/ggbridge.shtml

Santa Elena, El Salvador - mostra o vulcão San Salvador: http://www.laprensa.com.sv/camara_en_vivo/camara_en_vivo.asp

Santiago, Chile - vista panorâmica da capital chilena: www.ctc.cl/camara/index.htm

São Paulo, Brasil - mostra a esquina da avenida Paulista com a rua Pamplona: www.bancoreal.com.br

São Petersburgo, Rússia - imagem capturada por câmera que monitora o rio Moika e o palácio Stroganov: www.livecam.ru/main.phtml

Skopje, Macedônia - a capital desse país dos Bálcãs vista de cima: www.kameleon.com.mk/makedonski/webcam/cam.htm

Sydney, Austrália - internauta pode controlar essa câmera e ver pontos turísticos, como a Opera House e a ponte sobre o porto de Darling: www.viewsydney.com

Taipé, Taiwan - reúne 26 câmeras que monitoram o trânsito nessa cidade; site está em chinês: http://www.tcc.taipei.gov.tw/cctv/image/cctv-01.htm

Thorshavn, Ilhas Faroë - parte sul do porto de Thorshavn: www.trygging.fo/vevkamera/smynd.htm

Tóquio, Japão - vista da Tokyo Tower, na capital japonesa, de câmera que está no NTT Media Lab: http://info.nttls.co.jp/webcam

Ubatuba, Brasil - câmera na praia de Itamambuca; site tem diversas câmeras ao longo do litoral brasileiro: www.camerasurf.com.br

Vancouver, Canadá - normalmente mostra a English Bay: www.telemark.net/cgi-shl/wc.pl

Varsóvia, Polônia - 22 câmeras que monitoram o tráfego de veículos na cidade: www.korkonet.pl

Venice Beach, EUA - veja o que está acontecendo nessa célebre praia californiana: www.venicebeachcam.com

Yerevan, Armênia - acompanhe a construção da igreja de São Grigor Lusavorich: www.arminco.com/livewebcam.html

Yosemite, EUA - mostra o Half Dome, monte que é o principal marco desse parque dos EUA: www.halfdomecam.com/current_capture.htm

Zurique, Suíça - alguns pontos da cidade, como a estação Brücke e o museu Landes: http://cam1.cnlab-switch.ch


Continue lendo >>

segunda-feira, 19 de maio de 2008

ANTÁRTIDA

Centro de Pesquisas Antárticas - Órgão de integração da Universidade de São Paulo, que tem como finalidade integrar e coordenar as atividades de pesquisa científica relativas a temas antárticos. Informações sobre projetos, fotos, notícias, eventos, links e mais.
Núcleo Antártico - UFSM - Órgão suplementar do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). Possui exposição sobre a Antártica e a atuação brasileira no continente.
Programa Antártico Brasileiro - Apresenta a Estação Antártica Comandante Ferraz, aspectos ambientais, dicas para visitantes do continente e o navio oceanográfico Ary Rongel com suas atividades científicas.
Explorando a Antártida - Apresenta dados históricos e geográficos da região, meio ambiente, transportes, pesquisas brasileiras na região, mapas, curiosidades, links e mais.
Antártica - Nilton Mengotti Silva apresenta fotos tiradas nas imediações da Estação Antártica Comandante Ferraz durante o inverno de 1987.
Antártida em Foco - Galeria de fotos tiradas na Antártida.

Continue lendo >>

II Jornada de Estudos Genealógicos - Genealogia e Paleografia

II Jornada de Estudos Genealógicos - Genealogia e Paleografia
Quando: 14 de junho de 2008
Onde: Sala João Paulo II – Catedral Metropolitana - (Rua Espírito Santo, 55 – Centro – Porto Alegre)
Horário: 08:00 às 18:00 horas
Investimento: R$ 15,00 (sócios do INGERS)R$ 30,00 (não sócios)
Será fornecido certificado
Objetivo: Propiciar aos participantes elementos técnicos de leitura paleográfica, análise e interpretação de documentos manuscritos, visando à pesquisa genealógica.
PROGRAMAÇÃO
8:00 – Cadastramento/ Inscrições
8:30 – Abertura – Dom Dadeus Grings
8:45 – Conferência – Genealogia e Paleografia: encontros e desencontros Gustavo Py Gomes da Silveira
9:30 – Intervalo
10:00 – Palestra – A Forma Exterior do Documento Vanessa Gomes de Campos
10:40 – Palestra - A História da Escrita e os Aspectos Gráficos Vanessa Gomes de Campos
11:20 – Palestra – 100 Anos de História: personagens de seu tempo Juslaine Tonin e Viviane Wiedemann Velloso
12:00 – Almoço
13:30 – Oficina: Genealogia e Paleografia
15:30 – Intervalo
16:00 – Oficina: Genealogia e Paleografia
17:00 – Palestra: A Escrita Gótica Gaspar Henrique Stemmer
17:50 - Encerramento
RealizaçãoArquivo Histórico da Cúria Metropolitana e Instituto Genealógico do Rio Grande do Sul

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

Dia 20 de maio-dia da etnia italiana.

A Assembléia Legislativa aprovou e o Governo do Estado sancionou projeto de nossa autoria, instituindo o Dia da Etnia Italiana no Rio Grande do Sul, comemorado anualmente no dia 20 de maio. Esta data registra, no ano de 1875, o início da colonização italiana em nosso Estado com a chegada a Nova Milano dos primeiros 86 imigrantes que plantaram as raízes desta já centenária história. Vieram da localidade de Santa Catarina da Feliz, atualmente cidade de Feliz, onde estavam hospedados. Nesse percurso, foram guiados pelo índio caigangue Luiz Antônio Silva Lima. Eram as famílias dos pioneiros Tomaso Radaelli, Stefano Crippa e Luigi Sperafico. Logo a seguir povoaram-se as Colônias Caxias, Conde D'Eu, Dona Isabel e Silveira Martins das quais expandiu-se toda a colonização, até os dias de hoje, redesenhando-se a nova geografia do nosso Estado, com centenas de cidades gaúchas que delas se originaram.


A partir da terra, o trabalho assume uma dimensão mística de verdadeira redenção humana, constituindo-se na fonte da liberdade, contendo em si o sentido da dignidade e da respeitabilidade perante a sociedade, verdadeira síntese de todas as virtudes humanas. Outro desses valores é a parcimônia, o espírito de economia que guardava o frasco vazio, o prego enferrujado, o trapo de roupa – o remendo na roupa, o tacão como se dizia –, que juntava grãos caídos e economizava os centavos. A vida difícil da Itália educara-os deste modo para poderem sobreviver, observa Rovílio Costa. Muito mais do que ser considerado uma distorção de caráter, o chamado sovinismo impunha-se como uma condição de sobrevivência numa realidade de muitas carências materiais.


A família, como núcleo de organização social e de convivência, e mesmo como base da produção econômica, foi – e ainda é – um dos elementos que traçou e traça a fisionomia da sociedade criada pelos imigrantes italianos. Se os grupos de imigrantes que vieram para cá eram de famílias, isso foi mantido e ampliado pelas altas taxas de fecundidade. Famílias numerosas, necessitadas de braços para o trabalho, desenvolveram um profundo sentido de solidariedade e apoio mútuo. Esse legado de amor e respeito à família, primeiro elemento de identificação de uma pessoa, é um traço marcante em nossa cultura, legado dos imigrantes.


A religião católica, amplamente predominante entre os imigrantes, na sua dimensão espiritual de fé e nas práticas litúrgicas, era dirigida e oficiada tanto por padres como por leigos, os chamados nostro prete, na ausência daqueles. A religião exercia papel organizador da comunidade, de controle social sobre ela e de fusão mística, que justificava o destino terreno e transcendente do grupo.


O ano de 1875, para os imigrantes, marca o encontro de duas Itálias, aquela de origem e a que passaram a construir no Brasil e no Rio Grande do Sul. Esses 133 anos remetem-nos às mais diversas formas de como os 100 mil italianos da imigração agrícola responderam aos desafios do País e do Estado, por meio da agricultura, artesanato, indústria, comércio, cultura e de tantas outras atividades.


Construindo capitéis, capelas, escolas, casas de saúde, hospitais, salões comunitários – em conseqüência da fé e da solidariedade cristãs –, abrindo clareiras para casas e plantações, estradas e picadas para o fluxo dos frutos do próprio trabalho e impulsionando povoados e municípios, deram uma face própria e definida à vida do Rio Grande do Sul, assim como hoje muitos estão fazendo em todos os recantos do território brasileiro.


Esses são alguns dos principais valores que nos foram transmitidos por nossos ascendentes imigrantes.


O sonho de fazer a América aqui foi feito. Na Serra Gaúcha, um contigente humano fundiu sonho e trabalho e fez um novo mundo. Um novo mundo humano e humanizado, com suas grandezas e limitações, mas um mundo no qual se vive com os pés no chão e o coração no céu.Chegados há 133 anos, os imigrantes italianos desbravaram a Serra geral, cultivaram terras, edificaram cidades, construíram fábricas, e contribuíram para a formação da identidade nacional, especialmente a rio-grandense, reconhecida pela sua riqueza étnica. Em todo o grande período da imigração agrícola foram cerca de 100 mil homens e mulheres que escolheram esta terra para reconstruírem seus destinos. A sua descendência, somente no Rio Grande do Sul, chega atualmente a cerca de 2 milhões de pessoas.


Ao instituirmos o Dia da Etnia Italiana reconhecemos o mundo dos valores humanos, sociais, religiosos, culturais, econômicos e políticos que os imigrantes fizeram florescer no dia-a-dia das primeiras colônias e que hoje, integrados com os dos outros grupos humanos que nos constituem, expressam a nossa forma de pensar, de sonhar e de ser.


*José Ivo Sartori é prefeito de Caxias do Sul e o autor da lei sancionada pelo governo do Estado em 2001 que definiu o dia 20 de maio como o Dia Estadual da Etnia italiana

Redação revista eletrônica Oriundi

FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>

Morre a escritora Zélia Gattai

Morreu ontem, a escritora Zélia Gattai, vítima de parada cardio-respiratória. Seu será velado durante todo o domingo no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador.
Filha dos imigrantes italianos Ernesto Gattai e Angelina Da Col, Zélia Gattai Amado nasceu no dia 2 de julho de 1916, na capital paulista. Foi em São Paulo, no bairro do Paraíso, que passou toda a infância e a adolescência. A família da escritora foi bastante atuante no movimento político-operário. Em 1938, o pai de Zélia chegou a ser preso pela polícia política do Estado Novo. As lembranças desse engajamento familiar – a casa dos Gattai foi palco de fervorosos debates – inspiraram o primeiro livro da escritora: “Anarquistas, graças a Deus”. Lançada em 1979, a obra já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, ganhou versões em francês, italiano, espanhol, alemão e russo e ainda inspirou uma minissérie homônima na Rede Globo, que foi ao ar em 1984, dirigida por Walter Avancini. Aos 20 anos, Zélia se casou com Aldo Veiga, intelectual e militante do Partido Comunista. Da união nasceu o primeiro filho da escritora, Luiz Carlos, hoje com 66 anos. Graças ao círculo de amizades de Veiga, Zélia se aproximou da elite intelectual brasileira da época. Desse grupo de amigos, faziam parte os escritores Oswald de Andrade, Mario de Andrade, Rubem Braga e Vinícius de Moraes. Também ficou próxima dos artistas Lasar Segall e Tarsila do Amaral. O casamento chegou ao fim após oito anos. Em 1945 conheceu o escritor Jorge Amado – de quem já era admiradora – durante um congresso sobre literatura. Com diversos interesses em comum, a dupla passou a trabalhar no movimento pela anistia dos presos políticos. Poucos meses depois, se apaixonaram e passaram a viver juntos.
Em 1946, nasce o primeiro filho do casal, João Jorge Amado. Dois anos mais tarde, com a repressão política no país, a família se exila na Europa por cinco anos. É nesse período que nasce o terceiro filho de Zélia, Paloma Jorge Amado, em 1951, em Praga. No exílio, Jorge e Zélia participaram intensamente da vida cultural européia e conviveram com personalidades como Pablo Neruda, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Picasso. Em Paris ainda descobre uma nova paixão: a fotografia. O casal retornou ao Brasil em 1952 e viveu no Rio de Janeiro, na casa dos pais de Zélia, durante 11 anos. Em 1978, após 33 anos de companheirismo, Jorge e Zélia oficializaram a união.
Em 1963, a família Amado fixa residência em Salvador. E é lá que Zélia passa a se dedicar mais à literatura. Além de “Anarquistas, graças a Deus”, é autora dos livros de memórias “Um chapéu para viagem” (1982), “Senhora do baile” (1984), “Jardim de inverno” ( 1988) e “A casa do rio Vermelho” (1999). Também é escreveu os livros infantis “Pipistrelo das mil cores” (1989) e “O segredo da rua 18” (1991), em um total de 15 obras. Baiana de coração, Zélia recebeu em 1984 o título de “Cidadã Soteropolitana”. Mas esta não foi a única honraria recebida pela escritora. Zélia também foi agraciada na França com os títulos de “Cidadã de Honra da Comunidade de Mirabeau” (1985) e a de “Comendadora das Artes e das Letras” (1998). No Brasil, entre outros prêmios literários, recebeu o “Dante Alighieri” (1980).
O casamento de Zélia Gattai e Jorge Amado durou 56 anos, até a morte do escritor, em 2001. A história de amor de mais de meio século que viveu com Jorge Amado inspirou alguns de seus trabalhos. Caso da fotobiografia do escritor, “Reportagem incompleta” (1987), além dos livros de memórias “A casa do Rio Vermelho” (1999), “Jorge Amado - Um baiano romântico e sensual” (2002) – em parceria com os filhos João e Paloma – e “Memorial do amor” (2004). No dia 21 de maio de 2002, a escritora passou a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a mesma cadeira que pertencia ao marido: a de número 23. O posto também já pertenceu aos escritores José de Alencar, Machado de Assis, Alfredo Pujol. Após o falecimento do companheiro, Zélia decide abrir a casa em que viveram juntos por 21 anos e onde receberam personalidades como o escritor Pablo Neruda. Atualmente aberta para visitação, a famosa “casa do Rio Vermelho” – onde estão as cinzas do escritor – será transformada em um museu.

Com informações do Globo on line

Continue lendo >>

A Saga dos antepassados de Zelia Gattai

Ernesto Gattai, pai de Zélia Gattai, veio para o Brasil aos 4 anos. Sua família foi uma das fundadoras da Colônia Cecília.
VITA MIA

NETA DA COLÔNIA CECÍLIA - Zélia Gattai
Sou Brasileira, filha de italianos. Do lado materno, os Da Col, Vênetos de Perarolo. Do lado paterno, os Gattai, toscanos de Florença. Duas famílias que, no início do século, embarcaram na aventura de partir para um mundo distante e desconhecido. O Brasil, país jovem, imenso, rico, recém libertado da escravidão, necessitava de novos braços para trabalhar, abria portas a quem tivesse condições.
Vovô Eugênio, pai de minha mãe, ao ouvir um dia o genro contar aos filhos a história da família, comentou: "A história dos Gattai e a nossa são muito parecidas mas completamente diferentes". Todo mundo achou graça, todo mundo riu da afirmação de nonno Genio. No entanto, a afirmação não era totalmente descabida, tinha fundamento. Havia na época dois tipos de imigração: a imigração política, e a imigração econômica. A dos Da Col teve origem econômica, a dos Gattai, política.
Eugênio Da Col, mulher e cinco filhos (entre os quais minha mãe, Angelina) embarcaram em Gênova em 1890 no navio Città di Roma, ele fora contratado para trabalhar como colono numa fazenda de café, em Cândido Mota, São Paulo. Levas e levas de conterrâneos já haviam partido e os comentários sobre " la terra del sole", "la terra della cuccagna", onde o ouro rolava pelas ruas e o enriquecimento era rápido, decidiam os que ainda vacilavam.
Agentes encarregados de contratar operários italianos acenavam com a facilidade de viagem gratuita e subsistência garantida até que começassem a trabalhar. Não havia mais o que pensar, a decisão estava tomada, os Da Col iriam viver no Brasil. No porão do navio acotovelavam-se famílias; lá estavam alguns amigos vênetos e compatriotas vindos de toda a Itália.Na travessia sem fim, de desconforto total, católica fervorosa, nonna Pina rezara a viagem toda, pedindo a Deus que os protegesse para que chegassem vivos à terra. Tinha verdadeiro pavor só de pensar que um dos seus pudesse morrer em alto-mar e fosse atirado aos peixes. Ao contar sua história, nonno Genio ainda gardecia ao céu: "Deus ouviu as preces de Pina, chegamos todos vivos".
No porto de Santos, homens de fazenda onde iriam trabalhar os aguardavam e os transportaram, comprimidos como gado, num vagão de carga. Não foi preciso muito tempo para que, marido e mulher, se dessem conta de que haviam sido enganados. O sonho não passara de fantasia, as informações recebidas não correspondiam à realidade: sob a vigilância de um odioso capataz passaram a trabalhar de sol a sol, marido, mulher e as três crianças mais velhas, ganhando a apenas o suficiente para não morrerem de fome. Eugênio Da Col via cada vez mais claro: a escravidão fora abolida no Brasil havia poucos anos, mas nas fazendas de café outros escravos chegavam. Italianos substituiam os africanos.
Um dia, os colonos foram convocados para se reunir, à hora do almoço- hora do almoço para não perderem tempo de trabalho -, junto a uma árvore. Ao Chegarem ao local marcado para o encontro, depararam com um quadro deprimente: ali, amarrado à arvore, estava um trabalhador negro. Eugênio Da Col não entendeu o que estava acontecendo até ver o capataz se aproximar de chicote em punho. Seria possível uma coisa daquelas? Haviam sido convocados para assistir ao espancamento do homem? Não houve explicações, não havia necessidade: os novatos deviam aprender como se comportar-deviam andar na linha se não quisessem que acontecesse o mesmo com eles. Quem não obedecesse servilmente ao chefe receberia a mesma surra que o negro ia receber. Exemplo para não ser esquecido.
Todo mundo calado, fitando o capataz. De súbito ele levantou o braço, fez estalar no ar o couro do chicote, ia comecar o castigo, mas o látego não chegou a baixar sobre as costas do infeliz . Revolado, cego de indignação, o jovem colono Eugênio Da Col não se contivera. Não seria ele quem assistiria impassível ao ato de tal covardia. Diante do espanto de todos, atirou-se sobre o carrasco, arrebatando-lhe o chicote da mão. Apanhado de surpresa, o capataz acovardou-se: a arma que lhe garantia a valentia estava em poder do carcamano, tratou de fugir.Nessa mesma tarde a família Da Col, foi despedida, posta na estrada. Não pagaram o que lhe deviam. Os senhores cobravam o custo do transporte de Santos até a fazenda.
Com grande coragem e fé em Deus, seguiram pela estrada deserta levando o que podiam carregar, tinham endereços de conterrâneos amigos na capital, haveriam de chegar lá. Nessa longa caminhada de privações e fome,Carolina, a mais nova das crianças adoeceu. Ainda uma vez nonna Pina recorreu a Deus, que não deixasse seu anjinho morrer durante a caminhada. Nunca se conformaria em deixar a menina numa cova rasa, à beira da estrada. Ainda uma vez Deus ouviu suas preces: Carolina morreu só depois de chegarem à cidade de São Paulo.
Essa história eu ouvi dos lábios de meu avô Eugênio. Durante minha infância o fiz repeti-la algumas vezes e sempre, ao terminá-la, ele enxugava os olhos num lenço grande e em seguida assoava o nariz, creio que para disfarçar, para esconder as lágrimas.
Recordo meu pai, Ernesto Gattai, um grande contador de histórias. Nas noites de inverno, em São Paulo, os filhos se reuniam em torno dele, ouvidos atentos para escutá-lo. As histórias que papai nos contava não eram as clássicas histórias de Cinderela, da Branca de Neve ou Chapeuzinho Vermelho, que eu sabia de cor e salteadas. Ele nos contava histórias diferentes, italianas, certamente ouvidas em criança, de sua mãe. Assim como vovô Eugênio, contava seus casos em dialeto vêneto, papai contava suas histórias em italiano. Matava dois coelhos com um tiro só: divertia as crianças e ao mesmo tempo as fazia ouvir e aprender sua língua natal.Das Histórias de papai, a minha preferida, sem dúvida, era a da Colônia Cecília. História verdadeira, entre os seus protagonistas estavam meus avós, meus tios e ele próprio, meu pai. Segundo "seu Ernesto", o pai dele, Francesco Analdo Gattai era um homem de pensamento largo, um livre pensador: Papai se ria ao contar a história do registro de sua irmã mais nova, Iena.
Quando do nascimento da última filha, nonno Gattai foi ao cartório de onde viviam, lá em Floreça, a fim de registrá-la:
- Que nome quer dar à sua filha?- Iena! - declarou o pai da criança.
O homem pensou não ter compreendido bem, repetiu a pergunta:
- Qual é o nome?- Iena - repetiu o rebelde, entusiasmado com a reação do tipo; a polêmica provocada estava garantida.
O escrivão ainda tentou dissuadi-lo, não se conformando com tão estapafúrdia decisão:
-Mas, meu senhor, como pode dar a uma criança inocente o nome de um animal tão repugnante?-Se o Papa pode ser Leão, por que minha filha não pode ser Iena? revidou o velho Gattai, que na época pouco mais tinha que trinta anos de idade.
A menina foi registrada com o nome de Iena e Iena ficou até morrer.
Francesco Arnaldo Gattai embarcou com a família, mulher e cinco filhos em Gênova, no navio Città di Roma, em 1890. A viagem da família Gattai, no entanto, começava dois anos antes. Meu avô tivera a oportunidade de ler um livreto intitulado Il Comune in riva al mare, escrito por um certo Dr. Giovanni Rossi-que o assinava com o psudônimo de Cárdias-misto de cientista, botânico e músico.
No folheto, que tanto interessara a meu avô, Cárdias idealizava a fundação de uma "Colônia Socialista Experimental" num país da América Latina - não especficava qual - uma sociedade sem leis, sem religião, sem propriedade privada, onde a família fosse constituída de forma mais humana, asegurando às mulheres os mesmo direitos civis e politicos que aos homens.Nas últimas páginas de seu estudo e projeto, Cárdias fazia um apelo: que se apresentassem as pessoas que estivessemos de acordo com suas teorias e quisessem acompanhá-lo a qualquer parte da Terra, por mais distante que fosse, desde que se dispusessem a levar à pratica todas as experiências e as idéias contidas no livro.
Francesco Arnaldo Gattai encontrava, por fim, alguém com dinamismo e inteligência, disposto a tornar realidade um sonho, seu e de outros camaradas, também díscipulos dos ensinamentos de Bakunin e Kropotkin, à procura de um "caminho novo para a humanidade faminta, esfarrapada, ensangüentada, talvez esquecida por Deus" Leu o documento para a mulher: Que pensava ela desse plano? Deviam aceitar o convite do Dr. Giovanni Rossi? Tinham quatro filhos, um ainda a sugar o peito da mãe.
Argia Fagnoni Gattai, minha avó, não era mulher de recuar diante de obstáculos. Aos trinta anos de idade, carregada de filhos, não teve medo de enfrentar o desconhecido. Amava o marido, sabia o que representava para ele aquela viagem. Não iria desapontá-lo. Costumava amamentar os filhos até os dois anos de idade - esse era o intervalo matemático entre um filho e outro - criando-os fortes e sadios. Jamais lhe faltara leite; pelo pequeno Aurélio não devia temer, ela lhe garantiria a alimentação, ao menos durante a travessia. O acordo da mulher estava dado, agora era só aguardar com paciência o grande momento da partida. Esperaria que Giovanni Rossi superasse os problemas, tantos, para um empreendimento de tal monta.
Com palavras simples e acessíveis, papai nos contou a história do Dr. Giovanni Rossi, o homem que idealizara todo o plano da colônia experimental em terras distantes. Nascera em Pisa, poeta com incontestável vocação musical, porém homem inquieto, preferindo trilhar outros caminhos, formara-se em agronomia, dedicando-se ao jornalismo e aos problemas sociais e filosóficos.Em suas idas freqüentes a Milão, costumava hospedar-se com um parente, o maestro Rossi, cuja casa era freqüentada por músicos de renome, entre os quais um certo Carlos Gomes,brasileiro, autor de óperas. Encontraram-se os dois Giovanni Rossi e Carlos Gomes na ocasião em que o músico se entrengava à partitura de uma òpera, Lo Schiavo, que pretendia tocar para o Imperador do Brasil, cuja chegada a Milão estava sendo aguardada.
Carlos Gomes falou a Giovanni Rossi de sua terra, do outro lado do mar, cheia de belezas naturais e de riquezas sem fim. O músico falava de seu país com emoção e saudade, e Cárdias, que o ouvia fascinado, pôs de lado seu projeto, ainda embrionário, de tentar a experiência no Uruguai. Não havia dúvidas, o país era o Brasil.Entusiasmou-se ainda mais ao saber da próxima chegada de D. Pedro II a Milano. Protegido do imperador, Carlos Gomes o conhecia bem e o admirava muito. Fazia-lhe os maiores elogios: "Um rei sábio, inteligente e culto, amigo dos inventores, dos músicos e dos poetas..."
Giovanni Rossi não tinha, nem nunca tivera admiração por imperadores, mas se aquele resolvesse se interessar por seu projeto, não custava nada escrever uma carta ao imperador do Brasil expondo seu plano, juntando à carta o folheto com todos os detalhes do seu projeto.Acompanhado de Carlos Gomes, Cárdias foi até o hotel onde D. Pedro II se hospedara. O imperador encontrava-se adoentado, não recebia ninguém. A carta e o folheto foram, pois, entregues a seu médico particular, o Conde da Mota.D. Pedro II, só veio a tomar conhecimento da existência de Cárdias já no Brasil, interessou-se pelas idéias e pelo arrojo do autor. Impressionado com as últimas páginas do projeto, convocando voluntários para a experiência e dando seu nome completo e endereço, o imperador não teve dúvidas, mandou que respondessem à sua carta: felicitava-o por seu trabalho e oferecia-lhe a terra solicitada para a colônia imperial.Depois de várias démarches, Cárdias recebeu de D.Pedro II a posse de 300 alqueires de terras, incultas e desertas, localizadas entre Palmeira e Santa Bárbara, na então província do Paraná, e ainda a promessa de ajuda e apoio para o empreendimento.
Após tudo acertado, a doção feita, Cárdias iniciou o recrutamento dos voluntários através de notícias nos jornais e em reuniões públicas. Os candidatos foram surgindo e seu número aumentou rapidamente. Entre os primeiros a se apresentar estava Francesco Arnaldo Gattai, meu avô, que entrara em contato havia muito com Cárdias. O quinto filho do casal nascera recentemente, a menina Iena.
Na qualidade de imigrantes políticos, o grupo de idealistas embarcou para o Brasil, em Gênova, no navio Città di Roma, em fevereiro de 1890. O regime imperial no Brasil havia sido derrubado a 15 de novembro de 1889. D. Pedro fora deposto e desterrado, A República proclamada.Os fundadores da Colônia Experimental não podiam mais contar com a ajuda e o apoio prometido pelo imperador. Contariam apenas com seus próprios esforços, com a vontade de vencer, nada os faria recuar.No porão do Città di Roma, junto às caldeiras, viram-se amontoados os pioneiros que, em breve, estariam integrado uma comunidade de princípios puros: a Colônia Cecília. Iam cheios de esperanças, suportariam corajosamente as condições infames da viagem.Uma luz artificial, fraca, era tudo o que havia para iluminar o porão, nem a mais leve brisa do mar chegava até ali para atenuar o calor sufocante. O navio jogava demais e a maioria dos passageiros enjoava. Argia Gattai estava entre os que padeciam. Não conseguia se alimentar, vomitava o que já não tinha no estômago. Seus peitos fartos e cheios de leite, desapareciama cada dia, iam diminuindo, murchando. Grudada neles, Iena sugava - ora um, ora outro - o leite que deixara de existir. Só desistia para reclamar, chorando desesperadamente. Um médico do grupo aproximou-se da menina e, sem examiná-la, diagnosticou: "fome". E se conseguissem um pouco de leite, lá em cima? O médico desaconselhou: o leite de bordo não era bom, nas condições de fraqueza em que a criança se encontrava, poderia provocar-lhe diarréia. A única coisa a fazer seria conseguir, com o comandante do navio, autorização para que mãe e filha pudessem passar o dia no tombadilho, a fim de melhorar as condições de saúde da mãe. Talvez o leite voltasse.
Estirada numa espreguiçadeira, na popa do navio, a criança grudada no peito - perninhas e braços finos, olheiras fundas -, a mãe via o tempo passar, vagaroso .Haviam quantos dias que viajavam? Perdera a conta. Quando chegariam? Ainda bem que os outros filhos continuavam com saúde. Guerrando, o mais velho, dez anos,cuidava dos irmãos menores, o pai ocupado com a mulher e a filha doente.
Tio Guerrando jamais esquecera os tormentos da terrível travessia. Quando era ele a narrar a odisséia dos pais, o fazia com tanto sentimento que, sem me dar conta, comparava aquele porão quente e escuro ao Inferno de Dante, que eu conhecera folheando a Divina Commedia, vendo labaredas e demônios nas ilustrações de Doré, volume de luxo que minha mãe guardava a "sete chaves" para evitar que as crianças a destruíssem.
No porto de Santos formou-se a maior confusão na hora do desembarque. Homens para um lado, mulheres para o outro. Os imigrantes foram despidos, as roupas do corpo e as que traziam nas trouxas levadas para a rotineira desinfecção. Ali permaneciam horas a fio, nus à espera de que lhe devolvessem os pertences, que os liberassem.
Por fim as roupas foram devolvidas, devidamente carimbadas pelo posto. Apertados dentro dos vestimentos encolhidos devido ao banho de desinfecção, cheirando a remédio, amarfanhados, os imigrantes, conduzidos em fila, passaram pelo departamento médico, numa última vistoria antes de serem liberados. Dali mesmo, foram embarcados num pequeno navio que os conduziria até o Paraná. Tio Guerrando não estava muito certo do novo porto de desembarque, mas achava que era o de Paranaguá.Os pioneiros partiram rumo às terras que os esperavam, a família Gattai permaneceu na cidade, às voltas com a menina doente. Lá ficaram eles, naquele porto estranho, língua desconhecida, buscando por todos os meios salvara a vida da filha. Não conseguiram salvá-la.
Num carroção puxado a dois, carregando trouxas e outros pertences, passou a família Gattai por Santa Bárbara: marido mulher e quatro filhos. Ao verem passar a carroça, algumas crianças gritaram chamando pelas mães: Venham ver os ciganos!. . ."
Outras caravanas de homens com o mesmo aspecto, nas mesmas condições, já haviam passado por lá. Ciganos, pensaram os moradores do pequeno vilarejo, trancando portas e janelas das modestas casas cobertas com folhas de zinco, no medo de serem roubados.No cimo de uma colina, por entre os pinheirais, divisava-se, hasteada ao alto de uma palmeira, enorme bandeira vermelha e preta. A bandeira da Colônia Cecília, saudando a chegada dos companheiros. Ao divisar a bandeira da Colônia, nonno Gattai olhou mais baixo e exclamou: "Lá estão eles!" Ali estava o acampamento : grande barracão erguido junto a um córrego, pequenas barracas em construção, homens movimentando-se para cima e para baixo, um pedaço de terra já limpa para o cultivo ao lado de um pequeno bosque. Nonna Argia voltou a cabeça em direção ao dedo estirado do marido, seu pensamento lá longe, enterrado junto ao corpinho da filha. Durante toda a viagem não dera uma única palavra, nem para amaldiçoar nem para acusar. Disfarçando a tristeza pela morte da filha, o marido procurava distrair a mulher chamando-lhe a atenção para mil e uma coisas, durante a longa e dura viagem pela estrada. As quatro crianças, livres da incomôda carroça, correram em disparada para o regato de águas cristalinas. Ninguém as impediu de se banharem de roupa e tudo. "Precisam de ar puro, de água e, sobretudo, de liberdade!", sentenciou o pai.
Os Gattai foram alojados provisoriamente no barracão coletivo construído pela primeira leva. Nos dias que se seguiram, cada família tratou de construir sua própria morada. Papai nos contara que a tentativa de Giovanni Rossi durou quatro anos (1890 a 1894). A família Gattai permaneceu lá apenas dois anos, não se adaptou e, em 1892, pais e filhos partiram para São Paulo. Curiosa, eu crivava papai de perguntas, mas para ele era difícil explicar detalhes de fatos que ignorava. Tio Guerrando, seu irmão mais velho, que vivera esses episódios e ainda se lembrava de muita coisa, também pouco sabia dos motivos verdadeiros que levaram a experiência ao fracasso.
Havia explicações desencontradas. De positivo mesmo, ele sabia que muita gente desistira ao surgirem as primeiras dificuldades. Novos aderentes chegavam da Itália, muitos deles movidos pelo espírito de aventura, mas não permaneciam, partiam logo. Os mais teimosos tiveram que arranjar emprego fora das terras, foram trabalhar, sobretudo nas construções de estradas de ferro, para não morrer de fome. Mas tudo culminou com a intimação das autoridades republicanas, que não estando de acordo com a doação feita pelo deposto imperador, exigiam dos colonos que, ou comprassem as terras que ocupavam e pagassem os impostos atrasados, ou as abandonassem.
As facilidades que a monarquia oferecera aos anarquistas pioneiros da Colônia Cecília foram suprimidas pelos republicanos, liquidando assim o futuro de uma experiência única. Havia ainda a versão anticlerical de tio Guerrando: ele contava que, bem próximo à Colônia, fora construída uma igreja católica com o objetivo exclusivo de hostilizar e boicotar os anarquistas e que, na época da colheita, o padre vizinho soltou suas vacas que rapidamente, invadiram as plantações, destruindo tudo, liquidando assim a última esperança dos remanescentes da Colônia Cecília."E foi assim qua a família Gattai chegou ao Brasil", nos disse um dia papai, depois de mais uma vez contar a históriada família. "Pensem bem, vocês sabiam que, para estarem aqui hoje, foi preciso a intervenção do filósofo Giovanni Rossi, do maestro Carlos Gomes e de D. Pedro II, Imperador do Brasil?" Ele rira de ver nossas caras assombradas. "E digo mais", prossegiu, "ainda por cima, vocês nasceram de duas famílias parecidas mas completamente diferentes"

Por Angel Tostes

Continue lendo >>

Ministro italiano diz que não haverá regularização de imigrantes

O ministro de Interior italiano, Roberto Maroni, afirmou que não haverá uma regularização de imigrantes na Itália, mas ressaltou que será levado em consideração o caso das situações "com forte impacto social", como o dos cuidadores de doentes e idosos.Maroni disse que "não pode haver uma regularização para quem entrou de forma irregular"."Mas levaremos em conta, naturalmente, aquelas situações que têm um forte impacto social, como o caso dos cuidadores", trabalho desenvolvido em sua imensa maioria por mulheres.


Pouco antes, a titular de Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, tinha se expressado em termos parecidos."É justa e obrigatória o arrocho sobre a imigração, mas não pode ser deixado de lado o problema relativo aos cuidadores e colaboradores domésticos ainda não regularizados e sem os quais a Itália viveria um drama sócio-assistencial que implicaria famílias com menores, idosos e deficientes físicos", disse a ministra.Carfagna ressaltou que "sem idealizar uma regularização indiscriminada", propôs ao Conselho de Ministros "a necessidade de buscar uma saída jurídica diferente para estes imigrantes; avaliando tempos e modos para uma rígida e controlada regularização" dessas pessoas.A ministra considerou que deve-se distinguir entre o "imigrante-recurso" e o "imigrante-problema" para "garantir a segurança dos cidadãos".


O responsável de Interior e sua colega revelaram assim uma das linhas do decreto-lei sobre perseguição da imigração clandestina e a pequena criminalidade comum que será aprovado em 21 de maio em um Conselho de Ministros que será realizado em Nápoles.No entanto, as palavras de ambos surpreenderam, já que supõe uma abertura em direção à imigração ilegal após as recentes operações e as semanas de declarações sobre uma implacável perseguição às pessoas que tiverem entrado ilegalmente no país.


Da EFE


FONTE: BLOG DO ALE'ITALIA

Continue lendo >>
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Link - me



Software do Dia: Completo e Grátis

Giveaway of the Day

Suas Férias

PageRank

  ©LAMBARITÁLIA - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo