terça-feira, 31 de agosto de 2010

Barenboim e "Aida" brilham na Argentina

Barenboim, regente - imagem arquivo virtual

Por Dora Salas  - Buenos Aires -  A Orquestra e o Coro do Teatro alla Scala de Milão   brilharam na noite deste domingo (29) em sua primeira e histórica apresentação na Argentina, com a batuta do maestro Daniel Barenboim na versão de concerto da "Aida" de Giuseppe Verdi.

A apresentação, no Teatro Colón de Buenos Aires, faz parte das celebrações do Bicentenário da Independência argentina e da reabertura da principal sala lírica do país, após sete anos de restauração.

O esforço conjunto das autoridades italianas e da cidade de Milão, da Fundação alla Scala, do governo e da cidade autônoma de Buenos Aires e de empresas de ambos os países, permitiu "descobrir como Verdi escreveu 'Aida'", disse à ANSA o diretor do Colón, o maestro Pedro García Caffi ao término do concerto.

"Aida", sem dúvida a ópera mais cenográfica do autor de "Rigoletto" e "La Traviata", apresentou neste domingo (29) uma azeitada versão de concerto, cujo sucesso foi do "coral, da orquestra e do coro no palco e do público, todos em uma só voz", opinou o assessor cultural da cidade de Milão, Massimiliano Finazzer Flory.

"Foi uma noite em que a história e a simbologia nos seduziram", acrescentou ele, ao interpretar a emoção que tomou conta dos amantes da lírica presentes no Colón, incluindo o embaixador da Itália na Argentina, Guido La Tella.

O diplomata disse que iniciativas como esta podem abrir o caminho para "eventos de altíssimo nível nas relações entre os dois países".

Já o maestro argentino Barenboim, nascido perto do Colón, "na rua Arenales do centro portenho" - como ele próprio citou ontem - destacou que "enquanto a Itália continuar a acreditar que sua própria herança cultural é de uma importância internacional, enquanto que a Itália continuar a ter ambições de ser um país cosmopolita, não há um embaixador melhor do que o La Scala de Milão".

Barenboim, regente, pianista e pedagogo, acrescentou que "a Argentina também deveria ter um papel internacional, que não possui, é um país muito rico, que poderia se trancafiar a chave e ainda assim seria autossuficiente".

Ele também opinou que a "América Latina se define pela sua relação com os Estados Unidos, dividindo-se entre os que dependem deste país e os que são contra. Neste contexto, a Argentina teria que ter um peso político, ser uma alternativa".

No musical, mais de 10 minutos de aplausos coroaram a noite, que honrou cada passagem com precisão, desde a apoteose na "Marcha Triunfal", à intimidade do último ato entre o tenor Salvatore Licitra (Radamés) e a soprano Ossana Dyka (Aida).

A mezzo-soprano Ekaterina Gubanova (Amneris) também arrancou um forte, prolongado e muito merecido aplauso, ao encerrar a primeira cena do quarto ato, quando lamenta amargamente a crueldade dos sacerdotes egípcios.

Os solos foram completados por Andrzej Dobber (Amonasro), Youn Kwangchul (Ramfis), Carlo Cigni (rei do Egito), Antonello Ceron (mensageiro) e Sae Kyung Rim (sacerdotisa).

Na noite de ontem (30), os 250 artistas do La Scala que estão em Buenos Aires para esta comemoração, ofereceram outro concerto no Teatro Colón, sempre sob a batuta do maestro Barenboim: o "Requiem" de Verdi.

Com informações da www.ansa.it/www.italianos.it

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