quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O inventor do Raio da Morte

 Dando continuidade ao post anterior

Sergio Porto e seu Raio Laser

Raio Laser

Coube ao físico brasileiro Sergio Pereira da Silva Porto, no início da década de 1960, desenvolver os primeiros estudos e descoberta dos raios laser, por coincidência com os mesmos estudos realizados por outro físico, o norte-americano, Theodore Maiman. Em várias oportunidades Sergio Porto demonstrou o seu invento para a imprensa da época, as suas propriedades, assim como o que representava mais ainda aquela invenção. A diferença entre a de uma e de outra é que a do brasileiro foi imediatamente apresentada. Pode-se, isto sim, admitir que tratou-se até de uma invenção simultânea. Sergio Porto participou do quadro de pesquisadores da Unicamp-Campinas, SP. Durante muito tempo atuou como membro de entidade científica dos Estados Unidos.


Hoje o emprego dos raios laser é tão diversificado que nem se pode calcular onde mais ele poderá contribuir com suas inúmeras aplicações no corpo humano, principalmente. Esta variedade de usos vai muito além do limite que, certamente, está alcançando a nossa ciência.

Sergio Porto, a biografia do físico brasileiro

Sergio Pereira da Silva Porto nasceu a 19 de janeiro de 1926, na cidade de Niterói, RJ. Formou-se em Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro no ano de 1947. Em seguida, Sergio foi para os EUA terminar seus estudos na Universidade Johns Hopkins (Baltimore), onde recebeu o título de PhD por seu trabalho sobre espectros de moléculas H2 e H2O em 1954. Interessado em Espectroscopia Raman, ainda é lembrado na Johns Hopkins por tentar adaptar o espectrógrafo de Litrow para espectrógrafo Raman. Voltou ao Brasil em 1954 para ocupar o cargo de professor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Retornou aos Estados Unidos para trabalhar como supervisor na Bell Laboratories, sempre voltado para o emprego do laser na espectroscopia Raman, onde ganhou muita notoriedade. Em 1967, em sua segunda viagem pelos EUA, aceitou o convite para ser professor de física e engenharia elétrica da University of Southern California, tornando-se uma das figuras de grande relevo nos campos da eletrônica quântica e espelhamento de luz. Em 1972, convidado pelo reitor da Unicamp, Zeferino Vaz, passou a lecionar no Instituto de Física Gleb Wataghin a disciplina física do estado sólido. Fundou em 1974 o Departamento de Eletrônica Quântica do Instituto de Física, da Unicamp. Indicado para a função de coordenador de grupo da universidade em 1976, assumiu vários outros postos de chefia, onde sempre contribuiu com idéias para atingir a excelência em educação e pesquisa. Também foi coordenador geral dos institutos até 1979. Era portador de inúmeras menções honoríficas, orientou 16 teses de doutorado, participou de quase uma centena de seminários científicos nacionais e internacionais, apresentou 60 trabalhos científicos a convite e tinha 133 publicações científicas. Sergio Porto faleceu durante um intervalo da 6ª Vavilov Conference on Coherent and non Lineas/optcs, na Sibéria Academic Town, na data de 21 de junho de 1979. Durante uma partida de futebol, que ele mesmo organizou como se fosse o dono da bola, separou o time entre os especialistas da ex-União Soviética e o “resto do mundo”. Porto morreu no meio da pelada, de um ataque cardíaco. O professor Zeferino Vaz, criador da Unicamp e responsável pela volta de Sergio Porto ao Brasil, muito emocionado disse, naquele momento, que sua morte representava “um golpe brutal, quase aleijador para a capacidade de produção científica e tecnológica da Unicamp. Não tenho dúvida em afirmar que Sergio Porto foi uma grande figura entre os maiores especialistas vivos no campo do Laser e suas aplicações. Quando o convidei para a Unicamp, era chefe do Departamento de Eletrônica Quântica da Universidade de South California e participava da NASA na construção do laser que a Apolo 12 deixou na Lua”. Sergio Porto provou, na sua época, que o Raio Laser não era “uma solução à procura de um problema”, como diziam os físicos nos anos 60 do Século passado. 


Fonte: Boletim UFO-INFORME nº 116 – Junho de 2010
Lafayette Cyríaco, Co-editor do UFO-INFORME


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