quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Abertura da Semana Florestal

A criação de duas novas Unidades de Conservação no estado, o lançamento do Mapa da Cobertura Vegetal Nativa de Minas Gerais e a parceria exitosa com uma empresa privada para redução dos gases do efeito estufa marcaram o Dia da Árvore e a abertura da Semana Florestal, realizada pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema). O evento aconteceu no salão nobre do Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte. 

As unidades criadas estão inseridas no Sistema de Áreas Protegidas do Vetor Sul, o Monumento Natural Serra do Gambá e o Monumento Natural Serra da Moeda. O MN Serra do Gambá é resultado de licenciamento concedido à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) pela implantação do Distrito Industrial de Jeceaba. Durante o processo de regularização do empreendimento, a Codemig ficou responsável pela elaboração dos estudos técnicos para implantação da Unidade. A serra do Gambá representa, além da relevância para a conservação e preservação da natureza, uma importante área de potencialidades que podem ser exploradas e utilizadas pela comunidade de diversas formas, dentre elas, o turismo. O Monumento está situado no município de Jeceaba, com área de 442,22 ha. 

O MN Serra da Moeda é resultado de licenciamento concedido à empresa Gerdau S/A para o empreendimento “Mina Várzea do Lopes” ficando a empresa também responsável pela elaboração de estudos para a criação da unidade, sendo que tais estudos indicaram o local e a categoria de manejo ora propostos como sendo os mais indicados para a proteção ambiental da área, considerada de grande relevância biológica na região, representando grande potencial turístico e científico, além de grande acervo histórico e cultural. A criação dessa UC também teve interveniência do Ministério Público Estadual. Localizado nos municípios de Moeda e Itabirito, O MN Serra da Moeda possui área de 2.372,55 ha.

O secretário José Carlos Carvalho ressaltou a importância da criação dessas áreas. “Esse ato institucional demonstra o esforço que Minas Gerais tem feito para assegurar a conservação da biodiversidade no estado”, disse. De acordo com ele, Minas pode ser considerado uma síntese do Brasil por abrigar os três dos mais importantes biomas do Brasil: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Ele ressaltou também a ampliação de 40% das áreas protegidas no estado em oito anos e a regularização fundiária de 50% dessas áreas. “Estamos conseguindo cumprir a meta de regularizar 30 mil hectares por ano”, acrescentou.

Siderurgia verde


O secretário também ressaltou a parceria com empresas públicas e privadas na criação das unidades de conservação e em projetos de preservação do meio ambiente. José Carlos Carvalho citou a parceria feita com a empresa Plantar no “Projeto Plantar”, que pretende reduzir as emissões de gases do efeito estufa por meio do plantio sustentável de florestas de eucalipto para suprir o uso do carvão vegetal na produção de ferro primário.

De acordo com o Projeto, ao longo de 28 anos, a concentração de gás carbônico na atmosfera terá uma diminuição de cerca de 12 milhões de toneladas. “Com essa iniciativa podemos fazer um projeto de mecanismo de desenvolvimento limpo pioneiro no Brasil, dando a Minas um diferencial ao fazer a transição de uma siderurgia predatória para uma siderurgia verde, retirando assim a pressão antrópica do uso do carvão”, frisou o secretário.

O secretário afirma que com esse projeto será possível cumprir as metas não só de Minas Gerais, mas do Brasil, estabelecidas junto ao protocolo de Kyoto e a outros acordos internacionais referentes à redução da emissão de gases do efeito estufa.

Laboratório Eugênio Warming

Considerando a celebração do ano Internacional da Biodiversidade e a importância científica e histórica da área do Parque Estadual do Sumidouro, foi criado também na solenidade, o laboratório Eugênio Warming. O laboratório tem como objetivo a atração de pesquisadores nacionais e internacionais para o desenvolvimento de pesquisas relativas à biodiversidade relacionadas aos biomas com ocorrência no Vale do Rio das Velhas, em especial o bioma cerrado, assim como a promoção de apoio de campo às pesquisas a serem desenvolvidas na área do Parque Estadual do Sumidouro.

Desmatamento em Minas reduz 34,5%


O índice de desmatamento registrado no Estado diminuiu. É o que revela o Mapa da Cobertura Vegetal de Minas Gerais, estudo realizado pela Universidade Federal de Lavras (Ufla) em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Segundo o levantamento, durante o biênio 2007/2009 foram desmatados 71.510 hectares (ha), 34,85% a menos do que os 109.754 ha registrados entre 2005/2007. Já em relação ao biênio 2003/2005, período em que foram desmatados 152.635 ha, a queda foi de 53,2%.

O Mapa da cobertura vegetal que indica as áreas em que a cobertura vegetal nativa sofre maior pressão, lançado a cada dois anos, integra o Inventário da Flora Nativa e do Reflorestamento de Minas Gerais. O inventário fornece também dados quantitativos e qualitativos referentes às florestas mineiras.

Os dados foram apresentados pelo pesquisador da Universidade Federal de Lavras, José Roberto Scolforo. Ao analisar a queda do desmatamento, que vem apresentando índices cada vez menores, desde que o estudo teve início, em 2003, Scolforo atribui a queda à ação proativa do Instituto Estadual de Florestas, mas também à crise econômica em 2008, que provocou retração na atividade do Estado.

Scolforo observou que o desmatamento ocorrido no último biênio é resultado de vários pequenos desmatamentos: 60% da supressão vegetal aconteceram em áreas inferiores a 100 hectares, sendo que boa parte deles (2024 focos de desmatamento) não ultrapassou 10 hectares, em um processo, que o especialista  denominou de “desmatamento formiguinha”.  O mapa revelou também que 498 dos 853 municípios mineiros tiveram desmatamento zero.

O especialista anunciou que o Estado adquiriu um novo conjunto de imagens de satélite, com mais resolução, e que vai proporcionar ainda mais qualidade ao Mapa em 2011. Às imagens do satélite Landstat, soma-se agora as do satélite Rapideye, uma ferramenta mais apurada para medição. “Se antes era possível visualizar uma imagem de 900 metros quadrados, agora será possível uma imagem que reproduza uma área de 25 metros quadrados, com mais definição”, acrescentou.
 
jornalvarginhahoje

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