terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os contos-de-fadas de Jeannette Woitzik

Uma máquina fotográfica Canon EOS 350D e o programa de edição de imagem Photoshop são as únicas ferramentas mundanas de que a alemã Jeannete Woitzik necessita para compor as imagens de contos-de-fadas, a marca inigualável do seu portfólio. Céus azuis ornamentados com nuvens, cogumelos, livros e corações (muitos corações!) constituem alguns dos elementos que povoam as criações desta alemã, que só há três anos descobriu o mundo da fotografia artística.
Porém, verdade seja dita, o equipamento específico parece de pouca importância face ao sentimento que os trabalhos de Woitzik transbordam. Mesmo que a própria confesse, como já o fez por diversas vezes, que não se imagina sem o precioso software de manipulação de imagem.
Olhar para os trabalhos de Woitzik é quase como cair dentro da passagem que leva Alice ao País das Maravilhas e deambular no limbo entre a realidade e o mundo mágico dos sonhos. Apenas estão ausentes o coelho e o seu impaciente relógio, que poderiam ameaçar um apressado regresso ao quotidiano, sem magia, que insiste em existir no exterior das criações da artista. Daí que um dos únicos lamentos de Woitzik seja não ter conhecido o mundo da fotografia e montagem digital quando o seu filho era ainda pequeno, para lhe poder dar um universo fantástico exclusivamente para ele.
O propósito nas criações de Jeannete Woitzki reside em moldar e transmitir sentimentos. Talvez por isso a fotógrafa passe tanto tempo em frente à tela do computador, procurando o equilíbrio perfeito entre a imagem fotográfica e a animação. Nas suas próprias palavras, é na estranha mistura entre realidade e fantasia que são cozinhados os sentimentos.
Cada imagem conta uma história. Porém, a narrativa transmitida vai além da história da fotografia original, já que o tratamento digital lhe confere novas dimensões. E o tratamento do irreal de forma estranhamente familiar permitem à artista tirar partido de outros significados e leituras.
“Heaven can wait” e “storybook” são duas das composição que traduzem a complexidade pictórica e narrativa das imagens de Woitzki. Apesar da aparente simplicidade da mensagem, que pode ser apreendida num único olhar, a cada nova mirada persistem novos pormenores que encantam mesmo os mais cépticos. O recurso a imagens dentro de imagens, como no caso das nuvens recriadas em tela de “Heaven can wait”, ou à narrativa dentro da narrativa, no livro aberto de “storybook”, mostram que este universo onírico é construído de forma robusta e inteligente. O que apenas aguça a vontade de nos perdermos no mundo de “Otherland”.
As montagens resultam em invulgares imagens repletas de ingenuidade, magia e um certo regresso à infância. Há qualquer coisa em Woitzki que nos leva à nostalgia do primeiro cartão do Dia dos Namorados, recebido há tantos anos que já quase não há existem memórias.
Jeannette Woitzik

Fonte: http://obviousmag.org/

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