sábado, 10 de julho de 2010

Arte em casca de ovo - Franc Grom

Omelete, mexidos, fritos, cozidos... Se disser para alguém pensar na utilidade dos ovos, provavelmente, essas serão as primeiras coisas que virão à mente. E de nada há o que estranhar, afinal, há séculos as galinhas botam os ovos e nós os comemos. Ponto. Pois o esloveno Franc Grom enxergou muito além da casca de um ovo, transformando cada uma delas em verdadeiras esculturas.
Talvez a pequena vila na Eslovênia, onde Grom cresceu, o tenha inspirado em suas obras. Na verdade, ele nunca achou que poderia fazer carreira do seu interesse por arte. E até que se aposentasse assim foi, quando percebeu que o seu talento o faria ser reconhecido no mundo todo. No mínimo, uma habilidade inusitada.
Com uma pequena furadeira ele faz furos por toda a casca, formando delicadas rendas, grafismos, flores, borboletas, dragões... Pense em uma figura, uma forma, com certeza ele o fará. Os desenhos são feitos de forma singular, furinho a furinho, com toda a paciência e criatividade que exige. Sua inspiração vem do design esloveno. Em algumas obras, apenas pouco mais de um milímetro de largura é o que liga um lado ao outro em cada parte do projeto de um ovo.
Dependendo da arte criada, Grom chega a passar meses e meses em um único ovo, fazendo milhares de furos, uma média de três mil em cada um. Até hoje, ele já criou mais de trezentas obras e, muitas delas, em época de Páscoa. O coelho da Páscoa que se cuide para não perder a clientela. Conveniente, não?
Fonte: http://obviousmag.org/

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10 de julho, Dia da Pizza

A história da pizza começou com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália.   Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de "pão-de-abraão", muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea.

Os fenícios, sete séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje.

No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.

A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea", indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo.

Chegou ao Brasil da mesma forma, por meio dos imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se logo em seguida parte da cultura deste país. A partir de 1985, comemora-se o dia da pizza aos 10 de julho.

Foi no Brás, bairro paulistano dos imigrantes italianos, que as primeiras pizzas começaram a ser comercializadas no Brasil. Segundo consta no livro Retalhos da Velha São Paulo, foi nos fornos do restaurante de Geraldo Sesso Jr., a Cantina Dom Carmenielo, que os apreciadores da culinária Italiana passaram a poder degustar a iguaria napolitana.    Aos poucos, a pizza foi-se disseminando pela cidade de São Paulo, sendo abertas novas cantinas. As pizzas foram ganhando coberturas cada vez mais diversificadas e até mesmo criativas. No princípio, seguindo a tradição italiana, as de muçarela e anchova eram as mais presentes, mas à medida que hortaliças e embutidos tornavam-se mais acessíveis no país, a criatividade dos brasileiros fez surgir as mais diversas pizzas.
A autêntica pizza italiana, feita em uma pizzaria italiana, na Via dei Tribunali, em Nápoles

 A verdadeira pizza napolitana
Em 1982 foi fundada, em Nápoles, na Itália, por Antonio Pace, a Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, (Associazione Verace Pizza Napoletana, em italiano) com a missão de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo, até com certo purismo, a sua cultura, resguardando-a contra a "miscigenação" cultural que sofre a sua receita. Com estatuto preciso, normatiza as suas principais características.      A associação age fortemente na Itália para que a pizza napolitana seja reconhecida pelo governo como "DOC" (di origine controllata, Denominação de Origem Controlada em português). Em 2004, um projecto de lei foi enviado ao parlamento, com o intuito de regulamentar por lei as verdadeiras características da pizza napolitana. O "DOC" é uma designação que regulamenta produtos regionais tais como os famosos vinhos portugueses.    Além disso, A Pizza Napolitana está, desde Dezembro de 2009, protegida pela Comissão Européia, junto com mais 44 produtos que têm o selo de “Especialidade Tradicional Garantida” ‘’(Specialità Tradizionale Garantita – STG)’’

Segundo a associação, a Verace Pizza Napolitana deve ser confeccionada com farinha, fermento natural ou leveduras de cerveja, água e sal. A pizza deve ser ainda trabalhada somente com as mãos ou por alguns misturadores devidamente aprovados por um comitê da organização. Depois de descansar, a massa deve ser esticada com as mãos, sem o uso de rolo ou equipamento mecânico. Na hora de assar, a pizza deve ser colocada em forno a lenha (somente), a 485°C, sendo que sobre a superfície do forno não deve ser colocado nenhum outro utensílio.   A variedade de coberturas é reconhecida pela organização, porém devem ter a sua aprovação, estando em conformidade com as tradições napolitanas e não contrastando com nenhuma regra gastronômica. Algumas coberturas são tidas como tradicionais, sendo elas (respeitando seus nomes italianos):

Marinara (Napolitana): tomate, azeite de oliva, orégano e alho.
Margherita: tomate, azeite de oliva, mozzarella e manjericão.
Ripieno (Calzone), uma pizza recheada: ricota, mozzarella especial, azeite de oliva e salame.
Formaggio e Pomodoro: tomate, azeite de oliva e queijo parmesão ralado.

Quando degustada, a pizza deve apresentar-se macia, bem assada, suave, elástica, fácil de ser dobrada pela metade. As bordas elevadas devem ser douradas". O gosto da massa deve ser de pão bem fermentado, misturado ao sabor ácido do tomate, aroma de alho, orégano, manjericão.

A pizza deve ser obrigatoriamente redonda, não podendo o seu diâmetro ser maior do que trinta e cinco centímetros. Outra medida, a espessura no centro do disco, não deve ser maior do que cinco milímetros, e a borda não pode ser maior do que dois centímetros
Tipos de pizza
A variedade de coberturas que se pode colocar sobre uma pizza é quase infinita, entretanto, algumas preparações são tradicionais e têm fiéis seguidores:

Margherita: queijo mozzarella e folhas de manjericão (nomeada em homenagem à princesa-consorte Margherita di Savoia).
Mozzarella: tomate, queijo mozzarella, orégano e azeitonas pretas;
Portuguesa: tomate, presunto (fiambre), queijo mozzarella, cebola, ovos cozidos e azeitonas pretas e/ou verdes;
Calabresa: tomate, lingüiça (chouriço) calabresa, cebola e azeitonas pretas;
Toscana: tomate, queijo mozzarella misturada com lingüiça (chouriço) toscana moída e azeitonas pretas;
Pepperoni: tomate, queijo mozzarella, rodelas de salame pepperoni e azeitonas pretas;
Quatro queijos: tomate, queijos mozzarella, gorgonzola, parmesão e catupiry, e azeitonas pretas (há variações em três e cinco queijos);
Pomodoro: tomate, queijos mozzarella e parmesão ralado, alho e azeitonas pretas;
Alice ("anchova" em italiano) ou Aliche: tomate e anchovas.

 "Acabar em pizza"
Uma pizza de queijo,tomate e aliche feita em casaEspecialmente na cidade brasileira de São Paulo, que tem uma grande colônia italiana, o consumo de pizzas é grande e sofisticado, com o ato de reunir-se numa pizzaria sendo freqüentemente significado de celebração e acordo. Deste costume, surgiu a expressão, comumente usada no país, associando um processo que envolva ações de ética ou legalidade duvidosa a esta celebração. Quando apenas alguns dos envolvidos de menor importância são penalizados ou exista um movimento de acomodação, terminando em mesa de negociação, ou "terminando em pizza", como se as partes envolvidas, acusados e acusadores, se sentassem numa pizzaria e, apreciando a saborosa iguaria, celebrassem o acordo durante uma "rodada de pizza".

Outra explicação para a origem do termo vem do futebol paulistano, mais precisamente da tradicional equipe do Palmeiras, já que sempre foi grande a disputa política dentro do clube de origem italiana e sempre existiam brigas com trocas de acusações entre os diretores da agremiação. Na década de 60, alguns conselheiros palmeirenses se reuniram para resolver problemas que haviam trazido uma crise ao clube. Após 14 horas de discussões, os dirigentes sentiram fome e resolveram ir a uma pizzaria. Várias rodadas de chope, várias garrafas de vinho e 18 pizzas gigantes depois, a paz voltou a reinar. O jornalista Milton Peruzzi, que trabalhava no jornal A Gazeta Esportiva e era setorista do Palmeiras, acompanhou todo o encontro e ditou a seguinte manchete no jornal do dia seguinte: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.

imagens wikipédia e arquivo virtual

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Copa do Mundo - Fifa anuncia os 10 mais cotados para a Bola de Ouro

Troféu Bola de Ouro da Copa do Mundo (Foto: Rafael Pirrho / GloboEsporte.Com)

A Espanha foi a seleção com mais indicados ao prêmio de melhor jogador da Copa, com três nomes entre os dez selecionados. Concorrem à Bola de Ouro pela Fúria os meias Iniesta e Xavi além do atacante David Villa, artilheiro da Copa com cinco gols. A outra finalista, a Holanda, tem dois representantes - Robben e Sneijder. A lista foi elaborada pelo Comitê Técnico da Fifa e ainda conta com Schweinsteiger e Özil, da Alemanha, Forlán, do Uruguai, Gyan, de Gana, e o argentino Messi, detentor do título de melhor jogador do mundo.

A votação está aberta para os jornalistas credenciados e só será encerrada ao fim da decisão deste domingo. O resultado sai logo após a partida.

A possibilidade de os jogadores serem julgados por sua atuação na final da Copa ajuda a evitar claros equívocos como o de 2002, quando o goleiro alemão Oliver Kahn ficou com a Bola de Ouro mesmo tendo falhado na final contra o Brasil. Nesta sexta-feira, o próprio Kahn considerou que a atuação na grande decisão deve influenciar na votação. Curiosamente, a última vez em que o melhor da Copa ganhou o torneio foi em 1994, com Romário. Nas três edições seguintes, o prêmio coube a um vice-campeão - Ronaldo, em 98, Kahn, em 2002, e Zidane, em 2006.

Confira os 10 concorrentes a Bola de Ouro

Sneijder (Holanda), Robben (Holanda), Schweinsteiger (Alemanha), Forlán (Uruguai), Özil (Alemanha), Gyan (Gana), Messi (Argentina), Xavi (Espanha), Iniesta (Espanha) e Villa (Espanha).

- Acho importante avaliar também o desempenho na final. Gosto do Sneijder, na Holanda, do Iniesta e do Villa, na Espanha, mas temos que ver quem vai ganhar a Copa para decidir o melhor jogador do torneio - afirmou Kahn.
Caricaturas dos 10 concorrentes à Bola de Ouro da Copa (Foto: Rafael Pirrho / Globoesporte.com)

O goleiro elogiou os dois alemães na lista e destacou também a grande participação de Müller na Copa. Mesmo assim, acredita que "ainda é cedo" para que um deles leve a Bola de Ouro.

No vídeo exibido no evento, provavelmente gravado antes da semifinal entre Alemanha e Espanha, Franz Beckenbauer e Carlos Alberto Parreira apontaram seus preferidos. Beckenbauer ficou com Schweinsteiger, do seu Bayern de Munique, enquanto Parreira disse preferir Özil.

Desta vez nenhum brasileiro apareceu na lista dos melhores, ao contrário da Copa das Confederações, no ano passado, quando Kaká foi eleito o melhor e Luis Fabiano ficou em  segundo lugar.

GloboEsporte.Com

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Revolução Constitucionalista de 1932

Cartão postal do MMDC

A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, Brasil, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil

Foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia de que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. A Revolução de 1930 impediu a posse do governador de São Paulo (na época se dizia "presidente") Júlio Prestes na presidência da República e derrubou do poder o presidente da república Washington Luís, que fora governador de São Paulo de 1920 a 1924, colocando fim à República Velha

Atualmente, o dia 9 de julho, que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do estado de São Paulo e feriado estadual. Os paulistas consideram a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico de sua história.

Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil.

No total, foram 87 dias de combates, (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último dois dias depois da rendição paulista), com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2200 mortos, sendo que numerosas cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates

São Paulo, depois da revolução de 32, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934.


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A reabilitação do açúcar

Roma - Consumir bebidas açucaradas ajuda a combater a tensão e o estresse, equilibrando a dinâmica do corpo, afirmam os cientistas das Universidades South Wales e Queensland (Austrália).

Em uma pesquisa publicada pelo Journal of Experimental Social Psychology, eles, de alguma forma, 'reabilitam' estas bebidas, consideradas até ontem prejudiciais por serem hipercalóricas.

Os estudiosos selecionaram alguns voluntários, fazendo-os enfrentar duas situações de estresse simulado. Eles tinham que se imaginar em uma reunião com o chefe ou suportar a volta para casa após um dia de trabalho duro, mas podiam recorrer a um copo de limonada adoçada.

Estaria justamente nos teores de açúcares dessa bebida, segundo a pesquisa, o segredo da resistência ao estresse diário. Nas doses certas, tais substâncias reequilibram o cérebro, transtornado pelos impulsos nervosos causados pelo trabalho árduo.

Apesar da ideia generalizada de que o consumo de bebidas doces pode elevar os níveis de glicose, e portanto também o comportamento impulsivo, os cientistas concluem que "nossos dados sugerem, ao contrário, que a glicose pode aumentar, quando estimulada, o controle executivo", isto é, aquele mecanismo de filtragem (das tensões) que impede que o estresse e a tensão governem nosso comportamento
 
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Imigração: UE deve assumir suas responsabilidades

A União Europeia (UE) "deve assumir suas responsabilidades", destacou o premier Silvio Berlusconi, ao falar sobre a imigração para a imprensa, após se reunir com o primeiro-ministro maltês, Lawrence Gonzi.

O tema da imigração clandestina foi pauta da primeira rodada de conversas bilaterais em Villa Madama. Berlusconi, ao lembrar que ao nível europeu seria desejável um empenho maior da Frontex (a Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros, ndr), explicou que também é necessário "um reconhecimento" europeu "aos Estados que intervém, até com custos elevados, para enfrentar o fenômeno. "Um reconhecimento correspondente ao custo que suportam", disse ainda o premier italiano.

"A imigração clandestina diz respeito a todos. Houve ótimos resultados, graças ao tratado com a Líbia, que representa um modelo que deveríamos implementar com outros países da costa do Mediterrâneo", acrescentou Berlusconi.

Este posicionamento, sobre as responsabilidades da Europa a respeito da imigração, foi compartilhado pelo premier Gonzi que, depois de lembrar que a amizade de Malta com a Itália "ficou ainda mais forte após a adesão à UE", destacou: "Para nós, não é aceitável que este problema permaneça na costa do continente europeu, sobre países como Malta e Itália. É preciso que a UE reconheça que se trata de um problema europeu".

No encontro bilateral desta quinta-feira (8) também foram tratados outros "problemas" e assuntos, explicou Berlusconi, referindo-se, entre outros, às operações conjuntas com as forças militares. "Analisamos este tema e a Itália está satisfeita de participar com contingentes comuns". "Trata-se de um setor que representa outro potencial de colaboração", acrescentou o premier maltês.
 
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Novo sistema de triagem das malas em trânsito

Um novo sistema capaz de classificar 6 mil malas por hora, com leitora ótica de alta segurança e em tempos muito rápidos, foi inaugurado hoje no aeroporto internacional de Fiumicino e começará a operar na próxima semana, na esperança de resolver o problema dos frequentes extravios de bagagem.

A estrutura foi batizada "NET 6000", pelo nome do local (o novo prédio de trânsito) e pelo número de malas que consegue verificar, cumprindo as funções básicas de um sistema de manuseio de bagagem, isto é, a introdução do objeto, seu reconhecimento, percurso, controle radiológico e classificação.

Os trabalhos realizados pela empresa Aeroportos de Roma (ADR) começaram em março deste ano e só levaram quatro meses para serem concluídos.

A nova estrutura está localizada dentro do aeroporto, entre a área dos voos domésticos e internacionais. Sua finalidade é disponibilizar um sistema automático para o controle e a classificação das bagagens dos passageiros em trânsito, operação esta que até agora era feita manualmente e, consequentemente, com maiores custos operacionais para a empresa responsável pelo serviço em terra, e também maiores riscos de extravios.

O nível tecnológico do novo sistema, que abrange mais de 7 mil metros quadrados em dois níveis, exigiu um investimento de € 20 milhões e o posiciona em primeiro lugar na Europa "pelos seus componentes e pelo software utilizado, que é de última geração", explica a ADR.

Operacionalmente, as malas são transportadas ao centro de triagem diretamente da aeronave, através de carrinhos de bagagem, e introduzidas no sistema a partir de cinco pontos sobre correias transportadoras que conduzem ao coração do sistema.

As bagagens carregadas sobre a estrutura de triagem são levadas até a saída, onde está instalado o sistema de controle radiológico, previsto pelas regras da Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata, por sua sigla em inglês), e classificadas de acordo com o voo a que pertencem.

Neste local os operadores pegam a bagagem e por meio de uma "pistola" de tecnologia RFID (Identificação da radiofreqüência) e ótica, fazem a leitura do código de barras para que a mala chegue a seu destino.

O cérebro da estrutura é o sistema de classificação de Elsag Datamat MBHS (Sistema de manejo de bagagem Multisorting), baseado em tecnologia de alta precisão.
 
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Festa da Polenta - Piracicaba


Saiba mais sobre o evento

http://www.santaolimpia.com.br/

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Eclipse solar será visto apenas em parte do hemisfério sul

Sombra completa estará a quase 2 mil km da costa neozelandesa.  Astrônomos usam evento para observar camada mais externa do Sol.

Do G1, em São Paulo
 
Eclipse total do Sol será observado no próximo domingo (Foto: Luc Viatour / Flickr - Creative Commons)

Um eclipse total do Sol ocorrerá no próximo domingo (11), porém o fenômeno deve ser observado em sua plenitude apenas para quer estiver em um raio com centro a 2000 km da costa nordeste da Nova Zelândia.
Equipes de estudiosos devem se descolar à remota ilha de Páscoa, a 3.700 quilômetros a oeste da costa chilena, para observar o fenômeno.

Com a revolução da Lua ao redor da Terra, ocasionalmente o satélite se posiciona entre o planeta e o Sol, o que gera regiões de penumbra e sombra completa na superfície terrestre.

Segundo dados do site Uranometria Nova, organizado por professores da Escola Municipal de Astrofísica em São Paulo, o território brasileiro deve ficar debaixo da penumbra durante o evento.

É o segundo evento impedindo a luz solar de chegar sem bloqueios à Terra neste ano de 2010. Durante o mês de janeiro, no dia 15, parte da Lua ficou entre a estrela e o planeta, gerando um eclipse anular, fenômeno tido como raro pelos especialistas.

Ocorre quando o satélite natural, mesmo à frente do Sol do ponto de vista de um observador em superfície terrestre, ainda permite a identificação de parte do disco solar.

A importância de eclipses solares para os astrônomos está na possibilidade de observar a coroa solar, camada mais externa da estrela, visível apenas quando o restante da luz interior está ofuscado.

É recomendável evitar a observação de eclipses solares sem proteção aos olhos.


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Addio a Lelio Luttazzi

Lelio Luttazzi (Ansa)

Addio a Lelio Luttazzi, l’elegante pigrizia «oblomovista».   Quel rifiuto del mondo cominciato quando Walter Chiari lo accusò ingiustamente
Lelio Luttazzi con Walter Chiari (Olympia)

Un’elegante pigrizia o un pigra eleganza: difficile trovare una combinazione lessicale per abbozzare un ritratto morale di Lelio Luttazzi. Ma è certo che la pigrizia e l’eleganza sono state per lui due categorie dello spirito prima ancora che un modo d’essere, un’attitudine. Diceva di essere pigro, ma dovette combattere a lungo contro una pigrizia mediatica che rischiava di schiantarlo per sempre. Nelle rare interviste Luttazzi si definiva con civetteria tutta letteraria «oblomovista» («non vi spiego cosa vuol dire, sarebbe troppo lungo»), cioè apatico e fatalista come l’eroe del romanzo di Goncarov. Era il suo modo di difendersi, soprattutto dopo l’episodio che ha segnato la sua vita. Com’è noto, nel ’70 Walter Chiari lo implicò sconsideratamente in una storia di droga. Luttazzi finì in prigione e ci restò un mese. Nonostante fosse stato completamente scagionato, non si riprese più dalla botta (anche perché Chiari non lo degnò nemmeno di una telefonata di scuse). Lo racconta nell’unico libro che pubblicò, «Operazione Montecristo».

Da allora cominciò a negarsi, agli amici e al lavoro, entrando in una sorta di esilio volontario: «Ho eletto Oblomov a mio modello. L'oblomovismo non e' solo pigrizia, inettitudine, incapacità di azione. È tutto questo ma anche deliberata autoemarginazione, intransigente rifiuto di tante cose che per gli altri sono importanti: il lavoro, l' efficientismo, il giovanilismo, la carriera... ». Già ma la sua pigrizia cozzava contro la pigrizia dei giornalisti, la pigrizia degli archivi. E tutte le volte che una persona importante veniva ammanettata per droga saltava fuori questa storia dell’arresto. Che fare? Impassibilità? L’elogio della pigrizia rischiava di tradursi nel suo contrario, nella maledizione: «Ogni tanto querelo. Vinco sempre. E con una querela che mi son preso il lusso di comprare la barca, la mia Oblomov».

Non diceva di essere elegante, lo era. Un signore della mitteleuropa nel mondo sbracciato dello spettacolo romano. Un’eleganza che è rimasta senza scalfitture ed è riapparsa intatta nella sua luminosa apparizione da Fiorello nel 2006. Luttazzi è stato protagonista di una stagione televisiva che allestiva spettacoli «da fare invidia a Broadway», primo fra tutti «Studio uno», con ospiti fissi e d'onore, sontuose scenografie, lussuosi balletti, grandiose regie, vedette canore del calibro di Mina, perfette professioniste come le gemelle Kessler. Un modello di eleganza tv mai più raggiunto. Ma per lui l’eleganza era soprattutto un modo di esprimersi, un’inattualità che sarebbe diventata il suo marchio. Quando si rievoca l’epopea radiofonica di «Hit Parade» si dimentica di sottolineare che Luttazzi era la persona meno adatta a condurre quel tipo di programma: non era la sua musica, non conosceva quel nuovo metro di giudizio, gli era estraneo il «giovanilismo ». Eppure, usando l’eleganza come arma impropria, fu memorabile.    Esattamente come nell’interpretazione de L’avventura di Antonioni: non c’entrava niente, nulla aveva da spartire con l’incomunicabilità e gli intellettualismi del regista. Ma era un signore, un re. E nessuno può battere in eleganza un re in esilio

http://www.corriere.it/
blogdoaleitalia 

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Greve contra "lei da mordaça" teve adesão de 90% dos jornalistas italianos

Roma, 10 jul (EFE).- A greve contra a chamada "lei da mordaça" do Governo de Silvio Berlusconi, que limita o uso e a difusão de escutas telefônicas de investigações oficiais, teve apoio de 90% dos jornalistas italianos, segundo a Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI).

O secretário da FNSI, Franco Siddi, promotor do protesto, assegurou que a greve de ontem foi a que teve "maior participação dos últimos 15 anos", com "mais de 90% das televisões, dos jornais, das rádios e das agências de notícias", em declarações divulgadas neste sábado pelo jornal "La Repubblica".

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MailRail - o correio subterrâneo de Londres

Em Londres existe um sistema subterrâneo de distribuição de correio que serviu a cidade durante cerca de 140 anos, o MailRail. Este fato, tão surpreendente, é desconhecido da maioria das pessoas. A infraestrutura é equiparável a um mini-metropolitano, com pequenas carruagens que se deslocam em túneis de aproximadamente 2 metros de diâmetro, como se fossem vagonetas no interior de uma mina, o que se percebe dada a tradição mineira inglesa. Parece um brinquedo, mas o correio chegava realmente a horas ao destino - isto sim, para nós portugueses verdadeiramente surpreendente!
A ideia surgiu bem atrás no tempo, corria o ano de 1855, e consistia basicamente num túnel sujeito a vácuo com uma linha férrea no seu interior. As carruagens seriam movidas pela sucção provocada por um compressor de ar fixo numa das extremidades do túnel. Este sistema rebuscado parecia no entanto bastante exequível aos olhos do seu autor, Thomas Rammell, e levou-o inclusivamente a fundar a Pneumatic Despatch Company, em 1859.
Após a construção de um pequeno trole experimental e da realização de alguns testes, a ideia revelou-se eficaz e propôs-se a ampliação da linha. O primeiro ramal ligando dois postos dos Correios foi então inaugurado com pompa e circunstância a 15 de Janeiro de 1863, passando a linha a ter um tráfego diário de 70 vagonetas. Cada viagem de um posto a outro demorava pouco mais de um minuto e aí permanecia o tempo estritamente necessário para a carga e descarga da mercadoria, voltando a partir de seguida.
Inauguração do primeiro ramal em 1865 e vagoneta da época
Obras de eletrificação da linha de 1915 a 1924
Composições elétricas em 1930
Composição de 1962 e estação de Mount Pleasant
O MailRail funcionou bem durante alguns anos e foi até melhorado com novas vagonetas um pouco maiores. No entanto a evolução dos meios de transporte à superfície retirou-lhe a vantagem que possuía. Depois de algumas hesitações resolveu-se adotar um novo sistema de propulsão elétrico. Estávamos ainda em 1895 mas a adaptação da linha só se iniciou em 1915 para ficar totalmente concluída em 1927. Pelo meio houve a Primeira Guerra Mundial e durante este tempo os túneis e estações serviram como abrigo, nomeadamente de obras de arte (grande parte do acervo da Tate Gallery foi guardada nestes locais). O mesmo aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial mas durante este período continuou a funcionar, parando entre as 23h00 e as 7h00.
Depois da guerra o correio subterrâneo conheceu o seu ponto mais alto. Funcionava em três turnos durante 19 a 22 horas por dia, exceto domingos, altura reservada à manutenção da linha e das composições de vagonetas. Somente no último quartel do século passado começou a perder importância e a acumular prejuízos, que ditaram a sua morte adiada. Estações e ramais foram sendo fechados uns após outros até ao encerramento total, ocorrido em Março de 2003. O famoso sistema é agora um silencioso complexo de túneis abandonados onde apenas correm comboios-fantasma...
Quem desejar conhecer mais detalhadamente o MailRail encontra dois links interessantes aqui e aqui (em inglês).
Fonte: http://obviousmag.org/

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Healthtech: micro-reservatórios de saúde

Esquece-se com frequência de tomar os seus medicamentos a tempo e horas? Necessita fazer repetidamente medicação sob a forma injetável? Padece de Diabetes Mellitus e é, ou prevê-se que possa vir a ser, dependente de insulina? Se a sua resposta é afirmativa então este post é-lhe especialmente dedicado.
Cenários semelhantes aos vividos nos Departamento Médicos das sucessivas séries da saga Star Treknanotecnologia em particular, abriram à vastíssima ciência médica caminhos antes sinuosos e longínquos, mas que a cada dia que passa se prefiguram como cenários exequíveis, com a realidade a superar muitas vezes as expectativas mais otimistas. podem, num futuro não muito distante, vir em parte a extravasar da ficção para a realidade e transformar a face da Medicina tal como hoje a conhecemos. Os avanços tecnológicos em geral e a
Exemplo flagrante desses cenários é a tecnologia que a empresa MicroCHIPS, de Bedford, MA, tem para oferecer num futuro muito próximo: micro-reservatórios que podem ser carregados com medicamentos, incorporados em microchips a serem implantados no corpo do paciente e programados para administrar os medicamentos de forma temporizada ou eventualmente controlada por sinais de rádio, cuja fabricação constitui o core tecnológico da empresa.
O controle da libertação das drogas contidas nos reservatórios por sensores implantados no corpo humano que possam, por exemplo, medir o nível glicémico do paciente está também nos horizontes da empresa que prevê miniaturizar e estabilizar a tecnologia num período máximo de cinco anos, tornando-a exequível em alvos terapêuticos diversificados e produzir de forma massiva estes instrumentos.
Inicialmente concebida para substituir a administração de medicamentos menos eficazes quando tomados por via oral, as perspectivas que esta tecnologia abre à Medicina são gigantescas, podendo vir a constituir a via de eleição para a administração não somente de insulina como também das chamadas drogas do futuro: as “drogas inteligentes” ou “molecularly targeted drugs”.
Esta nova abordagem de design de medicamentos, que assenta na manipulação molecular de drogas já existentes e/ou na concepção de raiz de novas drogas que permitam atingir de forma ultra seletiva estruturas celulares ou percursores bioquímicos que se sabem ser responsáveis por determinadas patologias, nomeadamente algumas patologias cancerosas, é claramente o futuro da Medicina. Associadas, estas abordagens de “biosensing” - o diagnóstico assente nos microarrays que já nestas páginas referimos, as “drogas inteligentes”, os microchips medicinais e outras novas formas inovadoras de terapêutica, como as decorrentes da tecnologia do BST-Gel produzido pela Biosyntech, que já se alinham no horizonte clínico - prometem alterar radicalmente a forma como hoje abordamos o diagnóstico e a terapêutica das patologias e consequentemente a saúde e a doença e abrir novas perspectivas bem mais animadoras para a Humanidade.
We say, let it chip...
Fonte: http://obviousmag.org/

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Weza - gerador elétrico portátil

Em tempos de preocupações ambientais com as energias "limpas" e renováveis esquecemo-nos da mais renovável de todas. Já pensaram nessa grande invenção que foi a bicicleta, o único veículo onde o animal puxa sentado? Terá sido a pensar nisso que se concebeu o gerador eléctrico Weza, um dispositivo de alto rendimento onde se consegue uma produção elétrica considerável apenas com meia dúzia de pedaladas.
O pequeno gerador produz uma corrente eléctrica de 12 volts, o que significa que está vocacionado para alimentar equipamentos tais como computadores portáteis, telefones celulares e outros gadgets tecnológicos do mesmo género. Possui, entre outras, uma saída do tipo do isqueiro do automóvel que lhe permite uma grande compatibilidade. A energia gerada é acumulada numa bateria de alta capacidade.Não precisaremos de estar a pedalar enquanto falamos ao telefone... Um verdadeiro Ovo de Colombo que, além do mais, nos torna energeticamente mais conscientes.
O gerador Weza pode ser adquirido aqui por $299 USD.

Fonte: http://obviousmag.org/

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Wind Dam - um novo gerador eólico?

Uma enorme tela estendida entre duas margens abruptas do lago Lagoda, na Rússia, lembra uma vela de navio enfunada pelo vento. Em tempos de procura de novas soluções no domínio das energias renováveis o arquiteto Laurie Chetwood propõe literalmente uma barragem eólica que recebe e canaliza o vento para uma turbina. Diferente dos atuais geradores, promete desde já ser polémica.
Com efeito, um dos inconvenientes que se aponta aos geradores de turbina, situados no alto de torres metálicas, é a agressão à paisagem: parques eólicos compostos por dezenas destas torres, quais florestas de aço. O autor deste projeto pensou então numa solução que fosse um misto de engenharia e escultura ou, se calhar, maioritariamente esta última. É, aliás, o próprio que afirma que a forma resultou da funcionalidade mas também do desejo de produzir algo escultural: é como um pássaro que molha o bico na água, não mais do que um pequeno ponto na paisagem.
O sistema é composto por uma tela de 25 metros de altura e 75 de largura suspensa por cabos que canaliza o vento para uma abertura central ligada a uma turbina acoplada, igualmente suspensa. Segundo os estudos efetuados, a forma côncava é particularmente eficaz na captura do vento. A semelhança com a forma de uma barragem hidroelétrica levou a que o projeto fosse apelidado de wind dam (barragem de vento). A construção deveria ser iniciada em 2008 e, se tudo correr de acordo com o planeado, está prevista outra barragem no mesmo local, um pouco mais acima.
Mas nem todos vêem o projeto com tanto otimismo e as polémicas surgem. Alguns afirmam que a "barragem" é uma fraude porque revela uma total incompreensão dos princípios físicos da dinâmica de fluidos. Segundo estes, o que faz funcionar toda e qualquer barragem é a diferença de potencial: diferença de altitude no caso da água; diferença de pressão no caso do vento. Nas velas dos navios a diferença de pressão entre o lado de onde sopra o vento e o lado oposto é diminuta mas, como a área é muito grande, resulta numa força de impulso.
Sendo assim, no caso presente a tela apenas aumentará a velocidade do vento, nunca a pressão, pelo que o sistema se comportará como um vulgar gerador eólico. De inovador, então, apenas a forma escultural...
Fonte: http://obviousmag.org/

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Geradores eólicos

Sejamos realistas: o uso de qualquer fonte de energia tem o seu preço, seja ele qual for. Não se produz sem destruir. Acontece que, neste momento, o preço que estamos a pagar em termos ambientais globais pelo uso de combustíveis fósseis é demasiado elevado - e o custo começa a ser maior que o benefício... Neste sentido, qualquer sistema de produção de energia não poluente é, à partida, bem vindo e implementado alegremente por todo o lado sem regra aparente que não seja a maximização da sua capacidade. Os parques de geradores eólicos, que surgem por todo o lado como cogumelos em dia de chuva, começam a ser preocupantes...
A fotografia apresentada como exemplo é manipulada, obviamente, mas é bastante expressiva da agressão paisagística provocada pelas enormes turbinas. Outro inconveniente deste sistema é o impacto que exerce nos ecossistemas, nomeadamente nos das aves. Por isso começam a ser testadas e implementadas alternativas às localizações tradicionais dos parques eólicos - planaltos e montanhas. A primeira solução foi a construção de turbinas no mar, junto à costa, como aconteceu na Dinamarca ou na Holanda.
Estes parques costeiros foram sendo implantados cada vez mais mar adentro para zonas mais inócuas do ponto de vista ambiental mas a perfuração do leito oceânico tornou o seu custo muito elevado. Soluções mais radicais foram entretanto propostas, como a de construir turbinas flutuantes. Uma parceria entre a Norsk Hydro e a Siemens resultou no desenho de um gerador com pás de 60 metros ancorado ao leito do mar por três cabos. Prevê-se a colocação de uma unidade experimental de 5 Mw no Mar do Norte em 2009 e a criação de um pequeno parque por volta de 2013-2014.
Fonte: http://obviousmag.org/

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O futuro agora

E se se descobrisse uma nova fonte de energia limitada e não poluente? E se outros planetas fossem colonizados? E se se encontrassem formas de vida extraterrestre? E se ocorresse uma revolução à escala mundial? E se o dinheiro fosse extinto? E se cada habitante do planeta tivesse um rendimento mínimo? E se as mulheres tivessem mais poder? E se as sociedades ocidentais se tornassem vegetarianas? E se as escolas fossem suprimidas e substituídas por um ensino livre?
Mais: E se o teletrabalho se generalizasse? E se as cidades desaparecessem? E se existisse um único governo mundial? E se se descobrissem armas climáticas? E se o Islã se impusesse como a grande religião mundial? E se a fome fosse erradicada do mundo e desse origem a uma hiperpopulação? E se conseguíssemos captar e registar os pensamentos e emoções num suporte digital e ligar o cérebro a um super-computador?
Estas são algumas perguntas que fazemos atualmente e que refletem as nossas dúvidas e curiosidade em relação ao futuro. L'arbre de Possibles é um projeto de Bernard Werber que tenta imaginar cenários futuros para a Humanidade, futuros otimistas, pessimistas, a curto ou a longo prazo. Aparece de tudo um pouco, desde as propostas ingénuas ou mesmo utópicas (há um capítulo destinado exclusivamente à utopia) às mais fundamentadas que representam possibilidades concretas; outras já se tornaram realidade.
O site está estruturado literalmente como uma árvore interativa em que cada ramo representa um determinado domínio: tecnologia, sociedade, filosofia, economia, biologia, etc., formando um enredado que abrange todo o conhecimento humano. Os visitantes são convidados a participar deixando a sua visão para o futuro. O conteúdo, mais do que estimular a imaginação, convida à reflexão. É necessário saber francês, seguramente uma língua com futuro a julgar por este exemplo...
Fonte: http://obviousmag.org/

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Software do Dia: Completo e Grátis- 3D Box Maker

Julho 10, 2010ExeIcon.com 3D Box Maker is a virtual packaging design tool. It creates 3D software box shot, vista boxes, ebook covers, CD covers, books, electronic magazines covers and more. It allows you to create high quality web and printable realistic graphics with just a few clicks. Need not professional graphic designer and expensive graphic software!
O programa custa $49.95, mas é grátis para os nossos visitantes por um período limitado de tempo. 
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Verdade Sobre a Campanha Contra as Reparações a Perseguidos Políticos

Celso Lungaretti (*)
Por três dias seguidos, o vetusto jornalão O Estado de S. Paulo faz lobby descarado contra o programa de reparações às vítimas da ditadura de 1964/85, pressionando o Tribunal de Contas da União a acatar uma proposta de redução de benefícios identificada com as posições das viúvas da ditadura, dos sites goebbelianos e das correntes virtuais de extrema-direita.
É a velha tabelinha entre uma determinada autoridade e a imprensa afinada com sua ideologia, tentando empurrar os acontecimentos na direção que agrada a ambos.
Não se trata nem da repetição da História como farsa, embora o Estadão já tenha feito idêntica tentativa de detonar a anistia federal em 2004, daquela vez acompanhado em alto estilo pela imprensa burguesa.
Só que já era uma cruzada farsesca, pois distorcia totalmente os fatos para encaixarem-se na imagem demagógica que se queria passar ao público. Então, o que temos agora é, isto sim, a repetição da farsa como encenação de mafuá.
A campanha começou com o destaque exageradíssimo dado ao assunto no domingo (27/06): matéria de capa, com direito a página inteira e nada menos do que cinco retrancas.
No texto principal , ficamos sabendo que Marinus Marsico, procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, quer que sejam revistos, "por ora", 9.371 benefícios já concedidos desde a promulgação da lei respectiva em 2002.
Por quê?
Porque "a revisão poderá gerar uma economia de milhões de reais aos cofres públicos", diz o procurador.
Ora, isto não é nem nunca foi argumento aceitável numa democracia. Reduzem-se benefícios quando são injustificados, não para amenizar problemas de caixa dos governos. E em nenhum dos textos do Estadão são honestamente apresentados os critérios do programa.
Tratou-se de uma iniciativa pioneira no Brasil, seguindo as recomendações da Organização das Nações Unidas para países que saem de ditaduras.
A Comissão de Anistia foi constituída em 2002 para identificar os cidadãos que sofreram graves danos de ordem física, psicológica, moral e profissional como consequência do arbítrio instaurado no Brasil entre 1964 e 1985, recomendando ao ministro da Justiça a reparação adequada em cada caso.

As regras do programa são as seguintes:
· para quem comprova terem seus direitos sido atingidos apenas em termos físicos e/ou psicológicos e/ou morais, é concedida uma indenização em parcela única (que o procurador Marsico não questiona);
· quem, ademais, teve sua trajetória profissional comprometida pelo estado de exceção, faz jus a uma pensão mensal e a uma indenização retroativa referente às décadas transcorridas entre a lesão a seus direitos e o início do recebimento da reparação.
Isto se aplica, principalmente, àqueles que foram afastados do serviço público, de instituições subordinadas ou vinculadas ao Estado e das Forças Armadas por terem opiniões diferentes das dos golpistas encastelados no poder. Tal caça às bruxas, inconcebível e inaceitável no século XX, privou dezenas de milhares de cidadãos do seu emprego legítimo.
E houve também casos de indivíduos que perderam seu trabalho na iniciativa privada em função de perseguições políticas, como o jornalista Carlos Heitor Cony (o Correio da Manhã foi obrigado a demiti-lo) e os também jornalistas Jaguar e Ziraldo, cujoPasquim foi sufocado pela ditadura por meio de prisões arbitrárias dos integrantes da equipe, censura que atingia as raias do grotesco e terríveis pressões econômicas.

Por se referirem a cidadãos prósperos e famosos, estes três casos chocaram a opinião pública. Mas, a página virtual do programa está à disposição de todos e uma análise criteriosa das reparações já aprovadas permitirá a qualquer interessado verificar que os benefícios duvidosos nem de longe são 9.731. Não chegam sequer a uma centena.

O procurador Marsico e o Estadão pinçam casos isolados para dar a impressão de que os demais seguem todos o mesmo diapasão, O QUE NÃO É VERDADE.
Meu caso foi considerado, pelo então presidente da Comissão da Anistia, Marcello Lavènere, o mais dramático que o colegiado já havia julgado até aquele final de 2005. Exatamente por isto, tive de ficar conhecendo em profundidade o programa, pois não tinha como pagar advogado e travei minha luta sozinho.

Afirmo, com total conhecimento de causa, que houve distorções e equívocos, como em todas as ações humanas, mas numa escala imensamente inferior à que o procurador alega.
O QUE SE DIZ E O QUE SE OMITE
SOBRE A PENSÃO DA VIÚVA LAMARCA
O viés ideológico desse ataque ao programa salta aos olhos quando procurador e jornalão questionam o benefício concedido a Maria Pavan Lamarca, viúva do ex-capitão Carlos Lamarca, que "desertou do Exército, virou guerrilheiro e foi morto em 1971", segundo a reportagem.

Para os cidadãos civilizados, foi o Exército que desertou da democracia, passando a prestar serviços de jagunçada para os golpistas que usurparam o poder.

Ao voltar-se contra os que tornaram as Forças Armadas um instrumento do arbítrio, Lamarca honrou o compromisso que assumira, de defender a ordem constitucional do País. Foi preso e covardemente executado.

Está na reportagem:
"Lamarca foi promovido a coronel, quando a promoção correta seria a capitão, argumenta a representação. Os valores pagos à viúva equivalem ao vencimento de general, completa o texto. 'A remuneração mensal de R$ 11.444, bem como o pagamento retroativo de R$ 902,7 mil deveriam ser reduzidos', diz [o procurador Marsico]".
Ora, capitão ele já era. Caso as instituições não tivessem sido golpeadas em 1964, Lamarca, militar tão brilhante a ponto de haver sido escolhido para integrar a Força de Paz da ONU no canal de Suez, atingiria inevitavelmente as culminâncias do oficialato.
E, ao trombetear que haveria irregularidade nesse caso, um procurador jamais poderia omitir o que o presidente da Comissão de Anistia Paulo Abrão Pires Jr., esclareceu irrefutavelmente em 2007, respondendo à grita falaciosa da direita:
· quem reconheceu a responsabilidade do Estado brasileiro pela morte de Carlos Lamarca foi a Comissão de Mortos e Desaparecidos, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos, em 1996;
· quem primeiramente reconheceu a condição de anistiado político a Lamarca, afastando a tese da deserção, foi a Justiça Federal de São Paulo, em decisão transitada em julgado e confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça;
· quem o promoveu a coronel foi a 7ª Vara Federal de São Paulo, em 2006;
· a Comissão de Anistia não acatou o pedido da viúva requerente, que solicitava a progressão para general-de-brigada, mantendo apenas a decisão proferida anteriormente pela Justiça, que concedeu a Lamrca o posto de coronel;
Então, o que realmente fez a Comissão de Anistia foi:
· estender a Lamarca o privilégio de que desfrutam todos os oficiais ao passarem à reserva, de receber pensão equivalente ao soldo da patente imediatamente superior;
· considerar Maria e seus filhos César e Cláudia também anistiados, concedendo a cada um deles uma indenização de R$ 100 mil, em parcela única.
Quem quiser saber mais, é só reler meu artigo de três anos atrás, Caso Lamarca: muito barulho por nada .

Mesmo assim, o editorial do Estadão de 3ª feira (29/06), A indústria da reparação , repete a desinformação da reportagem de dois atrás, até com as mesmas palavras:
"O procurador Marinus Marsico cita três exemplos de reparações claramente impróprias. O primeiro é o benefício pago à viúva do capitão Carlos Lamarca, que desertou do Exército para se tornar guerrilheiro e foi morto na Bahia em 1971. Depois da anistia, Lamarca foi promovido post-mortem a coronel, acima dos postos de major e tenente-coronel. Com isso, a viúva Maria Pavan Lamarca recebe o equivalente ao soldo de um general".
O jornal parece estar voltando aos idos de 1964, quando a família proprietária assumidamente conspirou para a derrubada do governo constitucional de João Goulart, ponto de partida do festival de horrores que a União agora está sendo obrigada a reparar.

Justiça seja feita, recuou quando a sucessão de abusos e atrocidades atingiu seu auge, passando a questionar aspectos do regime que ajudou a instaurar.

Mas, deveria reconhecer que sua posição no caso não é nem um pouco isenta.

E que não tem autoridade moral nenhuma para questionar a reparação das injustiças do passado.

* Jornalista, escritor e ex-preso político com lesão permanente provocada por torturas, anistiado pelo ministro da Justiça em 2005. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com 
Fonte: Pravda.ru

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