domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Romênia e a Alemanha

ilustração/arq.Google
O foco principal de tal pressão - e não somente do lado alemão mas também do aliado - era a Romênia. Os produtos romenos eram de primeira necessidade para a Alemanha, e o mais importante deles era o petróleo. Pelo acordo de dezembro, supunha-se que a Alemanha tinha assegurado um mínimo de 130.000 toneladas por mês. Na verdade, entretanto, os fornecimentos de janeiro não chegaram a mais de 26.000 toneladas. Ampla variedade de obstáculos erguia-se a caminho. O transporte por si mesmo apresentava um problema formidável. O Danúbio gelado impedia o transporte por água, e os aliados se preparavam para a primavera fretando todos os barcos disponíveis, a fim de deixá-los fora do alcance dos alemães. O funcionamento dos transportes por estradas de ferro, através da Galícia, agora em poder da Rússia, era tão pouco satisfatório que, pelo fim de janeiro, a Alemanha arranjou permissão para colocar em serviço as seus próprios técnicos e guardas de ferrovia, a fim de tentar remediar a situação: A concorrência aliada nas compras elevou o preço de 17 para 44 dólares por tonelada. A pressão alemã em favor do aumento dos embarques foi respondida pela contra-pressão aliada. Oitenta por cento da indústria petrolífera romena pertencia a estrangeiros; e quando, a 17 de janeiro, uma comissão de petróleo foi nomeada para regulamentar a indústria, a Romênia foi advertida pelos aliados de que não deveria forçar as companhias francesas e britânicas a fornecerem petróleo à Alemanha. Em fevereiro, com o estrangulamento do comércio da România e corte dos embarques de metais e borracha, os aliados extraíram do governo do rei Carol a promessa de que as exigências alemães de aumento das cotas não seriam aceitas e de que seriam sustados os embarques de gasolina de aviação para o Reich. Pelo menos durante o inverno, as esperanças nazistas de receber substanciais fornecimentos de petróleo da Romênia pareciam destinadas a sofrer um desapontamento.

Houve ainda medidas a interferir também nos fornecimentos de outros produtos. A 12 de fevereiro foram impostas aos cereais e óleos vegetais fortes taxas de exportação. A 22 do mesmo mês, um interdito de exportação foi imposto a uma longa relação de artigos empregados na manufatura de munições. A 26 de fevereiro, foram aumentados os fretes de exportação, em alguns casos até em 40 por cento. Além disso, a Romênia, no começo de março, tinha 1.600.000 homens em armas - circunstância que empobrecia a agricultura romena e reduzia o total da produção agro-pecuária disponível para a Alemanha. Uma tentativa alemã de obter a redução desse efetivo com o oferecimento de garantia das fronteiras da Romênia foi acompanhada pela exigência de, praticamente, um monopólio do comércio romeno e da inclusão dos simpatizantes dos nazistas no ministério - exigências essas que foram firmemente rejeitadas. No fim de março, uma missão alemã chegou para negociar novas concessões comerciais, particularmente em torno de produtos agrícolas e cotas de petróleo; mas até o fim do mês não parecia haver obtido qualquer êxito digno de menção.
 
 
 

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