segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pulseira quântica não tem registro na Anvisa, que vai multar os fabricantes

Segundo especialistas, não há efeitos maléficos no uso 
do acessório, mas ressaltam que não deve substituir tratamentos.  

Diante da correria do dia a dia, as pessoas estão recorrendo a fórmulas mágicas ou equipamentos milagrosos que prometem melhorar a qualidade de vida ou reduzir alguns incômodos. Contudo, alguns aparelhos ou acessórios vendidos livremente pela internet e em grandes lojas de esportes não têm sequer registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o caso das pulseiras bioquânticas ou simplesmente quânticas, vendidas com o apelo de melhorar o equilíbrio e ativar a circulação sanguínea.

A Vigilância Sanitária afirmou ontem que vai multar os fabricantes e revendedores das chamadas pulseiras bioquânticas, caso continuem veiculando publicidade com apelo terapêutico. As multas podem variar de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão.

Vendas

Os braceletes que prometem "estabilizar a energia do corpo", de origem norte-americana, também são fabricados no Brasil e viraram moda, inclusive em Minas Gerais.

O assunto virou polêmica e divide opiniões entre profissionais. Tanto que, para uns, o produto é eficaz e possui efeito imediato. Já outros afirmam que não há nenhuma pesquisa que comprove os efeitos benéficos da física quântica no organismo do ser humano.

A professora e fisioterapeuta Ediara Reis conheceu a pulseira bioquântica em um congresso de saúde quântica em Recife, Pernambuco. Apesar de não saber que não há pesquisas científicas que comprovem os efeitos benéficos do produto no corpo humano, ela recomenda o uso da pulseira para seus pacientes, já que os efeitos são imediatos. "É perceptível uma melhora no equilíbrio e nas funções dos meus pacientes. Um deles, que sentia tremores nas mãos ao escrever, não sente mais. No entanto, é bom lembrar que a pulseira é apenas um complemento em tratamentos", ressalta.

Harmonia

A professora Iara Azevedo começou a usar a pulseira após realizar uma cirurgia. De acordo com ela, o produto restaurou a harmonia do seu corpo, além de fazê-la sentir-se mais relaxada diariamente. Iara ressalta que o equipamento também é usado por seu neto de um ano e dez meses, seu genro e sua filha.

"O uso da pulseira bio-quântica fez com que diminuíssem as quedas do meu neto, que consegue se equilibrar melhor quando anda. Já o meu genro sentiu melhora até na sua rinite alérgica", citou, a professora, exemplos de benefícios.

Conforme o doutor em Teoria Quântica de Campos e coordenador do Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), Carlos Alberto Santos de Almeida, não existe nenhuma pesquisa que comprove que os efeitos quânticos possam ajudar na saúde humana.

Ele explica que, na maioria das vezes, os efeitos quânticos agem no organismo destruindo as células, como é o caso da radioterapia. Segundo o físico, o tratamento mata as células cancerígenas e também as saudáveis. "Já estou acostumado com essas fraudes. Todas esses aparelhos que prometem milagres, principalmente com a física quântica, são, de fato, suspeitos", frisa o doutor.

A gerente da Vigilância Sanitária de Fortaleza, Mira Lustosa, destaca que esse tipo de equipamento é perigoso, pois alguns usuários deixam de realizar o tratamento adequado por conta da ilusão de cura por meio do aparelho. Ainda segundo ela, qualquer equipamento que tenha indicação terapêutica, mesmo sendo uma prática alternativa, deve ter o registro da Anvisa.

Mira diz não ter recebido nenhuma comunicação oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para a apreensão do produto na Capital, mas, caso seja preciso, a primeira ação da Vigilância Sanitária é informar, por meio de uma nota técnica na mídia, os riscos do uso indevido do produto. Só depois, por meio de denúncias, é realizada a apreensão do produto, num trabalho em parceria com a Polícia Federal.

O distribuidor regional no Ceará da marca EFX, Ronaldo Freitas, diz que o produto chegou ao Estado em fevereiro deste ano. Atualmente, são vendidas cerca de 600 pulseiras por mês e a procura cresce a cada dia. No entanto, ele ressalta que o produto não tem função de tratamento, cura, nem pode substituir medicamentos. Diante disso, ele afirma que não há motivos para que a Anvisa proíba a comercialização.

Energia

Freitas explica que o holograma que compõe a pulseira possui uma infinidade de dados que agem sobre os pontos de energia do corpo. Porém, quando perguntado quais seriam essas informações, o distribuidor justifica que as mesmas são mantidas em sigilo pelo fabricante.

FIQUE POR DENTRO
Reflexologia


O Sistema de Reflexologia Energética da pulseira bioquântica consiste de hologramas combinados com frequências que são altamente compatíveis com a dos seres humanos e que realçam as nossas funções celulares. Essas frequências, que possuem pontos de reflexos no pé, promovem o equilíbrio, a força, o poder, a flexibilidade e o relaxamento. A Reflexologia Energética está baseada na crença de que cada parte do corpo está interligada às mãos e aos pés, que são as áreas que mais contêm pontos de reflexo. Nosso Pacote Ortopédico de pontos energéticos é indicado para: estimular pontos de reflexo específicos nos pés; promover relaxamento e aptidão energética; reduzir bloqueios energéticos; e ajudar a restaurar o equilíbrio no corpo todo. Não é um dispositivo médico

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Na hora de comprar os alimentos, o que você precisa saber?

Na hora de comprar o alimento, é fundamental prestar bastante atenção às características do produto e se certificar de que, após o preparo, você estará consumindo um alimento saudável, nutritivo e seguro. 

A aquisição ou compra dos alimentos é a primeira etapa do controle de qualidade do processamento domiciliar de alimentos. Por isso, é necessário adotar alguns cuidados no momento da compra, visando um melhor aproveitamento dos alimentos e a manutenção da saúde. Saiba quais são. 

1) Planejamento e organização  


Organize sua compra. Antes sair de casa, faça sempre uma lista dos alimentos que quer comprar. Ao listar os produtos, prefira aqueles que estão na safra e, por isso, com melhor qualidade e preço.

Divida sua lista em perecíveis (que necessitam de refrigeração) e não perecíveis (alimentos secos como sacos, latas e vidros) e organize uma rota pelo estabelecimento de tal forma que deixe a compra dos produtos perecíveis no final. Como eles precisam estar sempre gelados, isso vai garantir que o produto comprado chegue à sua casa fresco, saboroso e seguro.

Ao finalizar suas compras, volte para casa imediatamente. A manutenção de produtos perecíveis (como o iogurte, queijo, mortadela e as carnes) fora da refrigeração por muito tempo favorece o crescimento dos microrganismos.

Compre apenas a quantidade necessária, evitando excessos que não serão consumidos. Por isso o planejamento prévio é indispensável. Leve uma lista dos alimentos com as quantidades necessárias.

A organização do carrinho de compras é um item importante. Separe, no carrinho de compras, os produtos de higiene e limpeza dos gêneros alimentícios. Faça o mesmo ao ensacar os alimentos.

2) Atenção à rotulagem

Os rótulos dos alimentos devem ser lidos com atenção. No rótulo, você encontrará informações sobre o produto que está comprando, inclusive sobre as características do produto, qualidade, quantidade, data de fabricação e prazo de validade, dentre outros dados.

Comparar preços é muito importante, mas é um erro comprar somente pelo preço.  Portanto, fique atento ao prazo de validade e cuidado com as promoções. Muitos estabelecimentos comerciais vendem produtos a um preço bastante atraente, mas que estão com prazo de validade vencido ou para vencer em data próxima.

3) Atenção às características dos alimentos e à embalagem

A cor dos alimentos, a aparência e o cheiro são fatores que precisam ser observados. Evite produtos amassados, folhas murchas ou secas. Atenção! Observe as condições da embalagem.

Não compre:

- produtos com validade vencida;
- lata estufada, pois isto é sinal de deterioração do alimento;
- lata amassada, pois é possível que o verniz interno tenha sido rompido, prejudicando a qualidade do alimento;
- lata enferrujada, pois é característica de produto velho e mal armazenado;
- vidro com líquido turvo ou com espuma. Tais aspectos indicam alimento estragado;
- embalagens de vidro com tampa enferrujada ou amassada.

Ao comprar conservas e enlatados, escolha produtos que possuam algum tipo de lacre em suas tampas, verificando antes se ele não está violado. Ao comprar bebidas, verifique se o lacre não está rompido ou mesmo ausente, apresentando vazamento ou rachaduras. Se for adquirir caixas fechadas, certifique-se de que estejam secas e as latas não apresentem vazamento.

As conservas devem estar em locais ventilados e onde não incida a luz do sol, já que o calor pode provocar a deterioração do alimento. Não compre conservas e enlatados estufados ou com vidros embaçados.

Ainda sobre embalagens, não permita que alimentos como ovos, pães, doces e frutas sejam embalados inadequadamente (em jornais, por exemplo), evitando possível contaminação.

Ao comprar cereais (arroz, feijão, farinha, grãos etc.) a granel, verifique o peso bem como a aparência do produto (sujidade, umidade) e a validade do produto.

4) Atenção à temperatura

Atenção à cadeia de frios do supermercado. Verifique se há um termômetro no freezer indicando a temperatura e se a temperatura de conservação indicada no rótulo do alimento está dentro da faixa encontrada no freezer.

Se você observar camadas de gelo ao redor do produto, sem uma densa névoa por cima e com os produtos sensivelmente “suando”, pode indicar que o equipamento de refrigeração foi desligado à noite e religado durante o dia na intenção de reduzir custos.

Leite e derivados (queijos, manteigas, iogurtes) devem ser conservados sob refrigeração (de 0º a 5ºC), com exceção dos embalados tipo longa vida. Não adquira laticínios ou frios que não contenham o carimbo do SIF (Serviço de Inspeção Federal), ou dos Serviços de Inspeção Estaduais ou Municipais.

5) Atenção às condições de higiene do estabelecimento comercial

Dê preferência àqueles onde é possível verificar a higiene das instalações, banheiros, setor de armazenamento e que seja um local agradável de permanecer. Verifique ainda se há um responsável técnico que atue no contato com consumidores e na garantia de qualidade dos produtos.


Fonte: Saúde Plena
Fonte: jornalvarginhahoje

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Prejuízo é de R$ 1 bi porque Dilma ignorou falha apontada por TCU em contas de luz

A propaganda eleitoral tem apresentado a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) como uma eficiente gestora. Um erro cometido à frente do Ministério de Minas e Energia, contudo, coloca em xeque essa imagem.

A falha foi apontada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), em um processo que se arrastou por sete anos, e corroborada por uma auditoria do próprio governo.

Segundo as decisões do tribunal, Dilma tardou em reconhecer e corrigir deficiências na tarifa social, um benefício concedido a consumidores de luz de baixa renda.


O erro resultou no gasto inadequado, entre 2002 e 2007, de R$ 2 bilhões de um fundo mantido por consumidores de todo o país. Do total, R$ 989 milhões corresponderam à passagem de Dilma pelo ministério, de 2003 a 2005.
A tarifa é coberta por um encargo embutido na conta de luz, a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).

Gerido pelo governo, o fundo CDE remunera as distribuidoras de energia de acordo com o número de famílias beneficiadas pela tarifa social, além de bancar o Luz para Todos e outros programas federais.

Os R$ 2 bilhões que, segundo o TCU, foram desperdiçados, poderiam ter sido usados para investimentos federais ou mesmo na ajuda a famílias pobres.

Na época, um dos critérios para a concessão do benefício era o consumo residencial. Os técnicos do tribunal, contudo, concluíram que consumidores que gastavam pouco (até 80 kWh por mês), não eram, necessariamente, pobres -caso de donos de casas de veraneio.

Por outro lado, consumidores de fato pobres ficavam de fora do desconto, pois podiam registrar consumo acima de 80 kWh/mês, devido ao alto número de moradores sob um mesmo teto.

Ou seja, consumidores pobres subsidiaram ricos.

O tribunal propôs, então, a reformulação dos critérios do benefício, criado em abril de 2002, último ano do governo FHC. Em três comunicados, o TCU alertou a ministra Dilma sobre o problema.

Mas Minas e Energia só contratou o estudo requisitado pelo TCU em 2006, quando Dilma já tinha ido para a Casa Civil. E a lei acabou sendo alterada apenas em 2010.

A primeira advertência ocorreu em abril de 2003. O então presidente do tribunal, Valmir Campelo, informou que os ministros, em votação no plenário, haviam aprovado acórdão que apontava as inconsistências.

O texto recomendava à ministra, "com a urgência que o assunto requer", que adotasse cinco medidas, incluindo a contratação de estudo que indicasse o cálculo mais adequado para a tarifa.

Em 2004, o TCU mandou para o ministério um grupo de analistas, que por 19 dias avaliou se as recomendações haviam sido adotadas. A equipe concluiu que a ministra não tinha feito as mudanças nem contratado o estudo.
O ministério alegou dificuldades para unificar o cadastro dos programas sociais e pediu mais tempo. A explicação não convenceu. "Tal postura é preocupante", advertiram os analistas.

Em 2005, os ministros do TCU reiteraram as recomendações de 2003. Dilma foi notificada, por duas vezes, no mês de fevereiro.

Dois meses depois da saída de Dilma da pasta, o novo ministro, Silas Rondeau, criou um grupo de trabalho sobre o tema. O estudo requisitado desde 2003 foi contratado pelo governo no dia 16 de janeiro de 2006.

A partir daí, o governo trabalhou para aprovar uma lei sancionada por Lula em janeiro deste ano.
 

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Analista da Receita que violou dados em Minas também é filiado ao PT

O nome de Gilberto Souza Amarante aparece em uma lista do TSE entre os 276 petistas filiados que votam na cidade de Arcos.

O analista tributário Gilberto Souza Amarante, que é funcionário da Receita Federal no interior de Minas Gerais e acessou dez vezes os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2001. 

De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Amarante é um dos 276 filiados do PT que votam na cidade de Arcos, vizinha ao município de Formiga. Foi em Formiga que o analista acessou o CPF de Eduardo Jorge, no dia 3 de abril de 2009, por dez vezes em menos de um minuto. Os acessos foram feitos, portanto, seis meses antes da sequência de violações no ABC paulista, já divulgada, contra vários dirigentes tucanos e contra Verônica Serra, a filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. 

A identificação de Amarante foi feita pelo Estado com base no número do título de eleitor e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do analista. Seu registro de filiação é classificado como "regular" pelo sistema informatizado da Justiça eleitoral. O servidor do Fisco vota na 18ª zona eleitoral, na 35ª seção, que fica na Casa de Cultura de Arcos.

Eduardo Jorge, que tem domicílio fiscal no Rio de Janeiro, não tem negócios nem imóveis em Formiga - fato que reforça a suspeita de que a violação de seus dados teve motivos não profissionais. Os acessos aos seus dados fiscais foram identificados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

41 segundos. A pedido da Corregedoria da Receita, o Serpro fez uma "apuração especial" relacionando todas as consultas que envolvessem o CPF do vice-presidente do PSDB entre 2 de janeiro e 19 de junho de 2009. Constatou-se, então, que os dez acessos à sua vida fiscal foram feitos em 41 segundos - o primeiro deles às 16h32m18s e o último às 16h32m59s. Sabe-se que todos os acessos foram feitos pelo mesmo usuário, a partir de um único computador. A agência de Formiga está subordinada à Delegacia de Divinópolis, a 124 quilômetros de Belo Horizonte.

Amarante não atendeu a nenhuma das ligações do Estado desde sexta-feira à noite, para esclarecer as razões que levaram a entrar no arquivo com informações privadas de Eduardo Jorge. O analista também não foi encontrado nos endereços registrados em seu nome, ou nos de parentes na capital mineira.

Ao jornal Folha de S. Paulo, o analista disse que não se lembrava de ter consultado o CPF do dirigente tucano. "Não vejo motivos para isso. As pessoas chegam, apresentam o documento e é feito o acesso. Os motivos são os mais variados possíveis. Estou até surpreso, vou procurar saber", afirmou.

Filiado "burocrático". O presidente do PT de Minas Gerais, deputado federal Reginaldo Lopes, confirmou ontem que Amarante é, de fato, membro do partido. Mas trata-se de um "filiado burocrático", acrescentou Lopes, ressaltando que ele "não tem vida partidária".

O deputado - que tem base eleitoral naquela região, incluindo as cidades de Arcos e Formiga - afirma que não conhece Amarante. "De fato, ele está na lista do PT, mas o presidente do partido lá (em Arcos) não conhece o cara", disse ele. Segundo ele, o PT investigará se o analista "excedeu suas funções". Mas Lopes também avaliou a notícia como "mais um factoide da campanha presidencial de José Serra (PSDB)".

Casos em série. A invasão do sigilo de Eduardo Jorge em Formiga soma-se a outros ocorridos em sedes da Receita Federal em Mauá e Santo André, no ABC paulista.

Nesses municípios foram invadidos os sigilos fiscais de Verônica Serra, do próprio Eduardo Jorge e mais os do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, do empresário Gregório Preciado (casado com uma prima de Serra) e de Ricardo Sérgio Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil.

Fonte:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100906/not_imp605863,0.php

Foto: veja.abril.com.br - Registro de filiação ao PT do servidor que acessou dados de EJ em em MG (Reprodução)

fonte: jornal varginha hoje

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Glicemias Online - Site facilita controle e pesquisa sobre diabetes

Quem tem diabetes sabe o quanto é importante controlar diariamente a variação da glicemia (concentração de açúcar no sangue), o que nem sempre é uma tarefa simples. Para facilitar a vida do paciente nesse sentido, está disponível na internet, desde março deste ano, o site Glicemias Online (www.glicemiasonline.com.br).

DIÁRIO VIRTUAL

O sistema on line é totalmente gratuito e permite que o diabético mantenha uma espécie de diário para acompanhar a doença. Lá, ele pode anotar todas as suas medições de glicemia, administrações de insulina ou hipoglicemiante oral, exames de hemoglobina glicada, entre outros. As informações podem ser visualizadas na forma tabelas, gráficos e estatísticas.

A ideia de criar a ferramenta, única no Brasil, partiu das necessidades sentidas na pele por um de seus fundadores, diabético tipo 1 há 10 anos. "Antes, precisava anotar tudo no papel para levar às consultas médicas. Vivia esquecendo, perdendo ou sujando as anotações", relata o idealizador do site, Rafael Apocalypse.

Para tornar o processo ainda mais fácil, o programa permite que as anotações sejam feitas através do próprio sistema on line, pelo navegador web de smartphones ou ainda por SMS, no qual basta o paciente enviar uma mensagem de seu celular com o valor de sua glicemia ou com a quantidade de medicamento para um dos números do Glicemias Online, e a anotação será cadastrada automaticamente.

No início deste mês, o site ganhou sua versão final e, com ela, algumas novidades. Ele passou a contar com um novo sistema de estatísticas e gráficos melhores, além de uma nova funcionalidade. "Agora existe também a possibilidade de o paciente cadastrar o consumo de carboidrato", explica Apocalypse.

Segundo o criador da proposta, além do armazenamento de informações, o sistema é uma forma de facilitar o entendimento do paciente sobre a doença e as reações do organismo através do material gráfico elaborado. No entanto, isso não significa que a ajuda especializada deva ser descartada. "A intenção não é que o paciente tenha autonomia sobre seu tratamento, ele não deve dispensar o médico", ressalva Apocalypse. "O que acontece é que, com o site, a pessoa dispõe de mais informações para fazer questionamentos na hora da consulta."

Hoje, estima-se que cerca de 170 pessoas estejam cadastradas no serviço. Os médicos ainda não contam com um acesso exclusivo, mas podem compartilhar a senha dos pacientes ou apenas visualizar as informações, tanto impressas como em arquivos PDFs enviados por e-mail.

De acordo com Apocalypse, os profissionais da saúde têm apoiado a iniciativa. "Temos conversado com alguns médicos, e o retorno é sempre positivo. Eles gostam e passam a usar e indicar o site", assegura.
 

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domingo, 5 de setembro de 2010

A beleza dos retratos de HaoJan Chang

Em Taiwan, onde reside, o fotógrafo HaoJan Chang encontra toda a inspiração de que precisa para os seus retratos. A figura feminina no seu estado natural e espontâneo é o ponto dominante dos seus trabalhos, onde a luminosidade também reclama o seu protagonismo. Estes são retratos onde a pureza do momento e do efémero é captada no seu expoente máximo.
O fotógrafo presenteia-nos com uma série de imagens em estado de graça, quase sempre envoltas num halo de luz quase ofuscante ou entre as mais vívidas cores. Não raramente observamos os corpos deixados ao abandono, sugerindo um estado de alma leve, etéreo ou, muito simplesmente, ausente.
E se é verdade que estes são retratos particulares da beleza asiática, o fascínio que exercem é universal, já que nos preenchem, paradoxalmente, com a leveza destas figuras e destes cenários de sol, praia, luz. Será esta a verdadeira insustentável leveza do ser?
HaoJan Chang

Fonte: http://obviousmag.org/

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Estados Unidos iniciam retirada do Iraque

ANTONIO CARLOS LACERDA 
Pravda.Ru Internacional 

BAGDÁ/IRAQUE - (PRAVDA) – Os Estados Unidos encerraram uma operação de guerra no Iraque, iniciada em 20 de março de 2003, que teve um custo da ordem de US$ 748 Bilhões, arrasou todo o país, deixando um rasto de 4.300 militares mortos, além de 100 mil civis iraquianos, e sem conseguir vencer o terrorismo e o sectarismo local. 

A invasão, ocupação e guerra do Iraque foi uma irresponsável herança política deixada pelo ex-presidente americano George W. Bush, que Barack Obama prometeu reparar e acabar, quando da sua campanha presidencial.
Entretanto, como sentinelas, 49.700 militares americanos permanecerão no Iraque para o que Washington chama de missões de treinamento de militares locais, visando o combate aos ataques terroristas que continuam, devido a um governo sem definição, apesar de há cinco meses ter havido eleições.
Obama decretou o fim da Guerra do Iraque após assumir a Presidência dos Estados Unidos e estabeleceu uma agenda de retirada das tropas, além da construção dos alicerces necessários para uma democracia sustentável no país.
Obama garantiu, também, que os 49.700 militares americanos que permaneceram no Iraque serão todos retirados no final de 2011, ficando, então, o país sem sequer um militar americano em seu território.
A invasão do Iraque por tropas americanas se deu devido à suspeita do então presidente George W. Bush de que o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein tinha escondidas no seu país armas de destruição biológica e caseira em massa e mantinha ligações com grupos terroristas islâmicos.
Ao final das contas, ao longo desses sete anos de invasão, ocupação, torura e guerra, as armas de destruição nunca form encontradas e as tais ligações de Saddam Hussein com grupos terroristas islâmicos eram uma ilusão.
Por conta desses dois fatos, George W. Bush deveria ser denunciado, julgado e penalizado por uma corte de justiça penal internacional pela prática de dois dos mais hediondos crimes que a mente humana pode conceber em todo o planeta: um, contra a humanidade, pela morte de milhares de pessoas na guerra do Iraque e, outro, de lesa a sua própria pátria, por te-la atirado em uma guerra sem os requesitos básicos e mínimos necessários para fazê-la.
A partir de agora, as atenções do mundo estarão voltadas para a situação no Afeganistão, que será a "Guerra de Obama", e que terá uma forte presença de tropas americanas em 2012.
Analistas de política internacional dizem que os Estados Unidos estão longe de poder ‘cantar vitória’ e enfrentam a incerteza de qual será o legado dos mais de sete anos de guerra. 
"É cedo para dizer que as tropas americanas deixam o país num claro caminho para maior segurança e paz e reconciliação, e que o Iraque vai estar mais seguro em cinco ou dez anos", disse um professor de história e analista de Washington. 
As tropas americanas no Iraque oscilaram ao longo dos anos, alcançando seu maior volume em 2007, quando tinham 170 mil homens.
Na verdade, a retirada começou no fim de 2008 e passou pela saída das tropas das cidades iraquianas em junho de 2009. Com a retirada, os Estados Unidos dizem iniciar a Operação Novo Amanhecer, com a permanência no território iraquiano de 49.700 militares, para a chamada missão de treinamento, combate à contra-insurgência e proteção dos americanos no Iraque.
Apesar da violência não ter retornado aos extremos da guerra sectária de 2007, as tropas iraquianas ainda enfrentam números que assustam e preocupam. Nos dez últimos dias, vários ataques disparados contra a polícia mataram cerca de 60 pessoas e dez milicianos sunitas foram mortos em emboscadas.
Embora os Estados Unidos tenham despejados cerca de US$ 23 Bilhões nas forças militares iraquianas, elas não atingiram ainda as qualificações e capacitações necessárias para a sua auto-suficiência.
O próprio comandante das Forças Armadas do Iraque, general Babaker Zebari, disse que tropas militares americanas deveriam permanecer no país, pelo menos até 2020.
O Exército é a força iraquiana que está em melhor estado operacional, fato que o leva a assumir tarefas que cabem à polícia, como comandar os postos de checagem que se espalham por Bagdá.
Nos últimos meses, todas as operações militares americanas foram aprovadas e co-executadas pelos iraquianos, entretanto, o serviço de inteligência iraquiano é muito dependente de informações fornecidas pelos americanos para executar suas tarefas. Essa dependência deixa as forças militares iraquianas altamente vulneráveis.
Analistas dizem, contudo, que ainda mais preocupantes são as divisões sectárias e étnicas que transformaram as forças de segurança iraquianas em um batalhão xiita, excluindo sunitas e curdos.
"A filiação a facções é mais forte do que a lealdade ao governo federal. Ainda há dúvidas se eles realmente estão dispostos a se tornar uma força nacional e apolítica", enfatizou o professor de história e analista de Washington.
O ponto mais crítico é o papel dos cerca de 100 mil membros da milícia sunita Sahwa que mudaram de lado ao se aliar aos EUA durante o reforço de 2007 para combater os terroristas da Al Qaeda. Crucial para a virada na guerra, ela ainda é vista com maus olhos pelo governo xiita, que reluta em escalar ex-insurgentes. 
Mathew Mingus, da Universidade de Michigan, disse ter ouvido inúmeras reclamações de membros da Sahwa no ano em que passou no Iraque. Segundo ele, "As pessoas destes conselhos recebiam ofertas para postos no governo, mas poucos eram convertidos em forças de segurança. Apesar de ser um desafio, o Iraque seria um local mais seguro se a integração acontecesse." 
Apesar de existir risco real de crescimento da violência e desestabilização, para analistas internacionais a retirada das tropas americanas do Iraque era fato inadiável.
O tamanho expressivo da presença militar americana no Iraque não iria causar nenhum impacto real e visível nas causas da violência, e, além disso, poderia impedir os iraquianos de assumir a plena e total responsabilidade por sua segurança, uma questão eminentemente de ordem doméstica do país, jamais um tema internacional.
Para Rachel Schneller, do Instituto Catham House, responsável por pesquisas sobre temas internacionais, os americanos não podem simplesmente ignorar as suas responsabilidades para com os iraquianos e, além disso, acha que os iraquianos devem ser incluídos no programa americano de assistência aos refugiados o mais rápido possível.
Para Mathew Mingus, os Estados Unidos vão ter uma enorme dívida de segurança com o Iraque. "Em algum ponto, os iraquianos vão nos querer lá para fazer missões específicas, e eles têm o direito de pedir isso". 

Sobre o Iraque
O Iraque de hoje, que fica na região da antiga Mesopotâmia, fez parte do Império Otomano e foi ocupado pelo Reino Unido durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e sua independência foi conquistada em 1932, quando se estabeleceu uma monarquia.
Em 1958, através de um golpe militar, a monarquia foi derrubada, estabelecendo-se a república, seguida de um período de instabilidade que presenciou golpes e contragolpes até 2003.
Em 1968, um golpe de Estado levou o partido socialista secular Baath ao poder, e, em 1979, Saddam Hussein tornou-se presidente de um Iraque rico em petróleo, o ‘Ouro Negro’.
Todavia, as disputas de território com o Irã, de 1980 a 1988, e a Guerra do Golfo, de 1990 a 1991, seguidas de sanções internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), devastaram a economia iraquiana, e a população empobreceu.
Em 20 março de 2003, sob a justificativa da existência de um arsenal de armas de destruição em massa, uma força de coalizão liderada pelos Estados Unidos invadiu e ocupou o Iraque por sete anos de guerra e denúncias de torturas de iraquianos por parte de militares americanos.
Saddam Hussein foi deposto, julgado, condenado pelo assassinato de 148 muçulmanos xiitas em na vila de Dujail em 1982 e executado em dezembro de 2006. 
Em outubro de 2005, os iraquianos aprovaram uma Constituição em referendo nacional e, em dezembro, elegeram o governo e Parlamento, no primeiro governo constitucional em quase meio século. 
A insatisfação sunita com a dominação xiita em governos sucessivos foi um motivo-chave por trás da insurgência que espalhou violência sectária no Iraque em 2006 e 2007.
A violência diária no Iraque diminui nos últimos anos, mas ataques nos últimos meses geram temores de que as tensões sectárias possam explodir novamente, especialmente em um momento de vácuo político.
Após as eleições de 7 de março deste ano, a coalizão predominantemente xiita do primeiro-ministro Nouri al Maliki terminou em segundo lugar, atrás do ex-premiê Iyad Allawi, um xiita secular que foi fortemente apoiado pelos sunitas. O bloco governista pediu, então, a recontagem das cédulas de Bagdá alegando fraude, mas a recontagem terminou sem alterar o resultado das urnas eleitorais.
O resultado duvidoso das eleições aumentou os temores de uma escalada da violência durante o vácuo no poder, enquanto políticos disputam posições nos assentos para formar maioria parlamentar. 

Perfil do Iraque
O nome oficial do país é República do Iraque, sua capital é Bagdá, a forma de governo é a democracia parlamentarista, tem 18 governadorias, uma população de 29.682.000 habitantes (49,7% mulheres e 50,3% homens; 66,5% urbanos e 33,5% rurais), sua área territorial é de 438.317 quilômetros quadrados, o Idioma é o árabe (oficial), além do curdo, turcomano, assírio e armênio, a moeda é o novo dinar iraquiano, seus grupos étnicos são árabes (75 a 80%), curdos (15 a 20%), turcomanos, assírios e outros (5%), a religião é praticada por muçulmanos xiitas (60 a 65%), sunitas (32 a 37%), cristãos e outros (3%), o PIB (total de riquezas produzidas) é US$ 97,2 bilhões, a agricultura tem como base o trigo, cevada, arroz, vegetais, frutas secas, algodão, gado, carneiro e frango, a indústria se sustenta, principalmente, no petróleo, químicos, têxteis, couro, materiais de construção, processamento de alimentos, fertilizantes, fabricação e processamento de metais, a renda "per capita" anual é de US$ 3.198, a taxa de desemprego é de 15,3%, a população abaixo da linha da pobreza é de 22,9%, a expectativa de vida ao nascer é de 59 anos, o número de pessoas que acessam a Internet é de 2,7% da população, e o número de refugiados fora do país é de 294.148 iraquianos.
Com relação ao número de mortos que a Guerra do Iraque deixou de saldo, ele foi de 4.419 militares americanos (sem contar 31.897 que foram feridos e sobreviveram), 1.487 funcionários civis contratados pelo governo americano, 443 acadêmicos iraquianos e 142 jornalistas nacionais e internacionais. 

Quantos aos custos com a guerra, os valores apontam um volume de US$ 744 bilhões. A produção de petróleo no Iraque antes da guerra era de 2,58 milhões de barris por dia e hoje de 2,30 milhões. A eletricidade antes da guerra em todo o país era de 3.958 megawatts e hoje é de 6.205 megawatts. 
Antes da guerra o Iraque tinha 833 mil linhas telefônicas e hoje tem 1,3 milhão. Com relação ao telefones celulares, antes da guerra o Iraque tinha 80 mil e hoje tem 19,5 milhões. No que se refere ao sistema de abastecimento de água, antes da guerra 12,9 milhões de iraquianos tinham acesso a água potável e hoje esse número é de 22 milhões de pessoas.
Quanto à rede de esgoto sanitário, antes da guerra 6,2 milhões de pessoas no Iraque tinham acesso a esgoto e hoje esse número é de 12 milhões de pessoas.
Antes da guerra, o número de iraquianos refugiados em outros países era de 1.021.962 e hoje é de 1,55 milhão. Com relação à imigração, antes da guerra havia 500 mil iraquianos vivendo no exterior e hoje esse número é de 1,7 milhão. 

As saídas para o impasse
Passados cinco meses de uma eleição para determinar o caminho rumo à democracia, a população iraquiana ainda não sabe quem será seu primeiro-ministro. Após reiteradas promessas de apoio e rompimentos, as alianças políticas do Iraque não conseguiram superar as diferenças étnicas para formar um governo de coalizão.
Os legisladores já cancelaram duas sessões previstas no Parlamento devido a falta de um acordo sobre os principais postos do gabinete e continuam sem aprovar nenhuma medida até que seja definido o cenário político iraquiano.
Nouri al Maliki, primeiro ministro de plantão, já disse que quer continuar no poder e chegou até a desafiar outras alianças a encontrar um candidato melhor que ele.
Apesar das suspeitas mútuas entre os blocos políticos iraquianos, as previsões e o quadro real do país dizem que não haverá outro nome, e Maliki deve se manter no cargo de primeiro-ministro.
A coalizão de Maliki, o Estado de Direito, ficou em segundo lugar nas eleições, com 89 cadeiras contra 91 da aliança Iraqiya, do ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, e a xiita Aliança Nacional Iraquiana conquistou 70 cadeiras do Parlamento.
Sobre o caminho para resolver o impasse político no Iraque tem por base incluir todos os grupos políticos para que todas as comunidades se sintam parte do futuro iraquiano pós retirada das tropas americanas.
Entretanto, de forma velada, os Estados Unidos gostariam de ver uma solução que exclua os sadristas, que são grandes opositores da presença americana no Iraque, além de serem vistos como legisladores e administradores imprevisíveis. 

Guerra impopular 
Os Estados Unidos conseguiram cumprir parte de uma promessa de campanha do presidente Barack Obama, retirando grande parte de suas tropas do território iraquiano. Entretanto, analistas internacionais não acreditam que a segunda parte da promessa, a retirada dos 49.700 militares americanos que permanecerão para missões de treinamento de militares locais até o final de 2011, não será cumprida. 

Diretos humanos
A Guerra do Iraque foi marcada por graves violações de direitos humanos, cujos responsáveis em grande parte permanecem protegidos pelo governo dos Estados Unidos.
Embora alguns casos tenham recebido maior destaque na mídia, como o escândalo na prisão de Abu Ghraib e o uso de tortura e detenções de inocentes em Guantánamo, os mais de sete anos de combate registraram um número recorde de sistemáticos abusos, indicam instituições que monitoram o conflito.
Pesquisadores das duas maiores organizações mundiais de direitos humanos, a Human Rights Watch (HRW) e Anistia Internacional (AI), disseram que o uso de tortura, confissões sob coerção, execuções sem julgamento, mortes de civis, detenções sem acusação formal e estupros foram práticas diárias das tropas americanas e iraquianas.
As duas entidades internacionais de direitos humanos concordam que o governo de Barack Obama manteve as mesmas regras do governo de George W. Bush, recusando investigar as denúncias, além de não permitir que as vítimas processem os militares acusados, alegando riscos à segurança nacional.
De acordo com a Anistia Internacional, os raros julgamentos de oficiais americanos foram em grande parte conduzidos por tribunais militares, fato que não dá credibilidade aos vereditos.
Isso, certamente se deve ao fato de não existir mecanismo ou órgão jurídico penal internacional que tenha realmente pressionado os Estados Unidos para julgar os responsáveis pelos abusos cometidos no Iraque.
Em 2004, a revista americana "The New Yorker" e o programa de TV 60 Minutes noticiaram o vazamento de um relatório militar sobre práticas de tortura cometidas na prisão de Abu Ghraib, que abrigava detidos de guerra no Iraque.
Assinado pelo major-general Antonio M. Taguba, o relatório informava que os detidos eram submetidos a sessões de eletrochoques, abusos sexuais e ferimentos por substâncias químicas, além de serem forçados a práticas de masturbação e sodomia com lanternas e vassouras.
A Convenção de Genebra estipula as bases das leis internacionais sobre direitos humanos e determina que civis só podem ser mantidos prisioneiros de guerra enquanto representarem uma potencial ameaça. 
Criado para proteger pessoas que, por motivos de ocupação ou conflito se vêem nas mãos de um país terceiro, a Convenção de Genebra foi sistematicamente violada em muitos de seus artigos pelos Estados Unidos durante os sete anos da Guerra do Iraque. 
Há informações de que no Iraque existem 1.269 pessoas no corredor da morte, e que 250 já foram executadas. Entretanto, as entidades de direitos humanos afirmam que esses números são bem maiores e que não se sabe certamente quantos já foram executadas e quantas ainda serão. 

Soberania do Iraque
No mesmo dia em que os Estados Unidos retiram todas as tropas de combate do Iraque, encerrando mais de sete anos de guerra, o premiê iraquiano Nouri al Maliki afirmou que o país torna-se independente e soberano, e tem condições de garantir sua própria segurança.
Em discurso dirigido à população iraquiana, al Maliki decretou um novo feriado nacional para o dia 31 de agosto, marcando a data em que o país voltou a ser "independente".
"Iraquianos, temos uma nova data de feriado nacional, o dia em que recuperamos a soberania de nosso país e desenhamos o futuro com nossas próprias mãos. O Iraque hoje é soberano e independente", disse em seu pronunciamento.
Além disso, o líder ressaltou a capacidade das forças iraquianas para manter a segurança no país na nova etapa que começa. "Os tranquilizo sobre a capacidade de nossas forças para assumir a responsabilidade", disse o premiê em fim de mandato, que insistiu no "papel de liderança que terão a partir de hoje os agentes de segurança iraquianos".
O líder iraquiano ressaltou ainda a suposta rapidez das tropas locais para lutar contra uma série de problemas internos, rejeitando as críticas dos que temem que a polícia e o Exército iraquianos não estejam preparados para assumir esta responsabilidade.
"Nossas forças de segurança conseguiram em um tempo recorde, em comparação com a crueldade dos ataques terroristas, grandes vitórias, assim como recuperar a soberania do país, impor sua autoridade e conquistar a estabilidade".
"Se não tivesse sido pelas conquistas reais da segurança o país não teria conseguido chegar até esta etapa, que é a mais importante, a retirada das forças dos EUA", disse.


ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do Pravda.ru no Brasil. 


Fonte: Pravda.ru

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Ar seco aumenta doenças oculares

Maior ressecamento da lágrima predispõe à alergia, conjuntivite e pode causar cicatrizes na córnea. Usar soro fisiológico agrava o problema. 

A baixa umidade do ar está lotando os consultórios de pacientes com olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia e visão borrada. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, 2 em cada 10 pacientes atendidos nas últimas semanas apresentam estes sintomas. É a síndrome do olho seco decorrente da maior evaporação da camada aquosa do filme lacrimal, explica.
Mulheres na menopausa, idosos, quem trabalha muitas horas no computador, portadores de doenças auto-imunes, usuários de lente de contato ou alguns medicamentos (antialérgico, antidepressivo, diurético, entre outros) são mais propensos à síndrome.
O especialista diz que sem tratamento logo no início do desconforto, a disfunção predispõe à alergia e conjuntivite. Isso porque, a lágrima tem a função de proteger os olhos das agressões ambientais. Um erro comum cometido pela população é pingar soro fisiológico nos olhos para diminuir o ressecamento. “O sal do soro aumenta a irritação. Além disso, a solução não contém conservante e depois de aberta se transforma em campo fértil para o crescimento de bactérias e fungos que contaminam a córnea e conjuntiva”, afirma.
Dicas de prevenção
As dicas do médico para prevenir o ressecamento da lágrima são:
· Beber água com frequência.
· Incluir na alimentação frutas verduras e legumes ricos em vitamina A e E.
· Colocar vasilhas com água nos ambientes.
· Suplementação de ômega 3 encontrado em nozes, semente de linhaça, salmão e sardinha.
· Evitar ambientes com ar condicionado.
· Manter os ambientes livres de poeira.
· Desviar os olhos da tela do monitor por 5 a 10 minutos a cada hora.
· Piscar voluntariamente quando usar o computador.
· Proteger os olhos com óculos apropriados nas atividades externas.
Automedicação é perigosa
Queiroz Neto alerta que nenhum colírio deve ser usado sem acompanhamento médico para evitar complicações. Os sintomas do olho seco são muito parecidos com os da alergia ocular e conjuntivite, comenta. Já os tratamentos, são bastante diferentes e em alguns casos as doenças ocorrem simultaneamente. “Usar colírio antibiótico indicado para conjuntivite bacteriana em olhos com alergia piora o processo alérgico que está relacionado à queda da imunidade”, exemplifica. O especialista diz que o melhor tratamento para olho seco é a lágrima artificial associada à suplementação de Ômega 3. Em estágio intermediário, explica, pode ocorre a inflamação da glândula lacrimal e o tratamento é feito com colírio à base de ciclosporina por um período de seis meses. Nos mais avançados o ponto lacrimal é cauterizado para manter a lágrima nos olhos.
A doença só não é grave em estágio inicial. Por isso, a recomendação do médico é procurar um oftalmologista nos primeiros sintomas de desconforto. Isso porque a falta de tratamento adequado pode causar cicatrizes na córnea e comprometer severamente a visão.
Eutrópia Turazzi – LDC Comunicação
eutropia@uol.com.br 

Fonte: Pravda.ru

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Valorize Seu Voto

   - CIDADANIA -    

A palavra cidadania possui vários significados, mas, de uma forma genérica, ela pode ser entendida como o exercício de direitos, não só pensando em beneficio próprio, mas sim no beneficio da coletividade.  

Ser cidadão é participar da vida da cidade, cobrar das autoridades, denunciar, saber o que está sendo feito com o dinheiro público, votar com consciência, mostrando caminhos que os munícipes podem seguir para “participar” ativamente da vida da cidade.  

Procurar saber o que é feito com o dinheiro dos impostos.  

É muito comum à frase “Comem e vira o cocho”, principalmente no meio político.  

Muitos políticos prometem mundos e fundos na hora em que precisam se eleger, se dizendo até amigos das pessoas das quais necessitam para obter êxito nos seus pleitos.  

Após a vitória, as promessas não são cumpridas e os tais amigos das horas difíceis são esquecidos. Os políticos “comem e depois que estão no poder vira o cocho”, ignorando as pessoas que os ajudaram.  

Cabos eleitorais devem tomar muito cuidado ao ser contratado para trabalhar em prol de candidatos.  

Quem vende seu voto, além de ajudar um mau político a se eleger está a cometer um crime, por isso, nunca venda seu voto e se alguém tentar comprá-lo exerça a sua cidadania, denuncie ao Juiz Eleitoral, ao Promotor de Justiça, pois só assim teremos representantes no Senado Câmara Municipal ,Estadual e Federal que estarão à altura dos anseios do povo.  

Tantos os eleitores e cabos eleitorais como os políticos devem tomar o Maximo de cuidado no pleito eleitoral, visto que a Justiça Eleitoral ao ser questionado em relação a abusos eleitorais tem agido com rigor, basta verificar os números de Prefeitos cassados no pleito de 2004- 2008 , a Justiça eleitoral tem avançado muito no que se diz respeito a abuso eleitoral por parte dos políticos.  

A intenção é mostrar que a responsabilidade do eleitor vai além do voto, fiscalizar o trabalho dos políticos que ele ajudou a eleger é fundamental.  

Todavia, a representação política não deve ser meramente teórica, pois uma democracia autêntica e real exige efetiva participação popular nas decisões governamentais e, em especial, na escolha de seus representantes. Mister se faz à adequação de mecanismos que ampliem a eficácia de representatividade, sejam preventivos, por meio de um maior interesse do cidadão nas eleições, sejam repressivos, por meio de práticas de Democracia semidireta, pois como adverte Dalmo Dallari, a crise de Democracia representativa pode gerar regimes autoritários.  

“Se o povo não tem participação direta nas decisões políticas e se, além disso, não se interessa pela escolha dos que irão decidir em seu nome, isso parece significar que o povo não deseja viver em regime democrático, preferindo submeter-se ao governo de grupo que atinja os postos políticos por outros meios que não as eleições”.

Boa parte dos políticos se elege com proposta de apresentar projetos em benefícios da população, ao eleger constata que os eleitores foram enganados, visto que estes políticos que apresentaram uma proposta de trabalho em beneficiar a população carente, sequer chegam assumir os cargos, são convocados para assumir secretaria junto ao Executivo, estes ficam por volta de 03 anos e meio exercendo cargo de confiança, em véspera das eleições estes políticos assumem o cargo na câmara, senado e na câmara de vereadores e passa a visitar suas bases para se reeleger sem ter colaborado em suas bases, ou seja, volta novamente prometendo novos benefícios para a população carente.  

Os eleitores devem ficar atentos aos políticos que se elegeram e logo em seguida assumiram alguma pasta junto ao Executivo estes não merecem ser novamente eleitos, também ficar atentos aos que se elegeu e não corresponderam com os anseios da comunidade este também não merece ser reeleito. 


OLHO NELES.

Sérgio Francisco Furquim
Advogado 
 

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Descoberto em Minas Gerais cemitério indígena de milhares de anos


Local encontrado fica em um sítio arqueológico protegido por abrigo natural.
Formações rochosas de calcário conservaram os esqueletos.  
 
 


Um cemitério indígena de milhares de anos foi encontrado no sábado (4), em Pains, região Centro-Oeste de Minas Gerais, por pesquisadores do museu arqueológico da cidade.  

A descoberta foi em um sítio arqueológico que fica protegido por um abrigo natural. Os estudiosos encontraram três sepultamentos que podem datar de 3 mil a 8 mil anos.  
As formações rochosas de calcário, comuns na região de Pains, deixaram os esqueletos em ótimas condições de conservação, o que vai facilitar a reconstituição, com detalhes, da fisionomia das pessoas.
Fonte: G1

Jornalvarginhahoje

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