segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Função
Minotauro é um sistema de distribuição de água que proporciona maior controle, funcionalidade e conforto para o usuário quando extinção de incêndios, independentemente da duração da operação. O projeto funciona com o usuário não contra eles. Para utilizar a massa de corpo inteiro para neutralizar a pressão da água do bocal de oposição está ligado ao arreio no centro de gravidade. Liberdade de movimento e conforto ao mesmo tempo usando o cinto é conseguido através de preenchimento de contorno do corpo que se move com o usuário. Avanços no controle do bico são obtidos com o fluxo livre alça oferecendo posições manuseio dinâmico. Manipular ângulos foram calculados de forma que o usuário está por cima do bico com o punho situado em uma posição neutra. O Minotauro bico da mangueira de fogo atingiu os objetivos que estabeleceu a partir de minha pesquisa. É um desenho mais ergonômico, que proporciona ao usuário maior conforto e controle durante a sua utilização quando comparado com orifícios existentes.
Inspiración
O interesse inicial para o sistema de bico Minotaur quando eu tive a sorte de participar de um workshop Disaster Relief que incidiu sobre como o design pode atenuar os efeitos de uma situação de desastre. Eu fui inspirado pela oportunidade apresentada para o projeto de fazer uma diferença significativa na área de Catástrofes. Tendo mais tarde que escrever um ensaio sobre os efeitos que um desastre tem nas pessoas eu percebi que teria de dirigir meu foco para um cenário específico ou serviço ajuda de emergência. Após o levantamento de todos os serviços que auxiliam na redução de desastres, o serviço de bombeiros foi escolhido como o foco da investigação e do processo de design, pois a sua participação envolve não apenas ajuda humanitária, mas também cenários de emergência todos os dias.
Desenvolvimento
A investigação sobre os equipamentos utilizados pelos bombeiros rapidamente apresentou uma oportunidade para projetar um novo e inovador bico da mangueira de incêndio. A pesquisa foi realizada sobre o bico da mangueira atual a partir do qual descobri muitas falhas no design em termos de princípios fundamentais da ergonomia. Eu examinei a experiência do usuário, que apoiei com a minha própria experiência de funcionamento do bico da mangueira. Durante o processo de pesquisa que eu estava desenvolvendo minhas idéias e hipóteses que viria a materializar-se como um modelo para avaliar a minha concepção de soluções propostas. Meu projeto inicial faltou inovação, me propus a desenvolver um produto que seria um desafio e dar início a uma nova direção no combate a incêndios, design de equipamento. O princípio chave do meu projeto era para aliviar a força da pressão da água da mão do usuário e no braço. Mais pesquisas produzidas novas ideias e esboços que foram exploradas usando isopor e tecido de chita. Meu projeto foi então finalizado com CAD e protótipos físicos, a ponto de ser manufaturado.
ASSISTA AO VÍDEO
Fonte: jamesdysonaward.org
Vodka no olho pode cegar
Para embriagar mais rápido jovens brasileiros estão derramando vodka nos olhos. Especialista alerta para o risco de queimar a córnea e até cegar.
Nem colírio, nem óculos escuros. A nova ‘onda’ entre jovens é derramar uma dose de vodka nos olhos para embriagar mais rápido. Batizada de “vodka eyeballing” a experiência que começou nos Estados Unidos e se alastrou pela Europa, está chegando ao Brasil. Dois universitários que colocaram vodka no olho, recentemente foram atendidos pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. Os pacientes apresentavam ulcerações na córnea, membrana transparente semelhante ao vidro do relógio que fica em frente à íris, parte colorida do olho. Os sintomas são: dor, olhos vermelhos, sensibilidade à luz, lacrimejamento e visão borrada. O médico diz que a prática provoca queimadura na córnea e pode cegar, dependendo de quanto de tecido for lesado.
Só para se ter uma idéia, para dilacerar a cabeça de um pterígio, tecido fibroso que cresce na conjuntiva, é utilizado álcool diluído em 50% de água destilada. O tempo de exposição é cronometrado pelos médicos em apenas 40 segundos. O teor alcoólico da vodka é de 40%. “Mais que suficiente para remover células do epitélio, camada externa da córnea”, afirma. Sem estas células, comenta, ocorre a síndrome do olho seco e o sistema ocular se torna mais vulnerável a infecções. O problema não pode ser resolvido com receitas de amigos. Os procedimentos variam de acordo com a gravidade das lesões oculares.
A aparência engana
Queiroz Neto conta que os dois pacientes atendidos esconderam das famílias o real motivo dos olhos congestos e chagaram ao consultório usando colírio vasoconstritor para deixar os olhos branquinhos. É claro que não resolveu. Só melhorou a lubrificação da superfície ocular e mascarou o problema. Usar este tipo de colírio indiscriminadamente predispõe à catarata precoce, adverte o médico. “Os dois pacientes me pediram para guardar sigilo, mas eu não poderia deixar de alertar outros jovens sobre os riscos dessa nova mania” afirma. A aparência é de conjuntivite, mas a lesão é muito mais grave. O trauma provoca cicatrizes que embaçam a visão. A conjuntiva ganha neovasos e o resultado é o olho vermelho crônico. Pode ainda predispor ao glaucoma de pressão normal por conta da menor resistência mecânica da córnea. Nas mulheres que têm a câmara anterior dos olhos mais rasa, este risco é ainda maior, destaca. Em longo prazo pode ocorrer a perfuração da córnea e o extravasamento do humor aquoso que leva à perda irreversível da visão se o atendimento médico não for imediato.
Na opinião do especialista é muito risco para pouco efeito. “No olho só cabe uma gota de colírio e, portanto, só uma gota de vodka. Nem uma criança ficaria embriagada com uma dose tão pequena” afirma.
As dicas para diminuir o estrago são:
| · Lavar abundantemente os olhos com água filtrada. |
| · Não esfregar os olhos para evitar ferimentos mais profundos na córnea. |
| · Consultar um oftalmologista sem perda de tempo. |
Eutrópia Turazzi – LDC Comunicação
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Marcadores: Saúde
Império russo - fotografias de um passado distante
Girl with strawberries. Russian Empire
Quando penso no passado, penso em cinza. Talvez o faça parecer mais genuíno, partindo do pressuposto de que o passado é retratado sempre em preto e branco, seja nos livros de história, em nossa memória ou em fotos dos velhos álbuns empoeirados dos nossos avôs.
Porém, um homem – extremamente artístico – obteve sucesso ao retratar o antigo Império Russo, há 100 anos, em fotografias coloridas. As fotos foram feitas antes da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa, ou seja, uma época em que os estudos para a fotografia colorida ainda estavam em andamento, com algumas tentativas não muito bem sucedidas. Esse homem foi o russo Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii.
Sua técnica não era tão complexa quanto seu nome, porém inovadora para a época. Ele tirava três fotos – preto e branco – da mesma cena e em seqüência, mas com um filtro vermelho, outro azul e outro verde na frente da lente. Por meio de lâminas com três lâmpadas com cores idênticas às dos filtros, conseguia o efeito de uma composição colorida.
Apesar de cumprir seu objetivo, a técnica não era tão eficaz. Um dos problemas encontrados pelo fotógrafo era a necessidade de que toda a cena fosse completamente estática, ou a foto passaria a ter borrões, como podemos verificar em alguns resultados.
Suas fotografias foram tiradas entre os anos de 1907 e 1915 quando Sergei viajou sua terra natal para realizar um documentário fotográfico, aproveitando-se dos avanços tecnológicos na área. Seu projeto era retratar o antigo Império Russo – seus lugares e personagens. Ele não somente foi autorizado pelo Tsar Nicholas II, como recebeu todo o apoio necessário para a realização de seu trabalho. Sergei ganhou um carro devidamente equipado com o qual percorreria o país em suas viagens históricas.
Sixty-six years of service. Supervisor of Chernigov floodgate. Russian Empire
Nascido em 1863, em Muron, território hoje conhecido como Vladimir Oblast, o fotógrafo veio de uma família nobre, com um extenso histórico militar. Mais tarde foi para São Petersburgo e matriculou-se no Instituto de Tecnologia para estudar química.
Dedicou toda a sua vida em prol dos avanços da fotografia. Além de seu trabalho como fotógrafo e pesquisador, também deu aulas sobre sua “projeção óptica colorida”, dando vazão ao seu conhecimento para educar crianças acerca do grande Império Russo.
Mas Sergei consegue mais do que um projeto fotográfico, com uma interessante técnica a favor da fotografia colorida – a qual vingaria somente na década de 30. Ele consegue carregar nos ombros o privilégio de ter sido o único a retratar igrejas e mosteiros que foram destruídos na Revolução Russa, além de fotografar a vida dos trabalhadores das fábricas e do campo. Suas imagens exclusivas, de uma Rússia pré-Revolução, foram compradas pela Biblioteca do Congresso em 1948, a partir dos seus herdeiros.
Seu acervo conserva um passado diferente daqueles que estamos habituados a ver. O passado de Sergei tem mais vida. Ele deu cores a momentos, pessoas e lugares que veríamos somente em cinza.
O que há de mais belo em seu trabalho é a imperfeição. Algumas fotografias chamam a atenção por serem “sejas”, dando um certo desconforto visual. É a técnica em seu momento mais cru. Uma fotografia que conserva suas cores com uma visível luta.
Ao contemplarmos um trabalho de tamanha competência, mesmo com tantas dificuldades para ser executado, é possível sentir gratidão pela inusitada e interessantíssima experiência visual. Pelo impacto de poder observar um passado tão distante em cores.
A impressão que tenho sobre Sergei não é de um homem que fez tudo o que fez pura e simplesmente por amor à arte de fotografar. Tenho comigo que Sergei fez tudo o que fez por amor à história de uma terra que ele amava. E, ansiosamente, queria retratá-la da maneira mais fiel que conseguisse. E conseguiu. Deu à história outros olhares. Deu ao seu país uma outra visão de uma época perdida. Deu ao futuro um passado, colorido.
Todas as imagens publicadas com autorização da biblioteca do congresso
clique para ampliar
Fonte: http://obviousmag.org/
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Marcadores: Sociedade
Software do Dia: Completo e Grátis - Clip Extractor Pro
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Marcadores: Software / free
A Bíblia e o carro elétrico
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| imagem arquivo virtual |
Por PEDRO VALLS FEU ROSA
Nos últimos anos temos visto o entusiasmo da raça humana com os veículos elétricos, que são silenciosos e não poluem. A alegria é justificável: a poluição do ar mata quase 3,5 milhões de pessoas a cada ano. Podemos dizer, com absoluta certeza, que o carro elétrico é uma das novidades mais cobiçadas dos últimos tempos por todos que desejam uma melhor qualidade de vida.
Porém, segundo a Bíblia, não há novidade alguma! Confira-se: “aquilo que foi voltará a ser, o que está feito voltará a fazer-se, não há nada de novo debaixo do sol”. Pois é. E não é que este texto bíblico está certo? Por incrível que pareça, os carros elétricos foram como os dinossauros: habitaram este planeta durante muito tempo até que desapareceram misteriosamente.
É esta incrível história que o jornalista norte-americano Edwin Black relata em seu livro Combustão Interna, lançado já há algum tempo. Esta obra demonstra como poderosas empresas do ramo de transportes e petróleo se uniram para varrer do planeta o uso do carro elétrico, abrindo caminho para os poluentes motores a gasolina e óleo diesel.
Segundo consta, o carro elétrico foi inventado no já distante ano de 1830. Por volta do ano 1900, inacreditáveis 90% dos táxis que rodavam na cidade de Nova York eram elétricos, como também eram elétricos os bondes utilizados no transporte público. Naquela época proliferavam não os postos de gasolina, mas futuristas estações de recarga.
Eis que algumas grandes empresas perceberam que veículos a gasolina poderiam ser vendidos por preços mais elevados. Segundo o autor declarou, em entrevista à revista Superinteressante, “o plano era vender os carros a combustão a um valor alto, só para os ricos. Até que um fabricante de Detroit resolveu seguir seu próprio caminho. Era Henry Ford, que planejava produzir carros a combustão baratos. Ford teve de enfrentar anos de batalhas judiciais contra os cartéis para conquistar o direito de produzir seus automóveis. Mas, quando finalmente ganhou a guerra nos tribunais, percebeu que os EUA estavam se tornando um lugar sujo com a fuligem gerada pelos motores a gasolina”.
O autor, destacando que nos EUA, já em 1912, algumas revistas e jornais advertiam para os problemas ambientais dos carros a gasolina, registra que houve então nova reviravolta: Ford se uniu ao cientista Thomas Edison em um projeto para produção de um carro elétrico barato e acessível a todos.
Perguntado sobre o que causou o fracasso deste projeto, o autor deu uma chocante resposta: “Uma aparente sabotagem nas baterias. Elas saíam em boa condição da fábrica de Edison, em Nova Jersey, mas não funcionavam quando chegavam à Ford, em Detroit. Em 1914, quando tentava fazer uma bateria à prova de manipulações, seus laboratórios foram destruídos por um misterioso incêndio”.
Sobre o transporte público o autor revela que, em 1925, as vias elétricas transportavam 15 milhões de passageiros por ano nos EUA. Até que, em 1935, um conglomerado de poderosas empresas criou uma tal NCL, ou National City Lines. E eis que esta NCL começou imediatamente a comprar as empresas de transporte que utilizavam veículos elétricos. Após comprá-las, os ônibus elétricos eram queimados, a fim de que não pudessem mais ser utilizados, e substituídos por modelos a gasolina. Segundo denuncia o autor, isto aconteceu em 40 cidades norte-americanas, até que houve uma acusação de conspiração, reconhecida pelo Poder Judiciário daquele país – mas aí já era tarde demais!
O resto da história nós conhecemos: milhões de seres humanos mortos pela poluição do ar e guerras intermináveis pelo petróleo, que ainda semeiam tanta dor e sofrimento pelo mundo afora. Em verdade, a série de desgraças tem sido tão grande que a humanidade já começa a ensaiar um retorno de mais de cem anos no tempo, rumo ao carro elétrico.
Diante do que estes empresários fizeram à raça humana, fico a pensar na acusação de Maquiavel: “a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer a uma vontade presente, ele não pensa no mal que dentro em breve daí pode resultar”. Talvez, em verdade, devessem ser dedicadas a eles as palavras de Pascal: de que vale ao homem conquistar o mundo, se perde a alma?
PEDRO VALLS FEU ROSA é Desembargador do Poder Judiciário Brasileiro, Relator da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e Presidente do Tribunal Eleitoral do Espírito Santo.
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Marcadores: Sociedade
A pele da arte???
O maior órgão do ser humano é também aquele que traduz maior ambiguidade. A ligação da pele com a arte já dura há muito, com os desenhos das primeiras tatuagens e o uso de formas primitivas de maquilhagem. Não obstante, a arte do século XXI começa a deixar de lado os cânones artísticos associados ao uso da pele e avança para novas concepções. Perante a união da ciência com a criação artística, alguns das novas aplicações da pele criam espanto, mas também choque. Afinal, trata-se da última fronteira do ser humano com o mundo exterior.
Marta Lwin é um dos exemplos desta nova era de ligações entre arte e pele. A artista tem desenvolvido, nos últimos anos, um projecto de decoração corporal que assenta em material biológico. A ideia passa por criar uma espécie de tatuagem biológica, denominada oficialmente pela criadora como joalharia epiSkin, que pode ser usada e retirada. Todo o material tem por base células epiteliais, que se encontram nos tecidos que formam tanto a pele como o revestimento de órgãos e cavidades corporais internas.
Contudo, ao contrário do processo de criação das jóias tradicionais, a artista não desenvolve as peças epiSkin num ateliê, mas sim num laboratório. Em tubos de ensaio, as células são cultivadas de maneira a formar pele artificial, com contornos planeados previamente pela artista. O resultado é um híbrido entre tecnologia e biologia e, por outro lado, entre pele, tatuagem e jóia. Para realçar os cruzamentos entre biologia e técnica, as peças são usadas diretamente sobre a pele. Lwin acrescenta ainda um tingimento de tinta em cada peça, dando-lhes um apelo cromático.
As peças epiSkin são uns dos destaques da exposição temporária Skin, dedicada às sinergias entre a pele e a arte. Patente na Wellcome Collection, em Londres, a mostra reúne exemplos significativos da importância mutável da pele como conceito, desde a exploração anatómica do século XVI até aos usos artísticos. Na secção Skin Lab, onde está presente o trabalho de Lwin, o público pode tomar contato com explorações da arte às tecnologias relacionadas com a pele.
Também visível na exposição, o trabalho de Rhian Solomon assume uma vertente mais conceptual. A artista tem vindo a dedicar-se os seus projetos artísticos à pele, sob variadas perspectivas. Um dos projetos que ganhou maior notoriedade está relacionado com a cirurgia estética e os efeitos psicológicos após as operações. Solomon trabalhou com o vestuário usado no pós-operatório, que garante a correcta cicatrização da cirurgia, e com entrevistas realizadas a pessoas que se submeteram a operações plásticas. Algumas das citações obtidas foram então impressas, a laser, no vestuário.
O objetivo da artista passa por diluir as fronteiras entre pele e tecido, enquanto problematiza o impacto deste órgão superficial no estado psicológico humano. Afinal, é a pele um simples vestuário ou as suas marcas possuem correlação direta com as cicatrizes da alma?
Além desse projeto, Solomon tem continuado a brincar com diferentes materiais e tecidos, trabalhando-os de forma a acentuar as suas semelhanças com a pele humana, tendo em conta a elasticidade e a forma translúcida das matérias-primas.
De forma mais radical, o trabalho artístico de Heide Hatry tem tanto de sinistro como de espantoso. A alemã tem-se especializado em trabalhar com pele, de forma pouco convencional. A controvérsia atinge, desde já, a matéria-prima usada: pele de porco, o que pode causar um olhar mais crítico por parte de associações de defesa dos animais.
O seu mais recente projecto, Heads and Tales (que brinca com a expressão popular “caras e coroas”, acrescentando uma componente narrativa) utiliza carne, pele e olhos de porcos para tornar realidade um conjunto de cabeças femininas, que parecem existir entre os zombies das casas assombradas e uma realidade perturbadora. A semelhança imperfeita entre as criações a partir da pele de porco é intencional. A perturbação do espectador na problematização da mortalidade é a linha final do trabalho de Hatry. No entanto, outras questões afloram, como o uso da pele de animal para vestuário, a violência de género ou a natureza do material usado, tão semelhante à pele humana.
Heads and Tales reúne 27 bustos diferentes, com histórias de vida singulares. A artista convidou vários escritores a criarem universos imaginários para as “mulheres improváveis” que a artista esculpiu.
O talento para trabalhar com pele de suínos não se cinge a dar forma a cabeças femininas em quase-decomposição, já que Hatry tem apresentado variados projetos a partir deste material, incluindo a sua utilização em tecidos, problematizando as parecenças com a pele humana. A crítica ao uso de peles de animais torna-se por demais acutilante e a própria artista não se intimida perante a possibilidade de se vestir com as suas criações…
Fontes das imagens: Marta Lwin, Rhian Solomon, Heide Hatry.
Fonte: http://obviousmag.org/ Continue lendo >>
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Marcadores: Artes
Nova pesquisa de água em Marte
Analisando dados recolhidos no planeta vermelho, a Nasa encontra novas evidências de que Marte já foi um dia abundante em água no estado líquido.
Graças a informações recolhidas pela veículo Phoenix Mars Lander, os pesquisadores descobriram que a atual composição da atmosfera do planeta só pode ser explicada pela presença recente de H2O em estado líquido.
Por recente, entenda-se milhões de anos – uma vez que, na escala geológica, costuma-se lidar com bilhões e trilhões de anos.
O Phoenix chegou a Marte em 25 de maio de 2008 e, embora já esteja inativo, os dados colhido por ele ainda estão sendo estudados. As recentes descobertas são baseadas em informações colhidas sobre dióxido de carbono – um gás que constitui cerca de 95% da atmosfera marciana e é capaz de se infiltrar na siperfície, indicando a presença de água.
Os instrumentos a bordo do veículo mediram isótopos de carbono e oxigênio; os isótopos são variantes do mesmo elemento, porém com diferente peso atômico. Eles podem ser usados como uma assinatura química que nos diz de onde algo veio e por quais eventos passou.
A assinatura química sugere que o dióxido de carbono reagiu com a água líquida presente na superfície. Essa conclusão é possível devido a algumas características do planeta.
A baixa gravidade e a ausência de campo magnético em Marte significam que, conforme o CO2 se acumula na atmosfera, ele se perde no espaço. Esse processo favorece a perda de um isótopo mais leve chamado carbono-12, em comparação ao carbono-13. Se o CO2 de Marte tivesse passado somente por esse processo de perda atmosférica, a razão entre carbono-13 e carbono-12 seria muito maior do que o medido. Isso sugere que a atmosfera marciana recentemente foi preenchida com CO2 emitido de outras fontes – no caso, vulcões.
No entanto, uma assinatura vulcânica não está presente na proporção de dois outros isótopos (oxigênio-16 e oxigênio-18), achados no CO2 de Marte. Isso tudo sugere que o dióxido de carbono reagiu com água líquida, o que enriqueceu o oxigênio do CO2 com o oxigênio-18 (mais pesado).
A tese, publicada pela edição online da Science, é a de que água em estado líquido esteve presente em quantidade suficiente na superfície do planeta para afetar a atmosfera.
Graças a informações recolhidas pela veículo Phoenix Mars Lander, os pesquisadores descobriram que a atual composição da atmosfera do planeta só pode ser explicada pela presença recente de H2O em estado líquido.
Por recente, entenda-se milhões de anos – uma vez que, na escala geológica, costuma-se lidar com bilhões e trilhões de anos.
O Phoenix chegou a Marte em 25 de maio de 2008 e, embora já esteja inativo, os dados colhido por ele ainda estão sendo estudados. As recentes descobertas são baseadas em informações colhidas sobre dióxido de carbono – um gás que constitui cerca de 95% da atmosfera marciana e é capaz de se infiltrar na siperfície, indicando a presença de água.
Os instrumentos a bordo do veículo mediram isótopos de carbono e oxigênio; os isótopos são variantes do mesmo elemento, porém com diferente peso atômico. Eles podem ser usados como uma assinatura química que nos diz de onde algo veio e por quais eventos passou.
A assinatura química sugere que o dióxido de carbono reagiu com a água líquida presente na superfície. Essa conclusão é possível devido a algumas características do planeta.
A baixa gravidade e a ausência de campo magnético em Marte significam que, conforme o CO2 se acumula na atmosfera, ele se perde no espaço. Esse processo favorece a perda de um isótopo mais leve chamado carbono-12, em comparação ao carbono-13. Se o CO2 de Marte tivesse passado somente por esse processo de perda atmosférica, a razão entre carbono-13 e carbono-12 seria muito maior do que o medido. Isso sugere que a atmosfera marciana recentemente foi preenchida com CO2 emitido de outras fontes – no caso, vulcões.
No entanto, uma assinatura vulcânica não está presente na proporção de dois outros isótopos (oxigênio-16 e oxigênio-18), achados no CO2 de Marte. Isso tudo sugere que o dióxido de carbono reagiu com água líquida, o que enriqueceu o oxigênio do CO2 com o oxigênio-18 (mais pesado).
A tese, publicada pela edição online da Science, é a de que água em estado líquido esteve presente em quantidade suficiente na superfície do planeta para afetar a atmosfera.
Fonte: INFO Online Continue lendo >>
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Marcadores: Ciências
Veja aponta a existência de esquema de tráfico de influência na Casa Civil
Documento obtido pela revista ‘Veja’ mostra que, para garantir contrato com os Correios, empresa de São Paulo contratou filho de Erenice Guerra, que na época era secretária executiva da pasta; na ocasião, quem chefiava a Casa Civil era Dilma.
Reportagem da revista Veja que aponta a existência de um esquema de tráfico de influência na Casa Civil levou a oposição a pedir a demissão da ministra-chefe da pasta, Erenice Guerra. Documento obtido pela revista mostra que a empresa de transporte aéreo Via Net Express contratou firma de lobby pertencente a filhos de Erenice, para garantir contratos com os Correios. Na ocasião, a Casa Civil era chefiada por Dilma Rousseff e Erenice ocupava o posto de secretária executiva, atuando como principal auxiliar da hoje candidata do PT ao Planalto.
O presidenciável José Serra (PSDB) considerou o caso gravíssimo. "Essas denúncias devem ser apuradas e tem de haver punição para os responsáveis. E não diversionismo e ocultamento."
Reportagem da revista Veja que aponta a existência de um esquema de tráfico de influência na Casa Civil levou a oposição a pedir a demissão da ministra-chefe da pasta, Erenice Guerra. Documento obtido pela revista mostra que a empresa de transporte aéreo Via Net Express contratou firma de lobby pertencente a filhos de Erenice, para garantir contratos com os Correios. Na ocasião, a Casa Civil era chefiada por Dilma Rousseff e Erenice ocupava o posto de secretária executiva, atuando como principal auxiliar da hoje candidata do PT ao Planalto.
O presidenciável José Serra (PSDB) considerou o caso gravíssimo. "Essas denúncias devem ser apuradas e tem de haver punição para os responsáveis. E não diversionismo e ocultamento."
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| Erenice (abaixo à dir.) ao ser nomeada ministra da Casa Civil de Lula |
Ontem, Serra visitou Goiânia, onde participou de comício seguido de carreata. "A Casa Civil tem sido foco de problemas para o Brasil. Lembro que no caso do mensalão, na época do José Dirceu, foi o centro do escândalo. Depois, esteve a Dilma, que deixou seu braço direito, uma pessoa muito próxima. E, hoje de novo, o centro da maracutaia é a Casa Civil."
Para Serra, "não é possível que alguns candidatos e partidos achem natural esse processo de corrupção" no País. "Não é natural, não. Podemos mudar isso. Podemos mudar com eleição." No horário eleitoral de ontem à noite, o tucano também levou ao ar a denúncia de tráfico de influência.
Para a oposição, a denúncia serve como combustível para tentar desgastar a candidatura presidencial de Dilma, líder nas pesquisas de intenção de voto e que hoje venceria já no primeiro turno. Seus principais representantes bateram pesado na ministra e cobraram sua saída do posto.
"A situação da ministra Erenice é absolutamente insustentável. O presidente Lula defende muita gente que não deveria, mas não me parece que ele consiga segurar a ministra no cargo depois desse escândalo", disse Índio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa de Serra
Índio considerou "um deboche" a nota de explicação feita pela ministra para contestar a reportagem. Para ele, a promessa de quebra de sigilos apresentada por Erenice em seu nome e de seu filho Israel Guerra não faz sentido, uma vez que, segundo a revista, existe até contrato estipulando as regras e remuneração da intermediação feita com o governo. "Foi explícito. Tem um contrato assinado. É muita cara de pau essa explicação", criticou.
"Contaminada". O senador tucano Álvaro Dias (PR) disse em seu twitter que a candidatura de Dilma "está contaminada", tamanha é a proximidade política entre as duas. "Está mais do que contaminada a candidatura de Dilma depois das denúncias de hoje (ontem). Erenice é alma gêmea de Dilma. Sua parceira e sucessora", postou. "Esse escândalo é tão estarrecedor quanto o do mensalão. Na cozinha da candidata à Presidência."
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o partido vai pedir à Procuradoria-Geral da República que investigue os favorecidos pelo esquema de cobrança de propina nos contratos do governo. "Não vamos nos calar, não vamos nos omitir, não temos medo de retaliação e vamos à Justiça onde quer que seja possível", afirmou.
O senador disse que a cada reação do PSDB diante de denúncias de corrupção no governo do presidente Lula, Dilma e seus aliados se limitam a acusar o partido de adotar "ações ofensivas" e de se fazer de vítima para ganhar as eleições no tapetão. "Quando não existe mais dúvidas que o tapetão nestas eleições é a própria candidatura da Dilma Rousseff", disse.
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) aponta como "pior" aspecto da acusação o fato de o balcão de negócios estar montado na Casa Civil e não em outros órgãos públicos, como tem ocorrido no governo Lula.
"Não é nem nos ministérios, tudo parece ser acertado dentro do Palácio do Planalto", disse, lembrando não ser esta a primeira vez que Erenice está envolvida em operações suspeitas. "Ela estava no lance dos cartões corporativos, cujos valores o governo não conseguiu explicar", destaca. "Faço votos que não seja esta mais uma denúncia para o presidente Lula ridicularizar, como tem feito com tudo de comprometedor que ocorre em seu governo", disse o senador.
"Abuso de poder". Para o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), ao contrário do que tem ocorrido até agora, a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral deveriam adotar as providências necessárias para apurar e punir o que entende ser "mais um fato gravíssimo contra a candidata do PT".
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o fato de o filho de Erenice, Israel Guerra, ter dito a empresários que o dinheiro da propina seria usado em parte para "saldar compromissos políticos" compromete a campanha de Dilma e deve ser investigado. "É evidente que se trata de abuso de poder econômico e, se for devidamente comprovado, leva à impugnação da candidatura da Dilma", afirmou.
Para Serra, "não é possível que alguns candidatos e partidos achem natural esse processo de corrupção" no País. "Não é natural, não. Podemos mudar isso. Podemos mudar com eleição." No horário eleitoral de ontem à noite, o tucano também levou ao ar a denúncia de tráfico de influência.
Para a oposição, a denúncia serve como combustível para tentar desgastar a candidatura presidencial de Dilma, líder nas pesquisas de intenção de voto e que hoje venceria já no primeiro turno. Seus principais representantes bateram pesado na ministra e cobraram sua saída do posto.
"A situação da ministra Erenice é absolutamente insustentável. O presidente Lula defende muita gente que não deveria, mas não me parece que ele consiga segurar a ministra no cargo depois desse escândalo", disse Índio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa de Serra
Índio considerou "um deboche" a nota de explicação feita pela ministra para contestar a reportagem. Para ele, a promessa de quebra de sigilos apresentada por Erenice em seu nome e de seu filho Israel Guerra não faz sentido, uma vez que, segundo a revista, existe até contrato estipulando as regras e remuneração da intermediação feita com o governo. "Foi explícito. Tem um contrato assinado. É muita cara de pau essa explicação", criticou.
"Contaminada". O senador tucano Álvaro Dias (PR) disse em seu twitter que a candidatura de Dilma "está contaminada", tamanha é a proximidade política entre as duas. "Está mais do que contaminada a candidatura de Dilma depois das denúncias de hoje (ontem). Erenice é alma gêmea de Dilma. Sua parceira e sucessora", postou. "Esse escândalo é tão estarrecedor quanto o do mensalão. Na cozinha da candidata à Presidência."
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o partido vai pedir à Procuradoria-Geral da República que investigue os favorecidos pelo esquema de cobrança de propina nos contratos do governo. "Não vamos nos calar, não vamos nos omitir, não temos medo de retaliação e vamos à Justiça onde quer que seja possível", afirmou.
O senador disse que a cada reação do PSDB diante de denúncias de corrupção no governo do presidente Lula, Dilma e seus aliados se limitam a acusar o partido de adotar "ações ofensivas" e de se fazer de vítima para ganhar as eleições no tapetão. "Quando não existe mais dúvidas que o tapetão nestas eleições é a própria candidatura da Dilma Rousseff", disse.
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) aponta como "pior" aspecto da acusação o fato de o balcão de negócios estar montado na Casa Civil e não em outros órgãos públicos, como tem ocorrido no governo Lula.
"Não é nem nos ministérios, tudo parece ser acertado dentro do Palácio do Planalto", disse, lembrando não ser esta a primeira vez que Erenice está envolvida em operações suspeitas. "Ela estava no lance dos cartões corporativos, cujos valores o governo não conseguiu explicar", destaca. "Faço votos que não seja esta mais uma denúncia para o presidente Lula ridicularizar, como tem feito com tudo de comprometedor que ocorre em seu governo", disse o senador.
"Abuso de poder". Para o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), ao contrário do que tem ocorrido até agora, a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral deveriam adotar as providências necessárias para apurar e punir o que entende ser "mais um fato gravíssimo contra a candidata do PT".
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o fato de o filho de Erenice, Israel Guerra, ter dito a empresários que o dinheiro da propina seria usado em parte para "saldar compromissos políticos" compromete a campanha de Dilma e deve ser investigado. "É evidente que se trata de abuso de poder econômico e, se for devidamente comprovado, leva à impugnação da candidatura da Dilma", afirmou.
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Advogado da campanha de Dilma confirma reuniões em seu escritório
VEJA desta semana revela que Israel Guerra – filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra – fazia lobby no Palácio do Planalto. Ele é sócio de uma consultoria especializada em intermediar as negociações entre empresas e governo. Para isso, cobrava uma propina de 6% sobre o valor. Os encontros entre Israel e os empresários ocorria no escritório de um dos advogados da campanha de Dilma Rousseff, Márcio Silva. Em entrevista a VEJA.com, o advogado nega que tenha participado das reuniões, mas diz que cederia o espaço novamente ao filho de uma grande amiga – como ele descreveu sua relação com Erenice Guerra.
O senhor confirma que Israel Guerra realizou reuniões em seu escritório?
No meu domicílio eu recebo quem eu quero receber. A Erenice é minha amiga de anos. Se o filho dela pedir hoje para usar o meu escritório, ele vai usar. Vamos supor que ele me ligue e fale: “Márcio eu preciso receber um cliente e não tenho lugar adequado para recebê-lo. Posso recebê-lo em seu escritório?”. Eu diria: “Sim, pode, não tem problema nenhum”. Eu faço isso com vários amigos meus – há advogados de São Paulo que às vezes recebem clientes em meu escritório quando vêm para Brasília. Neste caso de Israel, não foi a mim que ele pediu. Foi um sócio meu na época que concedeu o espaço– como eu concederia.
Ele nunca conversou com o senhor sobre as reuniões?
Uma vez ele me disse que tinha um cliente em Minas Gerais que precisava de advogados em Brasília e perguntou se eu tinha interesse em patrocinar. Eu disse que era para ele trazer o cliente que eu conversaria com ele. Mas ele nunca trouxe. Foi a única vez que eu tive um diálogo com Israel sobre um assunto profissional. De resto, eu me encontrei com ele na casa da mãe dele – que frequentava enquanto amigo em reuniões sociais.
O senhor desconhecia os encontros, então?
Nunca participei de nenhuma reunião com ele, desconhecia que ele tinha uma sociedade, nunca me encontrei com clientes dele e não sei qual é o cliente que ele recebe ou deixa de receber. Pode ter havido encontros, mas eu não participei de nenhum deles. Não há nenhum empresário que diz ou que tenha insinuado que tenha estado comigo ou falado comigo. Não consigo vislumbrar a relação que eu possa ter com isso.
O senhor é amigo de Israel Guerra?
Eu não tenho relação com ele que não seja em virtude da relação pessoal que eu tenho com a mãe dele. Ele é filho de uma grande amiga minha. Ponto.
Acha que as denúncias podem prejudicar a campanha de Dilma Rousseff?
Parece-me bastante grave a denúncia, acho que tem que ser apurada, obviamente. Agora eu não consigo ver nenhuma relação desse caso com a campanha. Além do fato do advogado da campanha ser eu e de que Israel Guerra teria utilizado o meu escritório.
O senhor confirma que Israel Guerra realizou reuniões em seu escritório?
No meu domicílio eu recebo quem eu quero receber. A Erenice é minha amiga de anos. Se o filho dela pedir hoje para usar o meu escritório, ele vai usar. Vamos supor que ele me ligue e fale: “Márcio eu preciso receber um cliente e não tenho lugar adequado para recebê-lo. Posso recebê-lo em seu escritório?”. Eu diria: “Sim, pode, não tem problema nenhum”. Eu faço isso com vários amigos meus – há advogados de São Paulo que às vezes recebem clientes em meu escritório quando vêm para Brasília. Neste caso de Israel, não foi a mim que ele pediu. Foi um sócio meu na época que concedeu o espaço– como eu concederia.
Ele nunca conversou com o senhor sobre as reuniões?
Uma vez ele me disse que tinha um cliente em Minas Gerais que precisava de advogados em Brasília e perguntou se eu tinha interesse em patrocinar. Eu disse que era para ele trazer o cliente que eu conversaria com ele. Mas ele nunca trouxe. Foi a única vez que eu tive um diálogo com Israel sobre um assunto profissional. De resto, eu me encontrei com ele na casa da mãe dele – que frequentava enquanto amigo em reuniões sociais.
O senhor desconhecia os encontros, então?
Nunca participei de nenhuma reunião com ele, desconhecia que ele tinha uma sociedade, nunca me encontrei com clientes dele e não sei qual é o cliente que ele recebe ou deixa de receber. Pode ter havido encontros, mas eu não participei de nenhum deles. Não há nenhum empresário que diz ou que tenha insinuado que tenha estado comigo ou falado comigo. Não consigo vislumbrar a relação que eu possa ter com isso.
O senhor é amigo de Israel Guerra?
Eu não tenho relação com ele que não seja em virtude da relação pessoal que eu tenho com a mãe dele. Ele é filho de uma grande amiga minha. Ponto.
Acha que as denúncias podem prejudicar a campanha de Dilma Rousseff?
Parece-me bastante grave a denúncia, acho que tem que ser apurada, obviamente. Agora eu não consigo ver nenhuma relação desse caso com a campanha. Além do fato do advogado da campanha ser eu e de que Israel Guerra teria utilizado o meu escritório.
fonte: jornalvarginhahoje
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Ministra usou 'laranja' ao criar firma de arapongagem com filho
A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, patrocinou a abertura de uma empresa de arapongagem em nome de seu filho, Israel Guerra, acusado de cobrar propina de empresários interessados em fazer negócios com o governo. Para abrir a firma, em 1997, a família Guerra recorreu a uma "laranja" para omitir o nome de Erenice no papelório da empresa.
Situada na cidade-satélite de Santa Maria, em modesto endereço residencial, a Conservadora Asa Imperial tem como atividade econômica, segundo documento da Junta Comercial do Distrito Federal, "atividades de investigação particular", "monitoramento de sistemas de segurança" e "vigilância e segurança privada".
Localizada ontem em sua casa a 40 quilômetros de Brasília, na suposta sede da empresa, Geralda Amorim de Oliveira, uma professora desempregada casada com auxiliar de bombeiro hidráulico que aparece como sócia-gerente da Asa Imperial, confidenciou ao Estado que seu nome foi "usado" para abrir a empresa.
Localizada ontem em sua casa a 40 quilômetros de Brasília, na suposta sede da empresa, Geralda Amorim de Oliveira, uma professora desempregada casada com auxiliar de bombeiro hidráulico que aparece como sócia-gerente da Asa Imperial, confidenciou ao Estado que seu nome foi "usado" para abrir a empresa.
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