sábado, 21 de agosto de 2010

Jornal e Democracia

Jornalismo e a democracia na era digital.  
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) está realizando no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, o 8º Congresso Brasileiro de Jornais tendo o jornalismo e a democracia na era digital como temas. Criada há 31 anos, em pleno regime militar, com o objetivo único de defender a democracia e a liberdade, a ANJ reforça ainda mais este compromisso na era digital, buscando sempre a preservação do jornalismo independente e de qualidade. Ontem, na abertura do Congresso Brasileiro da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito, presidente da ANJ e diretora-superintendente do Grupo Folha, disse uma frase que simboliza muito bem o compromisso da entidade: democracia não é só sinônimo de eleição; ela exige também liberdade de expressão e acesso transparente à informação, para que o cidadão possa ter sua própria opinião, seja ela qual for. Essa expressão ratifica o compromisso da maioria dos jornais impressos do Brasil com a liderdade de expressão e com a democracia, bandeiras que devem ser hasteadas com maior energia em tempos de eleições gerais. 

É por isso, que especialistas nacionais e internacionais discutirão durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais as principais tendências e os maiores desafios para os jornais no Brasil e no mundo, tanto que profissionais de áreas diversas do jornalismo tratarão de temas como o futuro da imprensa, o perfil dos leitores, a independência dos jornais e o impacto da internet na indústria jornalística. Destaque para a palestra do norte-americano Robert Thomson, diretor de redação do diário econômico norte-americano The Wall Street Journal e editor-chefe da Dow Jones & Company. Com esses debates, a ANJ presta um serviço relevante não apenas aos empresários de comunicação, mas a toda sociedade brasileira, mesmo porque a entidade ressalta que não aceitará qualquer forma de censura, mesmo que esta ameaça esteja contida em programas de governo maquiados por organismos radicais que sonham em impor o controle social da mídia como forma de controlar o conteúdo editorial dos veículos de comunicação.

Credibilidade para defender a democracia e a liberdade não faltam à Associação Nacional dos Jornais (ANJ), entidade que representa 137 dos mais de 3.000 jornais existentes no Brasil. Tanto que uma pesquisa realizada pela Máquina da Notícia aponta que os jornais são o meio de comunicação mais confiável para os brasileiros, que têm na mídia impressa sua maior fonte de informação. Nesta linha, nada menos que 56% dos executivos das maiores empresas em atividade no Brasil apontam a mídia impressa, formada por jornais e revistas, como principal fonte de atualização e conhecimento, mas a grande maioria afirma que o jornal é, de longe, o meio mais confiável. Quando avaliou com notas de 0 a 5 a credibilidade de cada meio de informação, os entrevistados deram 3,8 para jornal, 3,4 para revista, 3,3 para rádio, 3,2 para televisão e 3 para internet, confirmando a tese que os jornais devem investir cada vez mais na linha editorial independente, imparcial, ética e profundamente comprometida com o leitor.

Ademais, ao contrário do que tentam fazer crer alguns cavaleiro do apocalípse da mídia impressa, numeros do Instituto Verificador de Circulação (IVC), empresa que audita a circulação de impressos no país, revelam que os jornais retomaram o crescimento na circulação diária e estão mais presentes na vida dos brasileiros, a ponto de a circulação média diária de jornais ter crescido 6,5% no ano passado, saltando de 4,35 milhões de exemplares para 4,63 milhões de exemplares. Os números do mercado brasileiro são animadores, uma vez que a Associação Mundial de Jornais apurou um crescimento médio de 2% nos demais países, fator que coloca o Brasil em posição privilegiada quando se analisa esta importante mídia. O melhor é que ainda existe um terreno gigantesco a ser conquistado pelos jornais impressos, já que o brasileiro aparece entre os povos que menos cultivam o hábito da leitura diária de jornais, com 53 exemplares para cada grupo de mil habitantes. Apenas a título de comparação, nos Estados Unidos são 241 exemplares para cada mil habitantes e no Reino Unido, são 335 exemplares para cada mil.
Fonte:JVH

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