domingo, 15 de agosto de 2010

O mundo ao contrário - Amy Casey

O trabalho de Amy Casey é extremamente interessante, pois além de ser esteticamente cativante de se admirar passa uma mensagem que mostra sua profunda intenção de unir povos, culturas, cidades, pessoas e até mesmo, como seus trabalhos antigos mostram de forma até tímida, estranhas criaturas, como se estas surgissem de um experimento genético bizarro, mas ao mesmo tempo, fazem parte do mundo criado pela artista.
Formada em pintura pelo Cleveland Institute of Art de Ohio em 1999, tem exibido seu trabalho em diversas galerias desde que se formou, tanto com exposições individuais como em grupo. Ganhou vários prêmios e foi mencionada em publicações como “New American Pantings n°83” de 2009 onde teve seu trabalho publicado na capa, assim como ganhou o “The Cleveland Arts prize, Emerging artist award” em 2009.
Mesmo passando um forte senso de união em seus trabalhos, a conexão feita entre os objetos em muitas de suas pinturas parece frágil, passando uma idéia de que esta conexão tão importante e necessária nos dias de hoje pareça fraca, raquítica, uma junção que não se perdurará por muito tempo onde até mesmo um fraco vento a destruirá.
Outro aspecto visivelmente explorado por Amy é o constante estado caótico, e em certos trabalhos caquético das paisagens que ela sugere. Situações geradas por eventos sobrenaturais, criados depois de uma suposta devastação global, onde as casas e os prédios foram simplesmente “remontados” de maneira desleixada, inversa e disfuncional. Sua arte passa ao espectador uma sensação de frieza e recente destruição do ambiente. Talvez este novo mundo pintado pela artista tenha uma obscura co-relação entre conexão, reestruturação, destruição e um novo começo onde os elementos foram simplesmente coletados dentre tantos outros destruídos pela já inexistente presença humana.
Cenários onde não existe chão, pessoas ou até mesmo alguma remota evidência de vida humana mas sim criaturas, frágeis conexões passam uma idéia de ansiedade e desconforto. Nunca se sabe quando tudo pode ser dizimado pelo mais leve dos ventos, talvez um simples sopro pode acabar com tudo outra vez. A noção de comunidade é conflitante, pois mesmo criando laços visivelmente presentes e até necessários, Amy deixa claro que estes laços são extremamente sutis e frágeis e se houver algum ser humano vivendo dentro destas construções, eles estarão vivendo em um constante estado de medo, sem saber o que pode acontecer no próximo segundo. E esta idéia reflete o dia de hoje para muitas pessoas onde o próximo segundo pode ser fatal ou grandioso, mas incerto. Partindo do princípio do mundo que Amy pinta, a sociedade sofre de muita ansiedade, medo do futuro e ao mesmo tempo o que ela deixa bem claro é a necessidade do renascimento da humanidade e conseqüentemente da vida urbana o que somente é possível depois da total devastação da humanidade, pois é preciso destruir algo que não está funcionando para poder construir algo novo.
ASSISTA AO VÍDEO

Amy Casey

Fonte: http://obviousmag.org/

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