segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Advogado da campanha de Dilma confirma reuniões em seu escritório

VEJA desta semana revela  que Israel Guerra – filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra – fazia lobby no Palácio do Planalto. Ele é sócio de uma consultoria especializada em intermediar as negociações entre empresas e governo. Para isso, cobrava uma propina de 6% sobre o valor. Os encontros entre Israel e os empresários ocorria no escritório de um dos advogados da campanha de Dilma Rousseff, Márcio Silva. Em entrevista a VEJA.com, o advogado nega que tenha participado das reuniões, mas diz que cederia o espaço novamente ao filho de uma grande amiga – como ele descreveu sua relação com Erenice Guerra. 

O senhor confirma que Israel Guerra realizou reuniões em seu escritório? 

No meu domicílio eu recebo quem eu quero receber. A Erenice é minha amiga de anos. Se o filho dela pedir hoje para usar o meu escritório, ele vai usar. Vamos supor que ele me ligue e fale: “Márcio eu preciso receber um cliente e não tenho lugar adequado para recebê-lo. Posso recebê-lo em seu escritório?”. Eu diria: “Sim, pode, não tem problema nenhum”. Eu faço isso com vários amigos meus – há advogados de São Paulo que às vezes recebem clientes em meu escritório quando vêm para Brasília. Neste caso de Israel, não foi a mim que ele pediu. Foi um sócio meu na época que concedeu o espaço– como eu concederia. 

Ele nunca conversou com o senhor sobre as reuniões? 

Uma vez ele me disse que tinha um cliente em Minas Gerais que precisava de advogados em Brasília e perguntou se eu tinha interesse em patrocinar. Eu disse que era para ele trazer o cliente que eu conversaria com ele. Mas ele nunca trouxe. Foi a única vez que eu tive um diálogo com Israel sobre um assunto profissional. De resto, eu me encontrei com ele na casa da mãe dele – que frequentava enquanto amigo em reuniões sociais.

O senhor desconhecia os encontros, então?

Nunca participei de nenhuma reunião com ele, desconhecia que ele tinha uma sociedade, nunca me encontrei com clientes dele e não sei qual é o cliente que ele recebe ou deixa de receber. Pode ter havido encontros, mas eu não participei de nenhum deles. Não há nenhum empresário que diz ou que tenha insinuado que tenha estado comigo ou falado comigo. Não consigo vislumbrar a relação que eu possa ter com isso.

O senhor é amigo de Israel Guerra?

Eu não tenho relação com ele que não seja em virtude da relação pessoal que eu tenho com a mãe dele. Ele é filho de uma grande amiga minha. Ponto.

Acha que as denúncias podem prejudicar a campanha de Dilma Rousseff?

Parece-me bastante grave a denúncia, acho que tem que ser apurada, obviamente. Agora eu não consigo ver nenhuma relação desse caso com a campanha. Além do fato do advogado da campanha ser eu e de que Israel Guerra teria utilizado o meu escritório.
 

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