segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Escândalo só vai piorar

A tranqüila caminhada de Dilma Rousseff (PT) em direção ao Palácio do Planalto entrou em um período de terrível turbulência. As sucessivas denúncias que culminaram na saída de Erenice Guerra da Casa Civil são estarrecedoras e chocam a Nação. A substituição imediata da ex-ministra se impôs para conter uma hemorragia de votos que se previa acontecer nas hostes petistas. O presidente Lula foi rápido no gatilho em exigir que a auxiliar pedisse demissão. Ao agir assim, o Luiz Inácio resolveu o problema apenas em parte. Mesmo afastada do poder, a figura e os atos delituosos supostamente praticados com a conivência de Erenice continuam a machucar toda a máquina governamental, em particular a campanha de Dilma. A candidata petista está no paredão, até porque o esquema criminoso, ao que tudo indica, funcionava durante o período em que a senhora Rousseff era a chefe da Casa Civil. Ao redor da presidenciável se movimentava uma verdadeira quadrilha que vendia serviços de intermediação junto ao governo em troca de propina de empresários. Nessa altura dos acontecimentos, a 15 dias do pleito, há de se imaginar uma ebulição junto ao eleitorado. A vitória no primeiro turno, considerada segura pelas pesquisas, sofre agora um abalo de incerteza. Nada está definido. O quadro mudou. 

Buraco 

Não é fácil para o presidente Lula, nesse momento do jogo, preencher o vazio inesperado na Casa Civil. Tentou-se emplacar o nome de Miriam Belchior, coordenadora geral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas não deu certo. As histórias e a vida pregressa da cotada, ex-mulher do prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado no exercício do mandato, inviabilizaram a nomeação. Cabe lembrar que ela, em dado período das investigações do crime, chegou a ser considerada suspeita de participação no homicídio como mandante.


E agora?

Restam apenas dois nomes para a função: Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da presidência da República, homem de absoluta confiança de Lula, ou Paulo Bernardo, ministro do Planejamento.

“Bombeiro”

Para que a crise não se agigante ainda mais, é aconselhável que a nomeação do sucessor de Erenice ocorra o quanto antes. O indicado será uma espécie de soldado a lutar contra as chamas e com a tarefa de restabelecer a vida administrativa do país. E este não pode falhar.

Tucano

O desânimo ocasionado por uma atmosfera de derrota que havia na campanha de José Serra (PSDB) recebeu um tufão de oxigênio. Hoje, ocorre quase que uma ressurreição inesperada do candidato da oposição. O escândalo é de tal monta que gerou um ponderável fato novo, este com força suficiente, quem sabe, para levar o pleito para o segundo turno.

A Verde

Até Marina Silva (PV) entendeu isso e centra totalmente a sua ação sobre o episódio da Casa Civil. E vai colher votos com isso. As previsões de sucesso do petismo foram engolfadas por uma onda gigante.

Fonte: Paraná-Online

jornalvarginhahoje

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