sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Hemominas caminha na firmação de propriedade intelectual

A Fundação Hemominas teve seu primeiro pedido de depósito de patente publicado na Revista de Propriedade Intelectual (RPI) do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), na 4ª edição de setembro. O autor da invenção que originou o depósito de patente é Leonel Fernandes Ziviani, técnico de patologia clínica da unidade da Fundação Hemominas do Hospital João XIII, em Belo Horizonte, que desenvolveu um aparelho denominado Padronizador de Plaquetas.

“O Padronizador de Plaquetas realiza o preparo de hemocomponentes e permite a padronização do volume residual da bolsa de sangue na etapa de extração do plasma”, explica Ziviani. O equipamento separa as plaquetas do plasma, que por sua vez é separado do crioprecipitado - todos hemocomponentes do sangue. As plaquetas são utilizadas para fins terapêuticos, enquanto o plasma e o crioprecipitado são destinados principalmente à fabricação de remédios.

O processo de extração de plasma com a utilização do Padronizador de Plaquetas conseguiu o aproveitamento de 99% deste hemocomponente do sangue. “Foram pequenas mudanças, usando basicamente a Lei da Gravidade, para melhorar o aparelho já existente. As melhorias consistem em padronizar o volume de hemocomponentes, economizar energia, além do fato de o técnico não precisar ficar monitorando o tempo todo o aparelho em funcionamento”, explica.

“Sou da época em que ainda se colhia o sangue no vidro, sem a bolsa de sangue”, afirma, com toda a sua experiência de 26 anos de trabalho na Hemominas. Acompanhando a evolução da hemoterapia, ele observou possibilidades de desenvolvimento, principalmente na melhoria de equipamentos. “Houve um avanço muito grande na área das doenças relativas ao sangue, mas na questão da produção, transporte e armazenamento, ainda podemos fazer muito”, afirma entusiasmado o inventor que possui mais quatro melhorias de aparelhos em andamento.

Patentes

“O depósito desta patente representa um marco para a Fundação Hemominas e a consolidação do Inovhemos - Núcleo de Inovações Tecnológicas - como peça fundamental no desenvolvimento da inovação tecnológica no âmbito da Fundação”, comemora Cláudio Botelho, coordenador do Inovhemos, acrescentando que a publicação na RPI é o primeiro passo para que qualquer invenção nacional obtenha o seu registro definitivo de patente.

O Inovhemos foi criado, por portaria da presidência da Fundação Hemominas, em novembro. Como antes dessa data a Fundação Hemominas não dispunha de um departamento especializado em registro de patentes, a redação do pedido de patente do Padronizador de Plaquetas foi orientada pelo departamento de propriedade intelectual da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) que apoia inventores independentes para o reconhecimento da Propriedade Intelectual.

Outro avanço para garantir a Fundação Hemominas em suas criações e invenções foi o pedido de registro de duas de suas marcas - Hemominas e Inovhemos. O pedido foi enviado em maio e publicado em outubro na RPI. A marca do Cetebio - Centro de Tecidos Biológicos - teve seu registro solicitado em 2006 e concedido em 2009.

Para Cláudio Botelho, o registro de marcas tem objetivo similar ao das patentes. “Estes mecanismos permitem ao seu titular a exclusão de terceiros do uso ou comercialização de suas marcas e conhecimentos, o que protege o patrimônio intelectual da instituição”, conclui.
jornalvarginhahoje

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