sábado, 16 de outubro de 2010

Médico alerta sobre incidência de escorpiões em épocas de chuvas

Sem marcas, mas com muita dor. Assim é a picada do escorpião e, com as chuvas, é preciso redobrar a atenção, pois o número de casos tende a aumentar. É quando o aracnídeo é obrigado a sair de seus esconderijos, por causa da água, e assim se aproxima mais do ser humano. 

Nesta época do ano, considerada de pico para acidentes com escorpião, alguns cuidados são importantes, como medida preventiva. Sacudir camisas, calças e sapatos antes de usar pode ajudar a evitar os riscos da picada. E a dor, que é intensa. “O escorpião não deixa marca, são poucas às vezes em que o local fica um pouco vermelho e suando. Mas em 99,99% dos casos a dor é muito grande”, relata o chefe do setor de Toxicologia do Hospital João XXIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Délio Campolina.

O especialista alerta para a necessidade de procurar ajuda médica imediatamente após a picada. “Não se pode perder tempo nenhum, nem com medidas caseiras. A vítima precisa ser transportada urgentemente para um hospital ou unidade de saúde onde tenha o soro antiescorpiônico. Cada minuto que passa, aumenta o perigo”, afirma. O médico explica que a vítima precisa não só do soro, mas também de suporte clínico, principalmente em se tratando de crianças menores de seis anos ou de muito baixo peso, pessoas debilitadas ou idosos.

Sintomas

Além da dor intensa, os sintomas causados pela picada de um escorpião vão desde náuseas, salivação e suor (caso moderado), até vômitos seguidos, falta de ar e taquicardia (caso grave), podendo evoluir para edema agudo do pulmão ou arritmia fatal. O chefe do setor de Toxicologia do Hospital João XXIII, Délio Campolina, informa que, em adultos saudáveis, 80% a 90% dos casos são acidentes considerados leves, em que a pessoa sente apenas dor local. “Mas só quem pode avaliar é a equipe médica”, salienta. Já em crianças pequenas, a porcentagem é bem menor.

O clínico explica que o tipo de caso (leve, moderado ou grave) vai variar de acordo com a quantidade de veneno a que a pessoa foi exposta, condições de saúde, tipo de pele (mais grossa ou mais fina), sensibilidade de cada organismo e outros fatores de ordem biológica.

Prevenção

Em locais que costumam ter muito escorpião, a população pode adotar medidas para dificultar o acesso do aracnídeo, como acabar com frestas onde ele possa se esconder, colocar telas de proteção nos ralos e janelas e utilizar rolinho de areia na porta. O escorpião alimenta-se de baratas, então deve-se também evitar o surgimento do inseto, principalmente mantendo a casa bem limpa. Outra sugestão é a criação de galinhas, pois, ao ciscar, ajudam a manter longe os escorpiões e, além disso, elas comem o aracnídeo.

O médico Délio Campolina aconselha, ainda, as pessoas a se informarem. “O ideal é que elas, preventivamente, já procurem saber onde, em sua cidade, o soro é encontrado”.

Controle de zoonoses

Os escorpiões são encontrados em pilhas de madeira, cercas, tijolos, telhas, cupinzeiros, ferro velho e entulhos em geral. Por isso, é importante observar o entorno onde se vive e caso surjam casos na região, o centro de controle de zoonoses do município deve ser acionado.

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