sábado, 2 de outubro de 2010

Pesquisadores dizem que solo do Acre possui características únicas

Amostras não se enquadram em sistema nacional de classificação de solos
Cientistas selecionaram 11 perfis de solo do estado e enviaram a pesquisadores de todo o país para análise. Crédito: Globo Amazônia

Por Lucas Frasão/Globo Amazônia 

O solo do Acre tem características específicas e pouco comuns no restante do país, segundo pesquisadores que realizaram uma expedição pelo Estado entre os dias 12 e 17 do mês passado. Durante a 9ª Reunião Brasileira de Classificação e Correlação dos Solos, cientistas recolheram amostras da região com o intuito de aprofundar o conhecimento sobre a área, ainda pouco estudada.

De acordo com Lucielio Manoel da Silva, analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Acre e um dos organizadores da expedição, a terra do Estado tem características que não se enquadram em nenhum padrão do Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos (SiBCS). "O do Acre ainda é muito pouco estudado. Em algumas regiões, identificamos alta fertilidade, onde não é necessário adubar nem colocar calcário para plantar. Existem poucos solos assim", diz ele. A alta fertilidade dos solos do Acre pode ser explicada, em parte, pela formação geológica da região, segundo Silva. A área é influenciada pela proximidade com a Cordilheira dos Andes.

Uma das substâncias mais comuns nas amostras do Estado é o alumínio. De acordo com Silva, a concentração de alumínio no solo é, em algumas regiões do Acre, cerca de 30 vezes mais alta do que o teor que a maior parte das plantas resistem. "O alumínio pode impedir as plantas de se desenvolverem, mas isso não ocorre no Acre e caracteriza um tipo de solo para o qual não existe classificação", diz ele.

Agrônomo do Centro Nacional de Pesquisas de Solo da Embrapa e membro do comitê do SiBCS, Humberto Gonçalves dos Santos explica que a falta de classificação é "normal". "Os métodos de análises às vezes não estão adequados às características do solo do Acre. Por isso, é preciso haver mais pesquisa", diz. Santos diz que a falta de classificação também se aplica a outras regiões, como no Sul do país e na Caatinga. "Cada bioma tem sua peculiaridade. Se houvesse uma lista das características mais incomuns, o Acre estaria no topo".

De acordo com os pesquisadores, o perfil do solo do Acre exige técnicas de manejo diferenciado. Da mesma forma, algumas características poderiam ser aproveitadas por indústrias distintas, como a da cerâmica ou de construção civil, já que o Estado engloba áreas com argilas altamente pegajosas e outras com bastante areia. A partir da expedição, os cientistas selecionaram 11 perfis das terras ali presentes e enviaram amostras para serem analisadas por pesquisadores de todo o Brasil.
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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