sábado, 13 de novembro de 2010

'Blitz cultural' em Roma com estátuas feitas de lixo

Roma - Dez estátuas feitas de lixo do rio Trastevere, que se referem a 10 personagens símbolo da Itália, como Sophia Loren, Ennio Morricone ou Federico Fellini, foram instaladas ontem (12)  na praça Trilussa da capital italiana, onde o cheiro de lixo é motivo de um protesto diante da "ausência de cultura".

A "blitz cultural" é uma iniciativa do grupo "My Trastevere", que há algumas semanas encobriu algumas estátuas de Roma como parte da mesma reclamação.

As estátuas de hoje também evocam o músico Giuseppe Verdi, o ator Alberto Sordi, o tenor Luciano Pavarotti, a bailarina Carla Fracci e a cientista e Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini.

Elas foram erguidas com o lixo recolhido nas últimas noites diretamente da área do rio e carregado na madrugada até a praça.

"Reproduzimos rostos conhecidos de alguns dos italianos que engrandeceram nosso país no mundo. A mensagem é muito clara: é preciso recuperar a cultura e a imagem da Itália no exterior. Se o nosso país é frequentemente associado aos clássicos clichês da 'máfia, pizza e bandolim', hoje se somou a esta lista o grave problema do lixo", disseram os organizadores.

A crise do lixo é um problema recorrente em Nápoles, onde desde outubro a situação se agravou.

Com o protesto de ontem, jovens arquitetos e designers do estúdio "Made-4u", junto ao grupo "My Trastevere", quiseram dar ao grave problema do lixo uma "conotação positiva".

"Esta foi nossa última manifestação, Na próxima quarta-feira (17) revelaremos nosso projeto", anunciou o grupo.

A crise do lixo voltou a afligir Nápoles, onde há cerca de um mês se acumulam toneladas pelas ruas. A cidade procura desesperadamente uma solução.

Durante a noite só foram coletadas "as 600 toneladas habituais de resíduos em Chiaiano. Isto significa que outras mil toneladas continuam nas ruas", disse a prefeita de Nápoles, Rosa Iervolino Russo, que fez um balanço da situação, anunciando uma reunião ainda hoje com o governador Stefano Caldoro e o presidente da província de Nápoles, Luigi Cesaro.

"Esperamos chegar a uma solução, que necessariamente terá que contar com a solidariedade das outras províncias da Campania (como Caserta, Benevento e Avellino)", porque "não é possível que não existam em toda a região lugares seguros e longe dos centros populacionais onde descarregar os resíduos, ainda que em pequenas quantidades", frisou Iervolino.

Com informações da www.ansa.it/www.ansalatina

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