quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Estado vai produzir primeiro medicamento genérico contra Aids

O medicamento Tenofovir será produzido na Funed.  
O Tenofovir, medicamento importado, de alto custo, usado no tratamento da Aids, passará a ser produzido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório farmacêutico público do Governo de Minas, para distribuição em todo território nacional. Será também o primeiro antirretroviral genérico produzido no país. O registro, ou seja, a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção do Fumarato de Tenofovir Desoproxila (nome do genérico) pela Funed, foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana. 

Para o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, “essa conquista representa o pioneirismo e a capacidade de inovação da Funed, como organismo que rompe fronteiras da biotecnologia, desenvolvendo produtos de valor estratégico para Minas Gerais e Brasil. Essa parceria comprova a confiança e o reconhecimento do ministério”, ressaltou. 

De acordo com a chefe da Divisão de Desenvolvimento Farmacoténico e Biotecnológico da Funed, Sílvia Fialho, desde que a patente do medicamento expirou, em 2009, a direção da Funed priorizou o desenvolvimento do Tenofovir. “Desde então, toda a equipe vem trabalhando, em parceria com os laboratórios Blanver e Nortec, no projeto. Depois de meses de estudos e testes, solicitamos o registro do medicamento junto à Anvisa e, agora, estamos aptos a produzir”, disse Sílvia Fialho. 

O Ministério da Saúde considera o Tenofovir um item de interesse público, estratégico para a saúde pública no país. Segundo dados da Coordenação Geral de Recursos Logísticos do Ministério, o Tenofovir é um dos itens mais caros do programa – corresponde a quase 10% dos gastos de tratamento do programa DST/Aids – e é utilizado por mais de 30 mil pacientes em todo o país.

Com a produção pública da Funed, no período de quatro anos, o Brasil poderá ter uma economia de R$ 110 milhões. Além da Funed, o Laboratório Farmacêutico Oficial de Pernambuco (Lafepe), em parceria com a Cristália, está desenvolvendo o produto.

De acordo Sílvia Fialho, a expectativa é de que o primeiro lote seja produzido no primeiro semestre deste ano. “Esse é um trabalho conjunto, de parceria. Nos testes e desenvolvimento do piloto, a Nortec disponibilizou o ativo e a Blanver e a Funed fizeram a formulação do comprimido”, explica. Inicialmente, o Tenofovir Funed será disponibilizado em embalagens com 60 comprimidos. “A Fundação terá capacidade para atender a metade de toda a demanda do Ministério. No primeiro ano, esperamos produzir cerca de 13 milhões de comprimidos, com expectativa de chegar, ao final do contrato, com 50 milhões de unidades produzidas”, reforça.

A Funed, laboratório oficial do Estado de Minas Gerais, já produz atualmente outros dois medicamentos antiretrovirais – Nevirapina e Lamividuna + Zidovudina – que compõem o coquetel de tratamento da Aids. A demanda do Ministério da Saúde para 2011 é de 6 milhões de comprimidos de Nevirapina e 13,5 milhões de Lamivudina + Zidovudina.

Parcerias

O acordo assinado entre a Funed e as empresas prevê a transferência da tecnologia completa para a etapa de produção do medicamento no prazo máximo de quatro anos. Também determina que a Nortec desenvolva e produza o ativo nacionalmente, sem a dependência da importação da matéria-prima. Pelo acordo, até o final do contrato, todas as etapas, desde o desenvolvimento e produção serão feitas na Funed.

A definição e incentivo para o desenvolvimento e produção dos medicamentos estratégicos de alto custo pelos laboratórios oficiais faz parte da Política Nacional de Desenvolvimento de Fármacos do Ministério da Saúde. A Funed já atende a essa política com a produção da Vacina contra meningite e agora, amplia sua participação e há expectativa de novas ofertas.

Demais parcerias também foram firmadas pela Funed com outras indústrias farmacêuticas para produção de outros medicamentos de alto valor agregado. Dentre eles o EntecaVir, outro antiretroviral usado no tratamento da Aids, o Donepezila, usado no tratamento de Alzheimer, a Atorrvastatina, usada para controle de colesterol; Pramipexol, medicamento para mal de Parksinson; além de um indicado para o tratamento de artrite reumatóide, outro para tratamento da hepatite e ainda duas vacinas: a Vacina 23valente pneumocócica e a  Vacina heptavalente, que poderá ser usada contra difteria, tétano, pertusis, hepatite B, Hib, poliomielite, meningite C. Esta última é uma parceria entre Funed, Instituto Butantan e Biomanguinhos.
jornalvarginhahoje

1 Comentário:

Ministério da saúde disse...

Olá blogueiro!
A melhor prevenção é a informação e usando a camisinha, todos curtem melhor a vida e sem preocupação. Homens e mulheres, de qualquer idade, orientação sexual ou classe social são vulneráveis ao vírus HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ajude a divulgar informações e conscientizar mais pessoas sobre as formas de contágio e prevenção de DSTs. A camisinha é segura e a maior aliada nesse combate. Ela é distribuída gratuitamente na rede pública de saúde.
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Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br, http://www.aids.gov.br ou http://www.formspring.me/minsaude
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Atenciosamente,
Ministério da Saúde.

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