quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A guerra no mar

ilustração/google
Nestas lutas os aliados estavam mais do que bem. Pelo fim de março, cálculos não oficiais indicavam o total das perdas britânicas e francesas em 211 navios, perfazendo 810.000 toneladas. As perdas em navios de todas as nações beligerantes e neutros atingiam 7.300 toneladas diárias, em comparação com as 20.000 toneladas registradas durante o período da guerra irrestrita de 1917. O que era mais encorajador era a prova de que os afundamentos estavam em declínio, o que era, em grande parte, devido ao bom êxito do sistema de comboio. As perdas de navios aliados e neutros somavam 90.000 toneladas em março contra 200.000 toneladas em fevereiro.
Mesmo na semana que terminava a 20 de fevereiro, e a qual mostrava a perda de 20 navios, apenas cinco britânicos havia entre estes. Entre 26 de fevereiro e 3 de março, a Grã-Bretanha perdeu somente dois navios pequenos, somando 1886 toneladas. E a 30 de março, Mr. Churchill anunciou que durante a quinzena anterior apenas um navio britânico havia sido afundado em conseqüência de ação inimiga.

Nesta situação, a Alemanha lançou toda a sua fúria contra a navegação neutra. O completo desprezo pela lei do direito internacional demonstrado pelos nazistas com o afundamento de navios beligerantes sem aviso prévio, e o espalhar indiscriminado de minas, ficou mais luminosamente em evidência com os seus ataques deliberados às tripulações dos navios mercantes. Durante o mês de fevereiro, em que foi informada a perda de 25 navios britânicos, as nações neutras perderam 39. Até 14 de fevereiro a Suécia tinha perdido, desde o rebentar da guerra, 32 navios de carga, com 228 marinheiros mortos e 15 perdidos. De conformidade com o ministro sueco das relações exteriores, sete desses navios foram indiscutivelmente afundados pelos submarinos da Alemanha, três dos quais quando estavam a caminho de portos neutros; e do total de 32 apenas sete tinham a Grã-Bretanha como destino. Até 21 de fevereiro, a Noruega perdera 49 navios e 327 marinheiros. Um total de cerca de 200 navios neutros fôra destruído até o fim de março. Somente num comboio aliado, onde suas probabilidades de afundamento eram de um contra 800, estava um navio neutro razoavelmente protegido nos mares. Mas, se a navegação aliada era martelada e a neutra ameaçada, a navegação alemã era varrida dos mares. Pelo fim de março, 38 navios somando cerca de 200.000 toneladas tinham sido postos à pique, a maioria pela própria tripulação a fim de evitar a captura. Quando foram acrescentadas as cem mil toneladas da navegação alemã tomadas pelos aliados, elas somaram cerca de 8% da marinha mercante da Alemanha. As restantes estavam presas em portos alemães ou neutros ou confinados, no que dissesse respeito à navegação, às águas do Báltico e dos estados neutros do norte.

A rota principal deixada aberta para a navegação alemã ficava ao longo da costa norueguesa. A Alemanha tinha preparado um caminho marítimo que permitia aos seus barcos navegar de Murmansk para os portos alemães, mantendo-se dentro de águas territoriais neutras durante todo o trajeto. Na última parte de fevereiro, foi informado que vasos de guerra aliados estavam cruzando o Ártico na região de Murmansk e Petsamo. Protestos da Noruega à Grã-Bretanha pelos fins de março revelaram que destróieres britânicos mantinham estreita vigilância sobre navios alemães carregados de minério, os quais às vezes viajavam dentro do limite de três milhas. Uma nova dosagem de audácia nas operações efetuadas pelos submarinos britânicos conduzia no dia 22 de março ao torpedeamento de um cargueiro alemão carregado de minério na zona fortemente minada do Kategat, e no dia seguinte outro cargueiro foi afundado na mesma área. Foi tornado claro que em ambos os casos, em contraste com os métodos nazistas, os comandantes dos submarinos britânicos tomaram providências para o salvamento das tripulações alemães e efetuaram a destruição dos navios sem perda de vidas.

A esse tempo o bloqueio abrangia um campo ainda mais vasto. Informações de que mercadorias eram transportadas pelo mar à Alemanha através de Vladivostok e de que a Alemanha tinha feito propostas tanto à Rússia tomo ao Japão para a criação de bases submarinas no Pacífico, eram seguidas de notícias de atividade naval aliada no Extremo Oriente. Pelos fins de março, pelo menos dois navios russos - um dos quais tinha sido capturado já a 13 de janeiro - tinham sido apreendidos com a sua carga de metais em Hong Kong pelos navios de guerra britânicos. Um protesto soviético conduziu a nada mais que a entrega desses navios aos franceses por "motivos administrativos". Estava ficando claro que, onde os aliados suspeitavam que uma carga se destinava à Alemanha, ficavam cada vez menos inclinados conceder aos neutros o benefício da dúvida.

Seria esperar demais que uma atividade tão constante e de tão longo alcance pudesse ser executada inteiramente sem perdas. Assim mesmo, o preço que os navios aliados eram forçados a pagar durante esse período foi comparativamente pequeno, e muito inferior ao registrado durante os primeiros meses da guerra. Nenhum navio de importância fôra afundado, conquanto o Nelson tenha sido danificado por uma mina e outro cruzador levemente atingido durante um reide aéreo sobre Scapa Flow. A 16 de janeiro, foi revelado que três submarinos britânicos tinham sido perdidos enquanto "empenhados num serviço particularmente perigoso" - presumivelmente uma tentativa para alcançar a base naval alemã da enseada de Heligoland. Dois destróieres, o Grenville e o Exmouth, foram perdidos pelos britânicos durante o mês de janeiro; outro, o Daring, foi torpedeado em fevereiro; e em março o destróier francês La Railleuse foi a vítima de uma explosão no porto de Casablanca. Contra essas perdas menores, a Grã-Bretanha tinha cinco navios grandes quase prontos, esperando-se que dois desses entrassem em serviço na primavera. A França tinha um vaso de guerra para ficar pronto provavelmente no decurso do ano, e outro, o Jean Bart - o segundo de quatro em construção - chegou à fase de lançamento nos primeiros dias de março.

As perdas alemães eram menos fáceis de se avaliar, pois que a frota nazista era demasiadamente importante para ficar inativa. Mais notável era a carência de qualquer ação de parte dos couraçados de bolso. Em teoria, a Alemanha deveria ainda possuir dois desses depois da perda do Graf Spee, Mas, um deles, o Admiral Scheer, não dera notícia de si desde que a guerra tivera início. Quanto ao Deutschland, a última notícia obtida foi a declaração curiosa de 25 de janeiro de que ele retornara à sua base e fôra rebatizado com o nome de Lutzow a fim de reservar seu antigo nome para um navio mais poderoso. Já que um dos cruzadores alemães em construção havia sido batizado com o nome de Lutzow, esse procedimento pareceu extraordinariamente singular. Mas, qualquer que fosse o seu nome, nada mais dele foi ouvido; e parecia haver certa razão para a suspeita de que ambos os navios de batalha de bolso tinham sido postos fora de ação no decurso dos vários ataques britânicos pelo ar e por meio de submarinos.

Na questão da guerra submarina, a posição alemã era da mesma forma difícil de ser calculada. A despeito dos clamores alemães sobre produção em massa, era altamente duvidoso que mais do que quatro botes submarinos por semana tivessem sido completados, e um número mais baixo estaria provavelmente mais próximo da verdade.

Isto faria pouco mais que manter o equilíbrio com a base aliada de destruição, conservadoramente calculada entre dois a três por semana. Informes sobre a natureza dos novos submarinos alemães eram igualmente variados; mas a sugestão de que a Alemanha se empenhava pela obtenção de unidades maiores capazes de mais largo campo de ação, viria ficar comprovada por evidências definitivas.

fonte:  http://www.2guerra.com.br

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