quarta-feira, 11 de maio de 2011

Confronto de alienígenas na Terra

Um bom filme de ficção científica em cartaz. Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four, EUA, 2011), era para ser a nova aventura de Michael Bay após os dois primeiros Transformers, mas uma terceira aventura da saga dos veículos alienígenas levou o projeto para outras mãos. Melhor assim, pois a escolha de D.J. Caruso foi muito acertada. O diretor dos bons Roubando Vidas (2004) e Paranóia (2007) deixou a história do seu jeito e ainda pegou dicas com o próprio Bay para transformar o romance teen em uma boa ficção científica de aventura. 
 
 
A história começa com o tal Número Quatro do título (Alex Pettyfer) se divertindo em uma praia da Flórida com uma turma de adolescentes. Quando está quase se dando bem com uma garota local, na água, uma de suas pernas começa a queimar e a emitir raios de luz azul. 
 
Enquanto o fenômeno ocorre, ele recebe um recado telepático de que o número Três está morto e ele será o próximo alvo. O jovem é, na verdade, um ex-habitante do planeta Lorien, que foi destruído pelos mogadorianos, seres alienígenas que agora estão na Terra em busca de domínio do planeta e atrás de nove jovens a quem foram dados poderes especiais e que, se reunidos, poderiam derrotar os seus inimigos e salvar seu novo lar planetário. Quatro, rebatizado como John Smith, e seu guardião Henri (Timothy Olyphant), que se passa por seu pai, se mudam para um estado distante, para tentar despistar os perseguidores. 
 
Mas John, como qualquer adolescente, se rebela e vai para a escola, onde obviamente não passa despercebido. Já no primeiro dia, se apaixona pela bela fotógrafa Sarah (Dianna Agron), trava amizade com o nerd Sam (Callan McAullife), e tem de enfrentar o bullying do atleta do time local (Jake Abel) e sua turma. É quando começa a descobrir seus poderes, os quais terá de conhecer melhor e dominar para conseguir enfrentar os terríveis inimigos à altura. A batalha final é muito bem feita, cheio de bons efeitos especiais, com exceção para os monstros alienígenas que acompanham os mogadorianos, que deixam algo a desejar.

O filme, como se vê, incorre em diversos clichês dos filmes para adolescentes e a criatividade não é um de seus pontos fortes, mas ainda assim é uma diversão bem realizada, que prende o espectador com suspense bem construído. Eu Sou o Número Quatro é um misto de filme de ficção científica com filme de ação, tendo ainda suspense e um forte elemento romântico, tudo muito bem equilibrado por D. J. Caruso, que dosa bem os gêneros e mostra mais uma vez ser um diretor bastante competente. Alguns críticos enxergaram uma associação deste filme com a saga Crepúsculo, que faz algum sentido, tendo um alienígena no lugar do vampiro. O projeto é também uma primeira aventura que serve como introdução para possíveis novas aventuras da saga. Porém, ao contrário de outras tentativas de se iniciar franquias na marra e que foram malsucedidas, Eu Sou o Número Quatro foi feito de maneira centrada, ou seja, se concentrando apenas na história que estava contando. Com isso, acaba aumentando a chance de ter em breve um número dois.
Cotação: *** (bom)

porFlavio Orsini Costa Val
jornalvarginhahoje

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