segunda-feira, 20 de junho de 2011

A arqueologia do vinho

A arqueologia do vinho é na verdade uma indústria propriamente dita, que no Piemonte fatura milhões de euros por ano. Uma agradável tradição para o convívio. Uma força motriz do turismo na região. Mas ao mesmo tempo uma realidade milenar, cujos primeiros sinais de vida surgiram em escavações arqueológicas de épocas remotas.
 



O vinho, desde os primórdios, é o centro de uma mostra "eno-arqueológica" exibida em Materima, um espaço expositivo em Casalbeltrame (Novara), com mais de 350 achados que, até 5 de agosto próximo, falam sobre todas as civilizações vinícolas do Mediterrâneo.


A exposição se divide em quatro partes, com a curadoria de Giuseppina Cianferoni, e cobre um período que vai do terceiro milênio a.C. ao século XIX d.C.: dos restos mais antigos do Oriente Próximo à Grécia, da Etrúria a Roma, para finalmente passar pela Idade Média e pelo Renascimento, chegando até o período do Risorgimento.


A primeira parte trata da vinificação e da viticultura, passando pela ideologia do simpósio grego e etrusco, com uma janela sobre o comércio do vinho etrusco, para terminar nos banquetes da época romana. A segunda seção se refere à Grécia e ao Oriente Próximo; a terceira à Etrúria e Roma; e a quarta apresenta uma visão geral da Idade Média e da Renascença, até chegar ao Risorgimento.


No fim desse percurso há duas salas de exposições onde se recriaram cenários pitorescos e sensoriais: um fundo de mar com os restos de um navio comercial dos tempos etruscos, e uma sala de época romana.


Todas as etapas da história do vinho são contadas mediante materiais arqueológicos: pinturas em vasos, placas em alto relevo, esculturas. Como a preciosa cena de um banquete sobre placa de argila datada do século VI a.C., ou os vasos gregos com figuras vermelhas que representam a colheita e o esmagamento das uvas (com 2.500 anos).


Além dos gregos, há também os etruscos, grandes amantes dos banquetes, como provam as peças fúnebres de Populonia. Também se exibem as estatuetas romanas de Dionísio, os vasos de Anatólia, as taças de Micenas vindas de Rhodes (como os dos grandes príncipes dos poemas homéricos), canecas medievais e renascentistas, objetos de vidro de Damasco, mas também garrafas e copos de vidro recuperados dos destroços do transatlântico Polluce, que afundou em 1841.


Para maiores informações sobre a exposição que conta a história de 6 mil anos do vinho, é só acessar http://www.materima.it/.
www.ansa.it/www.italianos.it

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