segunda-feira, 18 de julho de 2011

As faces do contatismo

Por José A. Martínez (Porto Rico) - Tradução e adaptação: Paulo Poian
Quem você anda "contatando" ultimamente?
A fina e frágil linha entre realidade, imaginação e farsa. Crédito: googlestreetview
A palavra contatismo é uma das que tem sido violentadas em tal magnitude que beira ao ridículo, principalmente na era digital em que qualquer pessoa pode escrever e inventar o que bem entender.

Por si só e literalmente, contatismo não quer dizer que seja relacionado com todas as pessoas envolvidas com o enredo extraterrestre, mas este é o nosso tema e é dentro dele nos manteremos. Este tipo de personagem possui várias categorias:


1. Os verdadeiros contatados

2. Os abduzidos

3. Os que têm desvios mentais

4. Transtornos de personalidade

5. Manipuladores

6. Falsos contatados

Caso 1 - Este tipo de contatado geralmente não buscava contato algum, sequer procurava por esta experiência, nunca tinha pensado no assunto da vida extraterrestre ou não era ligado ao tema. Passa por uma mudança notável em sua vida, forma de pensar e amar tudo o que lhe rodeia. Muitas vezes, tem a rejeição de toda a família, que não o compreende e às suas transformações. Em geral este tipo de contatado não se lança atrás de fama, notoriedade ou dinheiro, mas sim busca uma forma real de fazer um mundo melhor.

Caso 2 - São pessoas que têm tido uma experiência não desejada com possíveis entidades alienígenas e são forçadas ao contato, levadas contra sua vontade, ficando um trauma dos fatos vivenciados como algo extremamente negativo, devido ao trato recebido de seu captores, lhes fazendo alegados exames médicos forçados. Este tipo de pessoas ficam marcadas para sempre pelas ocorrências traumáticas, ver de frente um ou vários supostos extraterrestres manipulando-os sem demonstrar qualquer sentimento. Não se consideram contatados e em alguns casos terminam pedindo ajuda e tratamento profissional para poder lidar com o trauma causado pela alegada experiência.

Caso 3 - Este tipo de imaginados contatados são aqueles têm traumas desde que eram meninos. Estudos em psicologia contemporânea explicam que casos puderam ter relação com o passado de abusados sexualmente por um adulto ou familiar próximo, e para lidar com o trauma do abuso correm o risco de ver e conversar com amigos imaginários, criando assim uma linha finita da realidade à fantasia, chegando à beira do delírio em crer em algo que não está ali. Dentro deste tipo 3, podemos acrescentar casos de homens ou mulheres maltratados fisicamente, pelo cônjuge, pai ou mãe e nisto cria-se uma rejeição a pessoas, seja homem ou mulher, parte materna ou paterna, desencadeando atos de violência verbal ou física para um dos dois gêneros.

Caso 4 - Os transtornos de personalidade são desajustes ou desordens, produto de diferentes causas biológicas ou meio ambientais e, ainda que tenha que fazer classificações segundo certas categorias comumente aceitadas, o diagnóstico deve ser feito de forma individual. Há que ter presente que a mesma causa pode ter síndromes diferentes e uma síndrome determinada pode ser a manifestação de causas diversas, condicionada pela constituição biológica e o meio familiar, escolar e social no qual o indivíduo se encontre.

Os obstáculos que impedem que uma personalidade se desenvolva eficazmente se conhecem com o nome de frustração, corresponde às circunstâncias que determinam que uma necessidade ou motivo fracassem em ser satisfeitos. O estado emocional que acompanha a este fato se denomina pressão psicológica, tensão ou ansiedade.

Os transtornos de personalidade limitam-se, portanto, a problemas emocionais, afetivos e sociais. Estes últimos só quando tenha evidências de que foram causados por perturbações emocionais ou afetivas subjacentes, e não quando são produzidos por situações ambientais propriamente, ainda que seja muito difícil separar em ocasiões a origem e as conseqüências destes transtornos, que são, bem mais, uma rede complexa difícil para determinar as causas e os efeitos.

Ainda que não todos os transtornos de personalidade levem a condutas de inadaptação social, há uma freqüência de que as perturbações emocionais dão como conseqüência um desajuste social, e que não está de acordo ao meio que lhe rodeia, criando assim conflitos com pessoas ou grupos na sociedade.

Caso 5 - Manipuladores. Estes são os que gostam de lançar pedras e esconder a mão. Dizem "não fui eu" ou "jamais disse isso", como também "sou vítima de ataques". "Fulano é negativo, mas não diga que te contei", e costumam lhe dar uma mão com um belo punhal por trás da outra. Já ouviu isto antes? Pois este tipo de pessoas buscam é outra coisa, dividir amizades, grupos e pessoas que levam anos de muito boa relação e este tipo não é grato em nenhum lado que se apresente, pois criam controvérsia com seus argumentos sem base alguma. São pessoas que dizem uma coisa e fazem o contrário, criam desunião.

Caso 6 - Falsários do ETs. Existem muitos contatados farsantes, que o alegam ser e não sabem nem os absurdos que dizem. Freqüentemente, misturam histórias por cima de histórias, com a nítida intenção de confundir e dominar seus seguidores. Se compararmos o Caso 1 com o Caso 6 notamos as grandes diferenças. Contos de pessoas que alegam ser contatadas e falam como alguém especial, escolhido por seus alegados interlocutores espaciais, como se fossem conhecidos vizinhos e amigos de sempre.

Escrevem livros sem sentido com base em experiências reais de outros e lhes atribuem como se fossem deles, demonstram quão vazios estão em suas experiências, mas geralmente criam como ninguém uma mistura de crenças, adotando-a ao contatismo extraterrestre. As pessoas que se acercam a esta classe de enganadores podem terminar confundidas e até controladas destes falsos gurus, tonando-se vítimas de abuso de alguma índole, financeira, física ou mental e isto é muito perigoso.

Estamos numa etapa em que o estudo do comportamento humano demonstra uma parcela da sociedade que está doente, e busca um escape, uma fuga para sair dos inúmeros problemas que nosso meio nos criou, ou vice-versa e, muitas vezes, tratamos de escapar da realidade caindo nos engodos do imaginário e inverossímil.
 


Paulo R. Poian. Blog: http://www.ufo.com.br/blog/paulopoian

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