sábado, 26 de novembro de 2011

Relembrando o Caso João Prestes Filho, 65 anos depois

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga
 Lavrador que sofreu o ataque fulminante de uma luz alienígena
Um dos casos mais insólitos da Ufologia, na memória de seus pesquisadores. Ilustração. Crédito: Carl Rofe/thekeyboard



Em 04 de março de 1946, uma segunda-feira, mais de um ano antes do início do que se convencionou chamar de Era Moderna dos Discos Voadores, na pequena cidade de Araçariguama, distante cerca de 70 km da capital paulista, 13 km de São Roque e 20 km de Santana de Parnaíba, ocorreu um dos casos mais fantásticos, intrigantes e polêmicos da Ufologia em todos os tempos. O mundo ainda se refazia dos estragos causados pela Segunda Guerra Mundial - a mais destrutiva da história, que culminou com a explosão de duas bombas atômicas, arma até então desconhecida - quando o lavrador João Prestes Filho, 44 anos, sofreu o ataque de uma luz misteriosa e mortal. Não soube precisar de onde esta provinha e acabou morrendo em menos de nove horas, dentro de um quadro de horror dantesco que lembrava o das vítimas de Hiroshima e Nagasaki.

Na época, a cidade não dispunha de luz elétrica, telefone ou rede sanitária. Havia apenas um aparelho de rádio entre os habitantes e as pessoas se amontoavam em volta dele para acompanhar os jogos do campeonato paulista de futebol e ouvir as notícias do dia a dia. No campo não se usava arado, só enxada e enxadão. No incipiente comércio local havia apenas poucas mercadorias à venda, todos produtos vindos de fora, tais como roupas, latas de sardinha, mortadela, sal e querosene. Os produtos do lugar eram bem poucos, em geral gêneros como feijão, arroz e batata. Todos se conheciam nas ruas e nos caminhos da tranqüila Araçariguama.

Qualquer coisa - desde a compra de uma garrafa de leite à entrega de uma carta - era um fato importante e inesquecível na vida dos pacatos habitantes. O que dizer então de um acontecimento como o do humilde agricultor João Prestes? Tanto que, mais de meio século depois, ainda encontramos testemunhas vivas que se recordam perfeitamente do caso. Assim, com o propósito de resgatar um dos maiores clássicos da Ufologia Mundial, dirigimo-nos à cidade em 1998 para pesquisar os fatos. Antes fizemos uma parada em São Roque, onde nos hospedamos no Hotel Minas Gerais, um dos piores das redondezas.

O desconforto, porém, foi compensador, pois na manhã seguinte encontramos em meio a uma pilha de jornais velhos um exemplar de O Democrata, de 12 de abril de 1997, que trazia em sua seção de falecimentos uma notícia que, apesar de triste, forneceu fortes e decisivas pistas que nos levariam às testemunhas do caso. Dizia a notícia: "Faleceu no dia 06 de abril passado, em sua residência nesta cidade, o senhor Roque Prestes, membro de tradicional família da comunidade, como também soldado constitucionalista da Revolução de 1932. O saudoso extinto contava 91 anos de idade, era viúvo de Inilde Veronezzi Prestes e deixa os filhos João Sérgio, Therezinha, Maria Aparecida, Luiz Prestes, José Carlos, Roque Prestes Filho, Benedito Santana e Ana Maria Prestes. Era irmão de Lázaro João Prestes (falecido), João Prestes (falecido) e dona Benedita Maria Prestes e Laudelina Prestes (falecida). Deixa netos, bisnetos e tataranetos, sobrinhos e parentes..." Era de fato uma família numerosa e conhecida na região.

Localizando familiares

A notícia nos mostrou que Roque Prestes, o falecido, era sem dúvida o irmão do 'homem queimado pela estranha luz', conforme João Prestes ficou conhecido na cidade. Lamentamos ter chegado um pouco tarde e perdido a chance de consultar tão valiosa fonte histórica. Sem desanimar, no entanto, concentramo-nos nos nomes acima e conseguimos obter o telefone de Luiz Carlos, filho de Roque. Este, por sua vez, indicou-nos o nome de Vergílio Francisco Alves, irmão de leite de Roque e primo de João, que se revelaria uma fonte tão boa quanto o falecido. O próprio Luiz Carlos, a quem entrevistamos por último, concedeu-nos um proveitoso depoimento. Ambos residiam em São Roque.

Ao chegarmos à casa de Vergílio, sua filha nos informou que naquele momento ele se encontrava capinando o terreno do outro lado da rua, onde, sozinho, cultivava cana-de-açúcar, laranja, mexerica e banana...



 Agradecimentos a:

Paulo R. Poian.
Coordenação Portal da Ufologia Brasileira 
Consultor da Revista UFO Brasil

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