Cessa tudo quanto a musa canta quando um poder mais alto se levanta. (Camões)When the Moon is in the Seventh House And Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars
GRAÇAS ÀS HÁBEIS chicanas platônicas, a humanidade tem sucumbido em reboliços.O século passado viveu o ápice da estupidez.O mecanicismo levava a civilização de roldão, mas no meado duas atômicas acabaram com a escuridão.A nova geração veio por outro norte, mais consistente. O discurso político perdeu seu privilégio. "O explosivo ano de 1968 começava luminoso." (F. Tavares, ZH, 4/12/2007, p. 21.)
A ética se impunha à armação dialética:"O ano de 1968 talvez haja constituído um divisor de águas: desde então assistimos ao progressivo refluxo da maré, o qual se acentuou em 1989/91. O século XXI poderá conhecer, após calamidades imprevisíveis - guerras, novas revoluções e catástrofes ecológicas - o princípio da reconstrução da ordem internacional, uma reorganização em escala mundial do Estado de Direito Liberal." (Penna, J. O. de Meira, O Espírito das Revoluções, p. 46.)
Tudo parecia muito claro, e fatal:
"A consciência humana está transpondo um limiar tão importante como o que transpôs da Idade Média para a Renascença. O homem está faminto e sedento após tanto trabalho fazendo o levantamento de espaços externos do mundo físico começa a ganhar coragem para perguntar por aquilo que necessita: interligações dinâmicas, sentido de valor individual, oportunidades compartilhadas, efeitos. Nosso relacionamento com os símbolos de autoridade do passado está se modificando, porque estamos despertando para nós mesmos como seres, cada qual dotado de governo interior. Propriedades, credenciais e status não são mais intimidativos. Novos símbolos estão surgindo: imagens de unidade. A liberdade canta não só dentro de nós, como em nosso mundo exterior. Sábios e videntes previram esta segunda revolução. O homem não quer se sentir estagnado, o que deseja é ser capaz de mudar." (Richards, M.C., The Crossing Point; cit. Ferguson: 57)"A sociedade da alienação tem que desaparecer da história. Estamos inventando um mundo novo e original. A imaginação está tomando o poder", anunciavam os artífices.
O laser do Quartier Latin de fato logrou alguma mudança. Muros ruiam, o congraçamento se fazia iminente, mas o que ora temos? Com o arquinimigo prostrado, e as atômicas vetadas, resplandece flamante o leviathan, com corte modernizado, não mais vestindo farda, mas engalanado em cartola. Tampouco prosperará.
O poder da força bruta
A maior parte da trajetória humana pautou pela força em detrimento da razão.Quando explodiram as atômicas, contudo, a humanidade constatou que um menor poderia sobrepujar a união de todas as forças. Ora tudo seria mais sutil.
O poder do dinheiro
Não há dúvidas da capacidade geradora do dinheiro, mas, até o limiar do século passado, nem era assim, tão considerado. Afinal, o que adquirir com cartões corporativos, numa sociedade que desconhecia até mesmo a luz elétrica?Aos poucos, contudo, sorrateiramente, foi a força da pecúnia carreando o incremento acelerado da indústria de chaminé. Hoje as crianças usufruem de pujante parque, repleto de quinquilharias.Ligando as atômicas com a riqueza de quem as detinha, a humanidade obteve a certeza: era a abundância, e não a mendicância, era o capitalismo, e não o socialismo, era a força do rico que deveria comandar o rebanho. Então voltaram os pastores, desta feita não mais prometendo acabar com os diabos, postos já liquidados, mas acenando com pasto-verde no fundo do corredor.
O precipício
Supondo estarem de posse de todos os prerequisitos ao exercício do poder, ou seja, com os inimigos esmagados, com a força bruta do Estado concentrada, e a captura da chave do cofre, inúmeros incautos ascenderam e permanecem usufruindo de seus parcos e inconfessáveis ideais. Julgam-se incólumes, e para eles o melhor era o mundo se cristalizar. Lêdo engano.
2008
Vemos no globo revoltas generalizadas. Seja na Itália, na França; na Ásia ou no Oriente Médio.Nos EUA uma reversão espetacular se anuncia, sob o comando de uma estirpe nada anglosaxã.A pacata América Latina acende suas tochas. Não há mais lugar para os Chávez, os Kirchners, os Bachelets. A Bolívia se divide. O Paraguai se modifica. O Perú correu com o japonês, e seu sucessor. No Brasil, jamais houve uma catarse tão formidável, uma expurgação alastrada.Governo Federal e governos estaduais são pilhados diariamente em flagrante delito, mas ainda resistem. A teimosia é inóqua, destinada ao completo fracasso. Desta feita efeito atômico é quase imperceptível; porém, ainda mais decisivo:
"Depois do ano 2000, aproximadamente por volta do ano 2014, dizer que este eixo passa para a constelação de Aquário, dando assim início a uma nova Era da História da Humanidade. Ela anuncia um estado superior da evolução humana - um estado de esclarecimento individual - iluminação ou lucidez da consciência. O homem da Era de Aquário é o homem independente. É o homem que elabora o processo da liberação total." (Martha Pires Ferreira (1972))Alvin Toffler foi capaz de perceber, e adiantar:“A aceleração da mudança na nossa época é, ela própria, uma força elementar, fundamental. Este impulso de aceleração oferece conseqüências pessoais e psicológicas, assim como sociológicas.” (Toffler, Alvin, O choque do futuro, Introdução.)As mudanças serão no seio do poder. Ele já acusa o abalo. A responsável pela façanha é a capacidade cognitiva. O conhecimento sobrepuja a força bruta e até mesmo do dinheiro, e ambas juntas:"O núcleo do novo paradigma é o reconhecimento de que a ciência moderna confirma uma idéia antiga - a idéia de que consciência, e não matéria, é o substrato de tudo que existe." (Amit Goswami)Entre tantos futurólogos, tudo isto havia sido predito logo após a II Guerra, por um astrólogo muito diferenciado:
"Esta organização não pode ser abandonada à iniciativa dos governos: será alcançada quando os povos tiverem uma vontade firme e ativa, porque é renovação radical de todas as antiquadas tradições politicas. A compreensão e a vontade de resolver o problema estão-se generalizando. Acredito na influencia de um individuo sobre outro e acredito no processo de seqüência e encadeamento entre os homens." (Fala Einstein sobra o futuro da humanidade, Folha da Manhã, 4/3/1949.)O quadro está pronto para ser pintado:"Não resta dúvida de que os sintomas desta Era da Intuição já se fazem presentes - em pequenos núcleos - nos mais diferentes setores da atividade humana. A crise é cultural, moral, política, econômica, religiosa, sociológica. E esta crise entrará num crescente enorme - a fome aumentará cada dia mais -, o descontrole geral chegará às vias do absurdo!!! Velhas tradições, velhas convicções, velhos ideais e costumes, velhas leis éticas e metafísicas sofrerão assombrosas modificações antes do surgimento do Novo Ciclo da Raça Humana." (www.constelar.com.br/constelar/04_outubro98/memoria1.php)
fonte: Nav's ALL
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