quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Scala: "Réquiem" Verdiano em apresentação magistral

Buenos Aires - Por Dora Salas  -  Giuseppe Verdi e sua visão antidogmática da morte se transformaram na noite do dia 30 em um concerto magistral no Teatro Colón de Buenos Aires, apresentado pela Orquestra e o Coro do Teatro alla Scala de Milão, sob a batuta do maestro Daniel Barenboim.     A "Missa de Réquiem", concebida na maturidade artística de Verdi (1813-1901), estremeceu com a excelência das vozes, da orquestra e da batuta em um único e desesperado tributo à vida e à música.    Desde o coral "sottovoce", às imagens de comoção e terror de um imponente "Dies irae" e à sensualidade das melodias de acento operístico dos solistas, a plateia mergulhou em um clima perturbador - entre momentos de angústia e outros de esperança, que culminou com um "Amém" quase sobrenatural.  Estas características da obra do grande compositor italiano foram destacadas com sutileza e força pelos músicos do La Scala e por Barenboim. Os prolongados aplausos já se tornaram de praxe neste último mês de apresentações na Argentina do maestro, que nasceu neste país em 1942 e onde estreou como pianista há exatos 60 anos.

A maior sala lírica Argentina, que reabriu após vários anos de restauração, celebra as apresentações do La Scala, que chegou em Buenos Aires como parte das comemorações do bicentenário da Independência local, provou mais uma vez suas qualidades acústicas.

A diretora geral da Fundação do Teatro alla Scala de Milão, Maria Di Freda, conversando com a ANSA sobre o resultado da restauração do Teatro Colón, não hesitou em afirmar que "sua acústica é excepcional".

Di Freda indicou que "o critério conservador escolhido para a restauração do Colón lembra aquele adotado na parte monumental do nosso Scala" e acrescentou que o "projeto de viajar para a Argentina, um país geograficamente distante da Itália, mas ao mesmo tempo muito próximo, estava presente desde 1996".

"Sem dúvida, esta primeira turnê de nosso Coro e Orquestra em Buenos Aires, não poderia ter uma oportunidade melhor do que a celebração do bicentenário da Independência", enfatizou ela, ao recordar o esforço conjunto das autoridades locais, de Milão, dos dois teatros e das empresas privadas que financiaram "este sonho".

O "Réquiem", que estreou na igreja de San Marco em Milão em 1874, no primeiro aniversário da morte do poeta italiano Alessandro Manzoni, é um "clássico" do La Scala em suas apresentações no exterior.

Esta obra-prima, perturbadora em sua complexidade e que vai além de um enfoque litúrgico, para penetrar no sofrimento da morte de todo ser humano, deu lugar na noite  do dia 30 à grande atuação dos solistas, com destaque para a soprano Marina Poplasvkaya e a mezzo Sonia Ganassi.

O tenor Giuseppe Filianoti e o baixo Kwangchul Youn também deram sua valiosa contribuição, em particular no "Lux Aeterna".

As apresentações do La Scala em Buenos Aires, onde no domingo (29) ofereceu a versão em concerto da "Aida" de Verdi, terminaram ontem (31) com esta mesma ópera.

As palavras do embaixador italiano na Argentina Guido La Tella, sobre as relações culturais entre os dois países, são sem dúvida a melhor definição para estas noites: "A Itália tem uma elevada tradição cultural para oferecer, como provou a realidade, graças ao trabalho e ao esforço de todas as partes envolvidas", disse ele.
 
www.ansa.it/www.italianos.it

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