quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A emergência do novo paradigma: comunidade planetária e cósmica

Estudo da real mutação de consciência e percepção humana, sob a ótica do século XXI
Uma simples célula, pode ser vislumbrada como uma entidade individual. No entanto, é incomensuravelmente maior e mais importante que isso. Assim são os diferentes universos, do nano ao macro. Crédito: Moffitt
Por João Martins/Linhasnomades

A consciência da crise planetária em reconhecimento

• Os recursos tem limites, pois nem todos são renováveis;
• O crescimento indefinido para o futuro é impossível;
• O modelo de sociedade e o sentido de vida que os seres humanos projetaram para si, pelo menos nos últimos 400 anos, estão em crise;
• O modelo em termos de lógica do cotidiano era e continua sendo: o importante é acumular grande numero de meios de vida, de riqueza material, de bens e serviços para desfrutar a curta passagem pelo planeta;
• A ciência, que conhece os mecanismos da Terra, e a técnica, que faz intervenções nela para benefício humano, nos ajudam a realizar os propósitos deste processo, com a máxima velocidade possível;
• Nesta pratica cultural, o ser humano se entende como um ser sobre as coisas, jamais como alguém que está junto com as coisas, como membro de uma comunidade maior, planetária e cósmica.

Levando adiante este nosso sentido de ser e, se dermos livre curso à lógica produtivista, poderemos chegar a efeitos irreversíveis para a natureza e a vida humana, como aparentemente todos sabem.

Mudança de comportamento na ciência

Neste contexto dramático, a ecologia está sendo evocada. O que se visa não é o meio ambiente, mas o ambiente inteiro. Um ser vivo não pode ser visto isoladamente como um mero representante de sua espécie, mas deve ser visto e analisado sempre em relação ao conjunto das condições vitais que o constituem e no equilíbrio com todos os demais representantes da comunidade dos viventes em que se apresenta.

Tal concepção fez com que a ciência deixasse os laboratórios e se inserisse organicamente na natureza, onde tudo convive com tudo formando uma imensa comunidade ecológica. Um saber das relações, interconexões, interdependências e intercâmbios de tudo com tudo em todos os pontos e em todos os momentos.
Não pode ser definida em si mesma, fora de suas implicações com outros saberes. Ela não é um saber de objetos de conhecimento, mas de relações entre os objetos de conhecimento. É um saber de saberes, entre si relacionados.

Deve articular-se em quatro eixos que se interpenetram:

Ecologia ambiental - Esta primeira vertente se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos. Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.

Ecologia social - Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.

A ecologia social propugna por um desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.

Entretanto, o tipo de sociedade construída nos últimos 400 anos impede...
 
Leia artigo completo, muito reflexivo e elucidante, mais vídeo

Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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