quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SES ressalta diagnóstico precoce contra a deficiência auditiva

A perda auditiva traz diversos impactos à vida de uma pessoa. Além da questão da linguagem e desenvolvimento cognitivo, o aspecto econômico também se faz presente. Estudos mostram que, mesmo quando desenvolvida na fase adulta, a surdez gera consequências como menores índices de participação na força de trabalho, além de rendas mais baixas, em comparação às daqueles com audição normal.

Este cenário direciona as ações para duas necessidades principais: diagnosticar precocemente os casos e promover a reabilitação auditiva. Nesta quarta (10), quando se celebra o Dia Nacional da Surdez, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) adverte que a descoberta precoce é a melhor forma de minimizar os impactos da perda auditiva.

No que se refere ao diagnóstico rápido da diminuição da audição, o papel da família, principalmente no caso das crianças, é fundamental. Deve-se ficar atento a alguns sinais que podem facilitar a identificação do problema. “Se alguém percebe atraso do desenvolvimento da linguagem da criança ou um vocabulário aquém do esperado para a idade, principalmente se comparada com outras crianças, pode-se suspeitar de uma perda auditiva”, explica a fonoaudióloga Gabriela Januário, referência técnica da Coordenação de Atenção às Pessoas Portadoras de Deficiência (CASPPD), da SES.

Outros sintomas a serem observados são a não reação a sons, dificuldade de compreensão de ordens simples, como o pedido para a criança cumprimentar alguém. “Os primeiros anos são essenciais para o desenvolvimento da linguagem, o que impacta no desenvolvimento cognitivo e facilita a socialização da criança”, aponta Gabriela.

Em caso de suspeita de diminuição da capacidade auditiva, deve-se procurar a respectiva Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que indicará um serviço de referência. “Os municípios direcionam o paciente dentro do fluxo da rede e, com o acesso aos serviços de referência, podemos fazer não só o diagnóstico, mas também promover a reabilitação”, explica Mônica Farina, coordenadora da CASPPD.

Ela destaca que esta lógica segue um dos princípios do SUS, o atendimento ao paciente de forma integral. “De nada adianta diagnosticar se não houver reabilitação adequada. Por isso, no caso das crianças, as famílias devem também procurar estes serviços”, afirma.

Teste da orelhinha

Desde outubro de 2007, Minas Gerais conta com o Programa Estadual de Triagem Auditiva Neonatal, por meio da publicação da Resolução SES nº 1321. Os testes que compõem a triagem são popularmente conhecidos como teste da orelhinha. “O objetivo do programa é a detecção precoce das alterações auditivas neonatais e a realização de diagnóstico e a intervenção para evitar as alterações de linguagem da criança com deficiência auditiva”, ressalta Mônica Farina.

A SES/MG está credenciando maternidades como Serviços de Referência de Triagem Auditiva Neonatal (SRTAN), responsáveis por avaliar não apenas os nascidos vivos na instituição, mas também os nascidos na região de abrangência. O foco prioritário – porém não exclusivo – são os neonatos de alto risco. Esses são avaliados antes da alta hospitalar. Os de baixo risco devem retornar à maternidade nos primeiros 30 dias de vida para realização do teste.

Atualmente o programa possui 24 SRTANs distribuídos em nove das 13 macrorregiões de saúde do Estado. Com a conclusão da primeira etapa o Estado terá 45 maternidades credenciadas, definidas em parceria entre o Programa Viva Vida, o PRO-HOSP e as Comissões Intergestores Bipartite Macrorregionais. O Estado também vem estudando propostas de ampliação do número de maternidades a serem credenciadas.

Implante coclear

Há situações em que o aparelho auditivo não é capaz de suprir a deficiência e o mais indicado pode ser o implante coclear, procedimento cirúrgico que exerce sua função por meio da estimulação elétrica direta das fibras do nervo auditivo, por meio de eletrodos implantados em pacientes com o ouvido interno danificado.

Anteriormente, Minas encaminhava a maior parte dos casos de implante coclear em crianças para outros estados. Mas, desde novembro de 2009, começaram a ser realizadas cirurgias de implante coclear pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

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