quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Itália - Regiões - Campánia

Pozzuoli
Puteoli foi fundada antes de Napoli por alguns refugiados gregos que chegaram da ilha de Samo, fugitivos de um regime de ditadura e foi por isso que chamaram a nova cidade Dicearchia (a cidade da justiça). Dicerachia torna-se logo Outeoli (194 a.C.) a qual era completamente integrada com o Império Romano, sendo o mais importante porto marítimo coligando Roma com resto do Mediterrâneo.O nome Puteoli significa “pequenos poços”, devido ao fato que a cidade se colocava dentro da zona flegrea, caracterizada pela presença de muitas crateras vulcânicas.Em 37 d.C. a cidade foi cenário de um espetáculo singular organizado por Calígola o qual, apenas imperador, quis que fosse construída uma ponte provisória de barcas ao longo da qual ele passou a cavalo até chegar na cidade de Baia. Tudo isso foi feito com a finalidade de desmentir uma profecia de um astrólogo que no passado lhe disse que “era impossível que se tornasse imperador tanto quanto era impossível que se cavalgasse sobre o Golfo de Baia”. 


Uma outra curiosidade: da Palestina chegou via mar o apóstolo Paulo que em seguida se dirigiu até Roma pela via Appia em 61 d.C.A cidade ainda conserva muitos monumentos da época romana, mas não só dessa fase. As maiores atrações são o maravilhoso e bem conservado Anfiteatro Flavio, o Macellum, mas também o Bairro Terra, um pequeno burgo construído sobre os declives rochosos sobre o mar, onde a cidade grega, aquela romana e medieval se fundiam. A história de Pozzuoli durante os séculos não pode ser compreedida profundamente sem conhecer os detalhes da atividade vulcanica do movimento lento e secular do solo que levantou-se e abaixou-se, contribuindo para o salvamento do antigo porto romano, uma larga area com estradas e dispensas, localizadas atualmente a 4 metros de profundidade sob o nivel do mar.Uma visita à Solfatara, a cratera ativa dos Capos Flegrei é altamente recomendada.


 Positano

Pela sua posição protegida pelos Montes Lattari e pela sua beleza era conhecida desde o tempo dos romanos, como demonstram os restos de algumas vilas romanas.Durante o Medioevo, Positano sofreu por causa das numerosas invasões dos saracenos que obrigaram a população a refugiar-se nas partes mais altas dos relevos, dando vida ao vilarejos de Montepertuso e Nocelle. 

Três torres de vigias construídas durante aquele período existem ainda: Torre Fornillo, Trasira e Torre Sponda.O vilarejo passou sob a influência da República Marinara de Amalfi, tornando-se um importante porto e seguiu mais tarde o mesmo percurso de Napoli até o momento da unificação da Itália (1860).
Merecem uma visita a Igreja da Madonna dell’Assunta (XII d.C.) onde há a festa da Assunta a cada ano, no 15 de agosto.

Ravello
 
O flagelo das invasões bárbaras, que chegou na Itália durante o V d.C. em seguida à queda do Império Romano do Ocidente, provocou nessa zona a fundação de Ravello pois os cidadãos fugiam da costa e da capital, Roma. Ali chegaram várias famílias de nobres romanos que, com a costrução de palácios e muralhas formaram o primeiro núcleo de Ravello.A cidade chega no máximo esplendor entre o X e o XII, tornando-se sede episcopal em 1083 e seguindo o desenvolvimento comercial da vizinha Amalfi. Saqueada pelos pisanos em 1135, Ravello passou por um período de decadência que durou até o XVII, quando foi redescoberta e incluída como meta importante entre os viajantes da época.

Ali, na segunda metade do 1800 esteve Richard Wagner, que ali obteve inspiração para compor algumas de suas obras e, fazendo nascer uma forte ligação entre Ravello e a música, que era renovado pelas visitas nos séculos passados de Giuseppe Verdi e Arturo Toscanini e com a presença de um Ravello Festival: resenha de musica classica, artes visivas e cinematograficas que se realiza na Vila Rufolo a cada ano.
Em Ravello bastam o próprio lugar e o esplêndido panorama sobre o mar Tirreno para gozar de deliciosos momentos.
É possível visitar o Complexo Francescano com a importante biblioteca anexada, fundado pelo mesmo santo na visita em Ravello e Amalfi no século XIII e as igrejas de Santa Maria a Gradillo (XI), de San Giovanni del Toro (XI) e da Annunziata.
Também, merece uma visita Vila Rufolo, um templo que se abre até o mar, atualmente sede do centro Universitário Europeu pelos Bens Culturais e, onde se realizam importantes concertos dedicados a Wagner.

Prócida
 A menor ilha do Golfo, é uma jóia de gosto mediterrâneo com vilarejos de pescadores que abraçam os confins dessa ilha vulcânica.Prochyta era o seu nome sob os romanos. Parece que derive de Prima Cyme, que significa perto de Cuma, a primeira colônia grega na península depois da fundação de Ischia (VII a.C.).Recentes achados parecem evidenciar a existência dos mais antigos povoados (XIV a.C.) de época micena.Nos tempos do Império Romano, foram construídas algumas vilas em
Procida, que era conhecida também pelo seu ótimo vinho.Depois da queda do império, foi invadida pelos godos e vândalos e portanto anexada ao Império Bizantino.
Durante o Medioevo, Procida sofreu pelas freqüentes invasões de Saracenos e foi depois anexada ao reino dos normandos
(X). As muralhas e as muitas outras torres de avistamento são deste período histórico, mesmo se as expedições continuaram nos séculos seguintes e acabaram apenas com a definitiva derrota dos turcos na batalha de Lepanto (7 outubro 1571). Procida portanto tornou-se um importante centro de produção marinheira até o XX, quando uma tímida indústria turística iniciou a se consolidar na ilha.Igrejas sugestivas, o velho castelo- prisão e maravilhosas vistas de Pozzuoli e do Golfo de Napoli, tornam a estadia em Procida memorável.


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