sábado, 17 de julho de 2010

Evolução dos computadores portateis

Desde que se tornou claro que os computadores seriam fundamentais na Sociedade da Informação que se procuraram formas de tornar a tecnologia mais compacta e mais presente em qualquer lugar. A evolução das primeiras intenções de protótipos até aos dias de hoje foi muito rápida, quer em termos conceituais que em termos de design, e é interessante recuar alguns anos apenas para perceber o quanto a tecnologia mudou.
Foi na década de 70 que começaram a surgir as primeiras ideias relativas à portabilidade introduzidas por Alan Kay da Xerox. No entanto, o primeiro modelo efectivo foi o Osborne 1, produzido por Adam Osborne. Uma maravilha conceptual para a época que pesava cerca de 11Kg e possuía um monitor minúsculo. Repare-se na forma como o teclado podia ser encaixado no chassis, tornando o modelo extremamente "compacto" e facilmente transportável.
Osborne 1
Entre 1981 e 1984 surgiu o Gavilan, que introduziu conceitos mais semelhantes aos portáteis de hoje. Em termos de design o teclado e a abertura da tela são praticamente idênticos. Foi também o primeiro a correr com baterias de Níquel-Cádmio com uma autonomia de 9 horas e uns fantásticos 4Kg de peso.
Gavilan Mobile Computer
A partir daí muitos outro modelos surgiram mas o conceito estava lançado, havendo somente constrangimentos tecnológicos que impediam a miniaturização de determinados elementos. Até há muito poucos anos, as gigantescas unidade de armazenamento móvel como os discos de 5"1/4 e depois as de 3"1/2, baterias e discos duros, limitavam a redução do tamanho e peso. À medida que a indústria foi produzindo opções práticas e económicas, os modelos foram evoluindo até ao patamar de hoje. Será muito interessante aguardar mais uns 10 anos e perceber as maravilhas tecnológicas que nos esperam.
Radio Shack TRS-80 Modelo 100
IBM Portable PC 5155
Compaq SLT 286
Macintosh Portable
Macintosh Powerbook 165c
Apple Macbook Air
Sony Vaio Zoom
Fontes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.
Fonte: http://obviousmag.org/

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A evolução dos anúncios da Apple

Ao longo dos anos, a empresa de Steve Jobs foi criando ruptura com as abordagens clássicas da concorrência. É assim na actualidade com o iPhone e iPod, mas na verdade é uma tendência que já não é nova.
Na década de 70, os anúncios eram muito cheios de texto e detalhes tecnológicos, pois estávamos numa era em que as pessoas ainda se perguntavam qual a necessidade de possuir um computador. Era portanto fundamental explicar com muito detalhe as valências, para que o consumidor pudesse tomar a decisão de compra.
De uma forma geral a Apple mudou a partir dos anos 90, quando introduziu uma campanha chamada "Think Different - Pense Diferente". Tornou-se muito mais artística e focou-se em aspectos de design, mostrando que já não era importante justificar a venda de um computador ou gadget, mas sim possuir um que estivesse na moda e fosse funcional face ao nosso estilo de vida. Aqui ficam alguns anúncios históricos da Apple.

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A dança da sustentabilidade

A sustentabilidade está cada vez mais associada a divertimento. A prová-lo surge o conceito do Sustainable Dance Floor. Este conceito vem revolucionar a diversão noturna, aliando a performance ambiental à dança. Com o lema People – Planet - Party o conceito pretende criar clubes noturnos com pistas de dança onde é empregue uma tecnologia que permite a produção de energia através do movimento do corpo, levando os eventos a uma nova dimensão. Na pista de dança é montada uma estrutura que utiliza a energia das pessoas para fazer o chão reagir de forma interativa. Nos monitores, por exemplo, por detrás do DJ a quantidade de energia produzida na pista de dança é projetada, através de um contador digital, criando uma experiência interativa entre DJs e multidão.
Nestes clubes não se sente apenas a energia, também a experiencia. O chão exibe diferentes níveis de cores em função da intensidade energética, fornecendo uma experiência visual única. Desde o “aquecimento” ao extase da noite, um festival de cores é celebrado pelos corpos dançantes. O contador mostra a interatividade entre os dançarinos e o chão. Quanto mais se dança mais o contador reage.
Como funciona:
O Sustainable dance floor é uma fusão entre a eletronica, softwares e materiais inteligentes e duráveis. Consiste em módulos que medem 65 x 65 cm, cada um dos quais se move cerca de 1 cm na vertical quando alguém se encontra a dançar por cima. Estes movimentos são transformados por um motor elétrico em eletricidade. Cada pessoa pode produzir entre 2-20 Watts, dependendo do seu peso e atividade na pista de dança.
A energia gerada é utilizada para iluminar interativamente o chão. A tecnologia, desenvolvida na Holanda pela Universidade de Delft, tem estado a ser aperfeiçoada para permitir a utilização da energia para outros fins, como por exemplo fornecer energia ao clube.
Mais que uma solução para fornecer energia para clubes noturnos ou para fazer publicidade a clubes “verdes” , esta invenção permite criar uma consciência social para os problemas ambientais, de uma forma divertida, e mais que isso, permite aos utilizadores aprenderem através de uma experiencia, atribuindo-lhes uma responsabilidade em todo o processo. Como disse um dia Confúcio, filosofo chinês: Eu ouço e esqueço. Eu vejo e relembro. Eu faço e compreendo.
Este produto foi lançado em Setembro de 2008 pela primeira vez, num clube em Roterdan, o clube WATT. Esta tecnologia está disponível para qualquer clube através de versões definitivas, instaladas em clubes e versões móveis para festas isoladas. A sua construção modular permite que o chão seja disponibilizado em várias dimensões.
Este artigo é da autoria de Rita Margarido, Atol.
Fonte http://obviousmag.org/

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Aparelhos auditivos com energia solar - Solar Ear

Sem perder a perspectiva humanitária e ecológica, o ideal do projeto é surpreendente e exemplar. Através da parceria de uma ONG brasileira, o instituto CEFAC, junto de uma consultoria de desenvolvimento LEGAR, o projeto Solar Ear, está sendo aplicado no Brasil. Desenvolverá aparelhos auditivos digitais com baterias recarregáveis pela luz do sol, além de possuir um baixíssimo custo em relação aos aparelhos convencionais. Um projeto que é capaz de sensibilizar devido a seu forte apelo social sem faltar com uma importante abordagem dentro das preocupações ambientais.
O carregador solar vem acompanhado com duas baterias simples, que podem ser recarregadas dentro de 6 a 8 horas e sua carga possui uma duração de uma semana, até necessitar de uma nova recarga solar. A vida útil dessas baterias é de 2 a 3 anos, grande avanço em relação as baterias normais que duram apenas uma semana. Estima-se que sejam descartadas cerca de 175 milhões de baterias convencionais por ano no mundo.
O preço de um aparelho convencional para tratar casos moderados ou severos pode variar entre mil a dez mil reais, o que é um custo muito elevado para pessoas de baixa renda, levando em consideração que a maioria dos portadores de deficiência auditiva necessita de dois aparelhos. O Solar Ear, que tem como intuito tratar justamente casos moderados e graves, surge então como uma ótima noticia e como um exemplo nato de humanitarismo. Seu kit custará não mais que 100 dólares, ou 250 reais, e empregará jovens surdos brasileiros na montagem dos aparelhos e dos carregadores solares.
O empreendedor do projeto, Howard Weinstein, adaptou-o a partir de outro que se iniciou em Botsuana, na África, durante os anos 90’. Jovens Surdos virão da África para treinar e capacitar jovens surdos brasileiros na montagem dos aparelhos. No Brasil, a tecnologia aplicada a esses aparelhos foi também adaptada para poder receber carga de lâmpadas comuns, na falta da luz do sol nos dias de chuva.
As tecnologias desenvolvidas no projeto não foram patenteadas, abrindo espaço então para maior distribuição do projeto ao redor do mundo. Aliado a isso, o instituto CEFAC, ajudará a estabelecer redes nacionais e internacionais de contato, organizando cursos no Brasil, Portugal, Venezuela, Peru e Colômbia. O próximo passo de propagação do projeto é abranger, México e Jordânia, e abrir fábricas do produto também em países ricos, como Estados Unidos e Europa.
O projeto Solar Ear é a prova de que é possível unir conceitos tecnológicos sustentáveis junto de importantes aspectos sociais, pois não visa apenas gerar dinheiro, mas sim dar oportunidades a aqueles que necessitam de uma base para poderem ser incluídos com dignidade dentro da sociedade, somado a nítida mensagem ecológica intrínseca a ele. É de se esperar que grandes empresas adotem o Solar Ear e possam levar esse incrível projeto para todos os lugares do mundo.

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Fédon e a palavra

Dizem alguns que o silêncio é de ouro. Um homem sábio, porém, não o dirá. Pois de ouro é a palavra. De ouro e de fogo. Porque uma vez dita, ela é uma idéia forjada e duradoura, assim como as jóias, de metal, cuja forma resiste aos tempos. E de fogo, porque ela está sempre acesa, para iluminar ou para queimar. E tanto queima para destruir e reduzir a cinzas as coisas perecíveis em que toca, como para curar alguma corrupção da matéria. A palavra é, assim, um fogo, com todas as virtudes do fogo, inclusive a virtude curativa do cautério.
Creio que esse provérbio que diz o silêncio é de ouro foi inventado pelos governos despóticos. Pois a perversidade dos tiranos e a truculência dos déspotas sempre foram os maiores inimigos da palavra, e isto porque nenhuma prepotência consegue reduzir à escravidão o homem que se serve de sua palavra.
Ai da cidade em que os homens desertam o uso da palavra, acuados pelo medo, silenciados pelo egoísmo das próprias conveniências ou emasculados pela indiferença! Na cidade em que os homens se decidem a servir-se livremente da palavra, não podem medrar os déspotas. E se houverem surgido, serão derrubados e reduzidos a cinza pelo fogo da palavra dos cidadãos livres.
Já que a palavra é a arma mais poderosa de que dispõe o homem para defender-se contra a injustiça e a oposição, a mais terrível maldade que pode cometer um tirano contra seu povo é proibir-lhe o uso da palavra na ágora da cidade.
Mas se os cidadãos souberem avaliar o peso e a força da palavra, não há tirano que dela os consiga privar. Pois se um cidadão quiser, sempre poderá levantar a voz no meio do povo e clamar contra o tirano, se os soldados e fiscais do tirano o silenciarem matando-o, os outros cidadãos continuarão o clamor pelo que morreu.
O tirano atilado sabe que, numa cidade amante da liberdade, se matarem um cidadão pelo uso que ele fez da palavra, terá de matara a cidade inteira, pois a cidade inteira repetirá, dia e noite como um eco, a palavra do que morreu por utilizar-se do poder de falar. E o tirano atilado sabe que não pode matar todo o povo de uma cidade inteira, pois então ele também deixara de existir como tirano, uma vez que não terá sobre quem reinar.
E como só morto o cidadão pode ser impedido de falar, parece óbvio que só existe a tirania do despotismo naquela cidade em que o povo desertou do direito de usar a palavra. Onde houver alguém capaz de falar contra a opressão e a prepotência, o déspota será despojado de seu poder. E quando digo que só a morte pode impedir o homem de servir-se da palavra, é porque na verdade assim é. O homem arrastado ao cárcere poderá clamando pelo caminho seu protesto, contra a injustiça, pois quando chegar à porta do calabouço, seu protesto já será um coro. Ou então, quando chegar diante do juiz, sua palavra de fogo terá queimado os ouvidos do magistrado.
Se cortarem a língua de um homem, como fizeram a Karibides em Mégara, bastará que ele fique no meio da ágora, com a boca aberta e falando com os olhos e as mãos, para que os demais cidadãos traduzam em sons a palavra que está dizendo e julguem os malfeitores. Foi, de resto, o que aconteceu aos que torturaram o inocente Karibides.
Se os fiscais do tirano mandarem amarrar um pano na boca do cidadão ou meter um freio de cavalo dentro dela, prendendo-lhe a língua, poderá ele ainda ir para o meio da praça, como fizeram Magonides de Magnésia e Philautos de Queronéia: o primeiro rasgou o pano com os dentes, até poder falar, e o segundo, tratado torpemente como um cavalo, começou a dar coices para o ar, e cada coice era uma palavra, entendida pelo povo, denunciando a iniquidade do déspota.
Todos devem usar a palavra perfeitamente, para corrigir os erros do mundo. O servo deve clamar mais alto, para que os outros servos saibam que um senhor cruel está maltratando um de seus companheiros e atraia contra o injusto a autoridade dos outros senhores ou a união de todos os servos contra todos os maus senhores. Devem clamar o filósofo e o poeta, para que os apresentadores de idéias falsas e de versos descompostos não corrompam o povo inteiro com a mentira e a desarmonia. Deve falar o soldado, para corrigir os erros do capitão, quando o general não os corrige. E o capitão para corrigir os erros do estratego, quando a cidade nos os corrige. O silêncio, no caso, não seria de ouro. De ouro é a palavra corajosa, que impede a perdição da cidade, mergulhada nos próprios erros, ou desbaratada à mão dos inimigos, por falta de uma palavra. Uma palavra de ouro, que dure tanto como o ouro, e uma palavra de fogo, que alumie e queime tanto como o fogo.
Fédon, contemporâneo e companheiro de Platão, dá o nome a um dos diálogos mais importantes de Sócrates, escrito por Platão. Sabe-se que foi prisioneiro quando sua cidade foi vencida, e se viu reduzido a viver miseravelmente, preso num quarto estreito e escuro, até que Sócrates convenceu Alcibíades (ou Críton) a libertá-lo. Passou, desde então, a se dedicar inteiramente a filosofia. Segundo alguns, Fédon teria sido escravo. Escreveu vários diálogos, mas muitos deles se perderam. Alguns deles são também atribuídos a Esquines ou a Polienes, ou seja, não se sabe quem é realmente o autor de tais textos. Porém, o texto é do diálogo “Eretiriakos”, um dos apócrifos do livro de Gerhard Walterius sobre os apócrifos da Grécia.
Fonte: http://obviousmag.org/

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A maior ruína do mundo - Hotel Ryugyong

Na capital da Coreia do Norte, Pyongyang, situa-se um dos mais grotescos edifícios do mundo, o hotel Ryugyong. A sua forma piramidal estrelada, já de si bastante invulgar, aliada à sua enorme dimensão (105 andares e 330 metros de altura) tornam-no digno de uma qualquer mega-metrópole retrofuturista. Mas o aspecto mais bizarro é o fato de ser uma ruína, uma colossal ruína desde 1992, data em que a sua construção parou. Desde então, no meio da paisagem urbana de Pyongyang, ergue-se da neblina matinal como um fantasma de ar assustador. Até o guindaste que ficou abandonado no vértice do edifício parece evocar uma ave de mau agoiro...
A construção começou em 1987. Julga-se que este projeto megalómano terá sido parte de (mais uma) manobra de propaganda do regime da Coreia do Norte pois, se ficasse concluído no prazo, teria sido o hotel mais alto do mundo. Entre outras características formidáveis teria 360 000 m2 de área habitável, 3000 quartos e 7 restaurantes situados nos andares rotativos do topo.
Mas, como em tantas outras situações, a ambição foi maior do que a capacidade financeira. Na altura estimou-se que seriam necessários cerca de 750 milhões de dólares para completar a construção do projeto, qualquer coisa como 2% do PIB do país. O governo norte-coreano comprometeu-se inicialmente a pagar uma parte importante das despesas. Entretanto houve problemas com as matérias primas, com o fornecimento de energia elétrica e com o financiamento. As próprias técnicas construtivas utilizadas levantaram várias dúvidas, nomeadamente sobre a resistência da estrutura. As obras foram interrompidas em 1992 e assim permaneceram durante 16 anos.
Em 2008, porém, a construção foi retomada. Uma empresa egípcia começou a recuperar os andares de topo e a cobrir de vidro as fachadas. No entanto, as dúvidas sobre a resistência da estrutura subsistem, ainda mais porque 16 anos de exposição ao clima deixaram a sua marca em numerosas fendas e corrosão. A ideia do governo é ter o edifício concluído em 2012, data em que se comemora o centenário do nascimento de Kim Il Sung, o fundador do país. Talvez então o Hotel Ryugyong possa parecer qualquer coisa como isto, embora não se saiba bem para quê...

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Fonte: http://obviousmag.org/

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Caligrafia Árabe

No Islã, as letras e palavras faladas ou escritas adquirem em suas formas, tamanhos, música e cores o papel central na concretização das mensagens e princípios da religião e cultura árabes. Esse movimento pôde emergir porque, ao contrário de muitas religiões, desde seu início, os líderes muçulmanos desincentivaram o uso de imagens de figuras temendo que tivessem usos e fins idólatras. Desta feita, a caligrafia e os sinais gráficos da língua obtiveram lugar de destaque na convergência dos sentimentos visíveis e concretos das mensagens do Qur’an.
O alfabeto árabe pertence, segundo a classificação de estudos recentes, ao grupo alfabético semítico onde as consoantes são destacadas e as vogais secundarizadas – a escrita ou não das vogais é opcional. Trata-se, particularmente, do grupo Norte Semita que se desenvolveu por volta de 1700 a.C. na Palestina e na Síria e de onde também se originaram os alfabetos Hebreu e Fenício. Na noroeste da Arábia, esta escrita prevaleceu (o mesmo conjunto alfabético seria apropriado pelos gregos que lhe introduziriam vogais e lhe especializaria até que tomasse a forma do Romano Arcaico, ancestral da escrita Ocidental de hoje) relacionando-se com a escrita Nabatica de onde deriva o Aramaico. Esta caligrafia floresceu no século V entre as tribos arábicas de Hirah e Anbar e popularizada pela aristocracia Quraysh, tribo do profeta Maomé.
Como as demais escritas semíticas, a escrita árabe é feita da direita para a esquerda e consiste em 17 caracteres que, combinados com a colocação de pontos, acima ou a baixo de cada um deles, originam as 28 letras do alfabeto oficial – há ainda outros símbolos correspondentes às vogais já que sua supressão tornou o entendimento confuso nos países para onde o idioma árabe se expandiu mas de origem linguística mais diversa. Um seguimento contínuo das ascendências verticais e descendência das curvas equilibram movimento e estática e possibilitam infinitas variações dentro dos seus principais estilos: Deewani, Kufi, Naskh, Riqa, Taliq e Thuluth.
Os materiais utilizados para a escrita também atendes à demanda da função mas, costumeiramente, os escritos são realizados com o qalam, uma espécie de caneta feita com capim seco e molhada na tinta. Todavia, podem ser encontrados trabalhos esculpidos em pedras, moedas e medalhas, tecidos, quadros e pratos
A feitura dos caracteres confere à escrita árabe peculiaridades que a torna sobremaneira elegante e, como foi dito, o lugar de destaque que as palavras têm dentro no Islã, incentivaram os usos artísticos do alfabeto como pinturas, tapeçarias e pratarias, ou seja, a construção das palavras tornou-se arte, a arte visual da escrita. Uma arte símbolo de unidade, beleza, cultura e poder; convergindo tanto os falantes da língua quanto os mulçumanos de todo o mundo incorporando estéticas e integrando conhecimento artístico com o acadêmico de uma cultura onde as formas escritas servem à transcendência do dito ou do objeto representado.
Fonte: http://obviousmag.org/

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Nossa geração falhou

Para os que estão em posições de controle simbólico ou real, aqueles como eu na casa dos cinqüenta ou sessenta anos, os eventos de hoje nos mostram claramente que colectivamente não aproveitamos o que herdámos, ou seja, um sistema de assistência social que presta serviços públicos, e que aquilo que nós deixamos aos nossos filhos é uma espiral descendente de deterioração, de miséria abjeta para @ filh@ “médi@” de 21 anos de idade, sem perspectivas de emprego, sem hipótese de comprar sua casa, sem futuro e quase sem vida. Criámos a geração dos 500 dólares. 
Eu uso a expressão "500 dólares" tentando cobrir todos os continentes, ciente do fato de que, embora esta quantia possa ser considerada uma fortuna em alguns países, é uma ninharia nos E.U.A. e na maioria da UE, (e é também um realidade crescente em todos os países onde anteriormente 500 USD seria uma fortuna), enquanto o castelo de cartas do sistema monetarista capitalista baseado no Paraíso econômico do mercado virtual, desaba à nossa volta, levando consigo os serviços públicos com que crescemos e nos quais viemos a confiar e depender.

Junto com esta Nirvana alimentada por Milton Friedman, Margaret Thatcher et alia, vieram clichés de gestão como terceirização, downsizing, investimento através das dispensas (Lay-off), privatizações. A questão de fundo que soletram é “miséria”.

O sistema socialista criado e exportado pela União Soviética de 1920 a 1990 viu gerações de africanos, latino-americanos, europeus e asiáticos desfrutarem de excelentes serviços de educação pública, gratuita e universal e de elevada qualidade, tecnologia de ponta, desenvolvimento industrial, mobilidade social, o direito ao trabalho e ao pleno emprego, o direito a uma casa e serviços públicos de graça ou por uma taxa nominal fixa, o transporte público, as pensões indexadas, os preços baixos, custos de energia subsidiados, atividades culturais, acesso ao esporte e amenidades, a partilha dos recursos entre os beneficiários do experimento internacionalizado.

Os a ngolanos gozaram de padrões educacionais iguais ou superiores aos seus homólogos portugueses, os nigerianos tinham a cobertura da assistência odontológica, Cuba estabeleceu seus sistemas de saúde e ensino excelentes, e enquanto Fidel Castro sobreviveu a quase 700 tentativas de assassinato pela CIA e seus amigos, estudantes de todo o mundo estudaram em Moscovo , de forma gratuita, incluindo muitos do espaço CPLP.

Mesmo do outro lado da Cortina de Ferro, onde as pessoas estavam dizendo que esse sistema era tão ruim, havia também um sistema de previdência razoável, garantindo a prestação de serviços públicos: educação universal, livre; sistema de saúde com acesso universal, gratuito, incluindo assistência odontológica; decentes subvenções sociais, habitação municipal. 
Então veio um belo dia na década de 1980, quando uma onda de loucura colectiva varreu o planeta do Ocidente para o Oriente, contrariando todo e qualquer fluxo cultural que havia precedido, viajando na direção oposta. Esta onda foi a primeira da tempestade que estava a desenvolver-se na União Europeia, culminando na panelinha anti-democrática multi-nacional de eurocratas, que serve para criar empregos para os políticos falhados e que serve para destruir as vidas dos cidadãos do Velho Continente. Bruxelas decide agora se você recebe a sua pensão, e é em Bruxelas, em termos práticos, onde se determina quanto o seu Governo vai gastar em saúde. E deixaram que as agências de “ratings” fizessem o resto. 
Sim, o modelo socialista estava aberto a ataque depois de décadas de constante ataque da mídia, (tentativas de) assassinato, subversão, pirataria, sabotagem, terrorismo e triliões de dólares gastos por um modelo capitalista controlado por facções de invisíveis por trás das cenas, para quem o modelo socialista era uma ameaça. Suponha, por exemplo, que os recursos de energia universais se tornassem disponíveis, gratuitamente, para os cidadãos do mundo.
Quanto gasta uma família norte-americana ou europeia em energia hoje? Quanto uma família Soviética gastava naquela época? Façam as contas e já tem resposta. Então, acho que sabemos quem sai perdendo. Analisem o acesso aos cuidados de saúde nos E.U.A. hoje e comparem-no com o sistema da Cuba. E façam a sua análise. Na área de educação também.
O sistema socialista também não tinha introduzido medidas suficientemente rigorosas de controle de qualidade como tinham implementado as unidades de produção nos regimes capitalistas, também não tinha introduzido vetores de recompensação pelo esforço humano em escala suficiente para criar uma vontade coletiva para a criação de mobilidade pessoal, porque o Estado servia de mãe, pai e Salvador. Para muitos, bastava fazer o mínimo e gozar as necessidades básicas pessoais, tais como moradia, alimentação, e os itens acima mencionados, providenciados pelo Estado.
Agora vem a pergunta: o que fez a nossa geração? Em ambos os lados da Cortina de Ferro, herdámos sistemas de previdência social que nasceram das cinzas da Grande Guerra Patriótica / Segunda Guerra Mundial. Gostámos muito deles. Tivemos o direito de os gozar. Nós tínhamos tratamento odontológico gratuito, recebemos bolsas de estudo de fundo perdido, recebemos subsídio de desemprego quando não estávamos a trabalhar, mesmo que fosse nas férias universitárias. 
E o quê é que atrevemos a entregar aos nossos filhos? Um mundo no qual se pretender receber cuidados de saúde, você tem de pagar, e se quiser ser tratado atempadamente, então é melhor ir ao sistema particular porque as listas de espera no serviço público são sentença para a morgue; entregamos um sistema de ensino público que entrou em colapso, vomitando gerações de imbecis semi-analfabetos para o mercado de trabalho a cada ano; entregamos uma sociedade em que cada vez mais pessoas morrem de intoxicação por terem dentes podres; entregamos um sistema de educação superior que se tornou num negócio e, finalmente, em que o desemprego juvenil é endêmico em quase todas as sociedades ocidentais. 
O maravilhoso experimento monetarista viu a terceirização, downsizing, o investimento através de demissões e privatizações destruir os nossos serviços públicos, substituindo-os com cada vez menos em troca enquanto os cidadãos pagam cada vez mais em impostos directos e indirectos.
Enquanto nós crescíamos em ruas onde se podia andar livremente a qualquer hora do dia ou da noite, nossas mães já não ousam aventurar-se por medo de serem atacadas e pontapeadas até a morte por grupos de jovens bêbados e/ou drogados.
Então, como podemos dizer que nossa geração tem feito outra coisa senão falhar? Os motivos e as soluções serão objecto de outros artigos. Por agora, o que podemos fazer é reflectir e tentar passar para as gerações que seguem, algum senso comum e a história daquilo que nós herdámos, pois já não existe por si.
E se alguém começar a dizer "Sim, mas como você vai pagar por ele?" dizemo-lhe "OK, vamos fazer um joguinho…vamos fingir que se trata de um banco ou um bancário em dificuldades" e, de repente triliões ficarão disponíveis. Para isso, há dinheiro. Para a pensão da sua mãe, para a segurança da sua família, não há nada.
Já que nós colectivamente deixámos que nos tirassem nosso sistema de previdência, vamos exigir que os que elegemos o reconstruam para os nossos filhos e netos.
Timothy BANCROFT-HINCHEY
PRAVDA.Ru 
Fonte: Pravda.ru

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Itália exibe sua arte antiga 'saqueada'

Peças foram recuperadas na Suíça após dois anos de apuração policial. Avaliadas em US$ 20 milhões, elas foram mostradas no Coliseu, em Roma.

Do G1, com AP
Policial observa peças de arte antiga expostas nesta sexta-feira (16) no Coliseu, em Roma. Estão à mostra 337 obras da Roma Antiga, incluindo vasos, ferramentas de bronze e estátuas de mármore, algumas datadas do século XIII antes de Cristo. (Foto: AP)
As peças, no valor total de US$ 20 milhões, foram recuperadas em junho na Suíça, após uma investigação policial que levou dois anos. (Foto: AP)

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