sábado, 14 de agosto de 2010

Segurança no Trabalho - Soluções Baratas

Soluções baratas no dia a dia do trabalho. Estas imagens são chinesas mas podem adequar-se perfeitamente à realidade Sul Americana e Europeia. Creio que ainda há dias me deparei com uma situação bem pior... pena não ter máquina fotográfica.

Fonte: http://obviousmag.org/

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Lúpus

Em 1851 o médico francês Pierre Lazenave observou pessoas que apresentavam pequenas feridas na pele, semelhantes a mordeduras de lobo. No entanto, apenas em 1895 o médico canadense Sir William OslerLúpus, o termo para lobo em Latim, e posteriormente como Lúpus Eritematoso Sistémico. Pelo menos 5 milhões de pessoas padecem de Lúpus em todo o mundo e pensa-se que 100.000 novos casos aparecem cada ano. caracterizou melhor o envolvimento das várias partes do corpo e adicionou a palavra “sistémico” à descrição da doença, que passou a ser designada por
Doença auto-imune que afeta essencialmente, mas não só, mulheres em idade fértil (entre os 15 e os 44 anos), de desenvolvimento imprevisível e caracterizada pela diversidade e pela multiplicidade de sintomas tão díspares como as dores articulares migratórias, sensibilidade excessiva à luz solar, que provoca manchas características nas zonas expostas, fadiga desproporcional à atividade do doente, febre, gânglios disseminados, mancha de borboleta (eritema malar em asas de borboleta), anemia e queda do cabelo, entre outros, é ainda hoje uma doença estigmatizadora e de difícil diagnóstico que gera, pelos seus sintomas, desconfiança e marginalização dos portadores.
Conviver, na perspectiva do doente e dos seus familiares, com esta doença incurável é uma tarefa recheada de escolhas, e amenizá-la é claramente o propósito da existência das Associações de Doentes com Lúpus, Portuguesa e Brasileira.

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Móveis tradicionais abstratos - Dust Furniture

Por meio de formas e curvas inusitadas, a empresa Dust Furniture cria mobílias nada convencionais. O design dessas incríveis peças parece ter saído direto de um livro de conto de fadas, enchendo nossos olhos com formas e cores imprevisíveis. Segue um conceito de móveis tradicionais abstratos. Todo o acabamento dessas incríveis mobílias é feito de uma forma completamente artesanal.
O autor e idealizador dessas peças é Vincent Leman, que começou com sua arte no ano de 2001. Em 2005, Vincent conhece sua esposa Jessie e juntos fundam, o que hoje é o Dust Furniture.
Durante alguns anos, Vincent criava peça por peça da sua coleção, porém, com o aumento da demanda, decidiu criar uma linha de produção para poder reproduzir seu trabalho, sem perder o conceito artesanal.
Segundo Vincent, parte importante no momento da criação de todas as peças é unir a forma e a funcionalidade. Apesar do formato excêntrico, a raiz clássica dessas mobílias ajuda a manter a identidade de um móvel familiar, que sempre poderá fazer parte do cotidiano.
Desde cedo, Vincent já trabalhava com os pais em uma loja de móveis. Mesmo depois de ter se formado no curso de engenharia mecânica na universidade de Purdue, decidiu voltar a trabalhar com móveis, após descobrir uma imensa aversão a escritórios e suas divisórias em forma de baia. Vincent passou então os próximos anos desenvolvendo este estilo muito peculiar, fugindo do que se é esperado e decretando guerra contra as linhas retas.
Colocando então em prática suas finas habilidades de marceneiro, junto de seu conhecimento em engenharia, passou a criar móveis funcionais com formas fantásticas e inesperadas.
Todas as mobílias criadas pela Dust Furniture começam com um conceito, seguido de muitos esboços. O conceito, segundo Vincent, pode ser apenas uma curva, ou uma idéia como em Acrobats, que parecem estar se equilibrando um em cima do outro.
E claro, uma empresa que lida com suas mobílias de forma tão artística, não poderia deixar de lado as preocupações com o meio ambiente. Todos os produtos utilizados para a impermeabilização e conservação da madeira não possuem solventes, assim como a tinta utilizada. Toda embalagem é feita com papel e plástico reciclável. Mesmo o Isopor, que evita as mobílias se danificarem durante o transporte, é reciclado.
Dust Furniture revela cores e formas completamente singulares dentro do que podemos encontrar em uma loja de móveis. Sem perder a idéia de um móvel clássico, consegue transmitir uma sensação de que o fantástico se transforma em real dentro de qualquer cômodo da casa.
Dust Furniture

Fonte: http://obviousmag.org/

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A primeira igreja dedicada a imigrantes

Buenos Aires - A primeira igreja dedicada aos imigrantes na Argentina será consagrada no próximo domingo, dia 15, em Monte Grande, na província de Buenos Aires.

O evento ocorrerá pela manhã, com a consagração da Igreja de Santa Bárbara, na rua Chacabuco 769, desse distrito de Buenos Aires.

Da atividade participarão membros da congregação em honra a Santa Bárbara; os artistas plásticos Juan Doffo e Gabriel Sainz - que doaram suas obras de arte; o curador de arte italiano Massimo Scaringella; a agente consular da Itália Angela Mazzocchi; o vigário do bispo, Dom Jorge Vázquez e o prefeito do partido de Esteban Echeverría, Fernando Gray, informou um comunicado.
 
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imagem meramente ilustrativa, arquivo virtual

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Mensagem de Napolitano no aniversário de massacre

Roma - O presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, enviou ontem uma mensagem ao prefeito de Sant'Anna di Stazzema, na província de Lucca (Toscana, centro do país), no aniversário do massacre perpetrado pela SS alemã em agosto de 1944, quando foram mortos 560 civis, em sua maioria idosos, mulheres e crianças.

"A memória do massacre, que pertence ao patrimônio coletivo de nossa República, deve ter o comprometimento de todos, cada um com sua parcela de responsabilidade, em um trabalho contínuo pela consolidação das liberdades democráticas, sob o signo de uma afirmação plena dos valores da paz e da dignidade humana", escreveu Napolitano.

Em 14 de agosto de 1944, três unidades da SS (organização paramilitar ligada ao partido nazista de Adolf Hitler), apoiadas pelos fascistas, isolaram a cidade de Sant'Anna, de onde, poucos dias antes, fugiram quase todos os homens adultos. Nos dias seguintes, as tropas alemãs massacraram sistematicamente toda a população local.

Os civis foram assassinados com armas de fogo e explosivos depois de serem trancados em suas casas ou em estábulos locais. A vítima mais jovem, Anna Pardini, morreu com pouco mais de 20 dias de vida.
 
 
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Brasileira é presa por espancar filho de 7 meses

Gioia Del Colle, 13 ago - Uma brasileira de 28 anos foi presa nesta sexta-feira por espancar o filho de sete meses na província de Bari, sul da Itália.

O bebê foi internado em estado grave e corre risco de morte. O caso aconteceu na localidade de Gioia Del Colle.

A mulher, que possui cidadania do país europeu e não teve seu nome divulgado, teria cometido o ato de violência após uma briga com seu companheiro e pai da criança

O bebê permanece no setor de reanimação de um hospital pediátrico da região, onde passará por exames que determinarão se sofreu danos neurológicos.

Ele apresenta fraturas no crânio, em sete costelas, nos dedos das mãos, em um fêmur e um úmero, além de ter sofrido mordidas pelo corpo e possuir marcas e feridas, possivelmente provocadas por queimaduras. Já no hospital, a criança sofreu dois colapsos cardíacos.

O filho foi levado ao pronto socorro pelo pai e, depois de ser examinado, transferido à cidade de Bari devido à gravidade do caso.

As análises permitiram descobrir que as lesões não haviam sido causadas por uma queda acidental, como declarou a mãe, e nem foram provocadas em uma única circunstância.

Segundo informações, os maus tratos vinham acontecendo há vários meses, mas se agravaram há dois dias, quando a mulher espancou a criança com extrema violência.

A polícia descobriu que o pai, um artesão de 35 anos, também era agredido e mordido pela companheira. A Justiça de Bari emitiu uma ordem de prisão contra a brasileira sob a acusação de maus tratos agravados por lesões gravíssimas.
 
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Napolitano demonstra produdência sobre antecipação de eleições

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, recordou hoje aos dirigentes políticos que falam de uma eventual antecipação das eleições para resolver a crise interna do governo de Silvio Berlusconi que a dissolução do Parlamento é uma prerrogativa de seu cargo.     Em entrevista ao jornal L'Unità, o chefe de Estado assinalou que "seria bom que expoentes políticos de qualquer parte não dessem indicações" sobre um possível pleito "sem ter título e de modo apressado e instrumental".
"As minhas responsabilidades institucionais entrarão em jogo só quando resultar no Parlamento que a maioria tenha sido dissolvida e, portanto, se abriu uma crise de governo. Cumprirei em tal caso todos os passos que a Constituição e a práxis nela inspirada claramente ditam", continuou Napolitano.

O presidente falou do que classificou como "um sério conflito político dentro da coalizão vencedora das eleições de 2008", intensificado no final de julho, com o rompimento dos laços entre o premier e o presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, aliado histórico de Berlusconi e um dos fundadores do partido governista Povo da Liberdade (PDL). Fini foi retirado da agremiação e fundou o grupo Futuro e Liberdade para a Itália (FLI).    Na semana passada, o primeiro-ministro passou por uma prova com a votação de uma moção de desconfiança no Congresso contra um dos membros de seu gabinete. O texto não foi aprovado, mas se tivesse sido poderia levar à antecipação das eleições, pois significaria a perda da maioria governista no Parlamento.    Segundo anunciaram membros do PDL há alguns dias, Berlusconi pretenderia se submeter a um voto de confiança do Legislativo em setembro -- quando as atividades são retomadas na Itália após a pausa do verão europeu -- e um eventual resultado negativo faria com que ele renunciasse.

"Agora é hora de diminuir os tons, realizar um esforço de ponderação responsável entre as exigências da clareza política e a da manutenção da vida institucional", declarou Napolitano, dizendo estar "muito inquieto pelas disputas políticas destas últimas duas semanas e por suas implicações institucionais".
O Chefe de Estado destacou a importância de manter a confiança no governo para consolidar e reforçar os "sinais recentes, positivos e encorajadores da retomada produtiva, de volta ao crescimento" mesmo em um quadro internacional "que continua crítico".

Desse modo, Napolitano questionou "quais seriam as consequências para o país" se ao invés de continuar a restabelecer os aspectos econômicos após a crise mundial "se andasse por um voto político e uma muito difícil briga eleitoral".

"Sempre acreditei que nenhum contraste político deve comprometer inapropriadamente a vida das instituições. Por isso, é necessário que se ponha fim a uma campanha gravemente desestabilizadora no plano institucional e que deslegitima o presidente de um ramo do Parlamento e a própria função que lhe cabe", continuou o presidente, aludindo aos que pedem a saída de Fini da titularidade da Câmara dos Deputados.
 

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Centro de Memória da Amazônia resgata registros de imigrantes

O site do Centro de Memória da Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresenta uma nova página na Internet. O espaço on-line é voltado à imigração e contém dados que podem auxiliar estudos voltados aos processos migratórios e a redes de sociabilidades de estrangeiros na capital paraense.
A iniciativa resulta de um levantamento sobre presença de imigrantes que viveram e morreram na cidade de Belém. "São pessoas de várias nacionalidades, mas, principalmente, gente que veio de Portugal, Marrocos, Espanha e Itália", informa o diretor do CMA, Otaviano Vieira.
As informações foram colhidas no acervo do próprio Centro, a partir de inventários post mortem, de registros de casamento civil e de processos criminais entre os séculos XIX e as primeiras décadas do século XX.
"Temos, agora, um banco de dados onde figuram nomes, procedências, idades de estrangeiros. Essa base pode ser consultada no nosso site e possibilitar encontros entre famílias, entre"Beléns", no tempo, declara Otaviano Vieira. "É o nosso esforço de apresentar algumas das faces da Amazônia", conclui o diretor.
Serviço:
Para conhecer o acervo on-line do Projeto Imigração na Amazônia, basta acessar a página do CMA na Internet: www.ufpa.br/cma/imigracao

Italianos
A presença italiana na Amazônia do fim do século XIX até às primeiras décadas do século XX insere-se no conjunto das correntes migratórias internacionais que se dirigiram para a região, tendo como principal motivação a busca pelas apregoadas riquezas decorrentes da exploração da borracha. Entre os italianos, um grupo significativo foi formado por religiosos que vinham atender determinações específicas de suas respectivas congregações.

Eles deixaram as marcas de sua presença em estabelecimentos de ensino e em hospitais. Outro grupo importante era composto por arquitetos, pintores, músicos e outros artistas. A presença desses artistas foi de grande relevo pelas marcas que deixaram nas cidades amazônicas e a propaganda de suas obras na Itália pode ter constituído um estímulo para outros grupos emigrarem espontaneamente.

Ganha especial relevo, a chegada de famílias de imigrantes italianos que elegeram a Amazônia como região de destino aqui se fixaram e se integraram à economia e è sociedade amazônicas. Embora o número de imigrantes vindos para a Amazônia seja menor, se comparado com os que vieram para o Sul e Sudeste do Brasil, evidências empíricas permitem agrupar os imigrantes italianos em dois grandes segmentos: os que vieram para colônias agrícolas, através de imigração subsidiada e a imigração espontânea dirigida às cidades. A imigração dos dois segmentos foi contemporânea, mas se diferenciaram quanto às razões norteadoras da migração, à composição social, à origem regional e às áreas de destino dentro da Amazônia.

O fluxo migratório de italianos direcionado para as colônias agrícolas foi composto por grupos familiares de agricultores que em 1899, em navios da companhia La Ligure Brasiliana deixaram a Itália destinando-se a povoar colônias agrícolas de Anita Garibaldi, Ianetama localizadas às margens da estrada de ferro de Bragança , no atual município de Castanhal e colônia modelo de Outeiro, localizada no distrito de Icoaraci. Para a colônia Anita Garibaldi vieram imigrantes do Veneto, Lombardia, Piemonte e Emilia Romagna. Para Ianetama, vieram do Veneto, da Campania e da Sicilia. Para Outeiro vieram colonos do Veneto.

A procedência regional dos italianos que vieram para as cidades amazônicas apresenta-se diversificada. Algumas famílias vieram da Itália setentrional, das regiões do Veneto, Lombardia, Emilia Romagna, Piemonte e Ligúria, ou da Itália central, região do Lazio e da Toscana, e ainda da Sicilia. Embora a origem regional possa pontualmente ser diversificada, a maioria dos imigrantes (cerca de 90%) veio da Itália meridional, principalmente de três regiões, Calábria, Basilicata e Campânia. Constituiu um grupo mais numeroso do que o da colonização dirigida para as colônias agrícolas e teve maior continuidade. Seus descendentes ainda são encontrados em várias cidades amazônicas.

Na Amazônia, o segmento dos italianos se dirigiu às cidades fixando-se nas capitais do Pará e do Amazonas, Belém e Manaus e em alguns municípios localizados ao longo do rio Amazonas e de seus principais afluentes, por onde circulava o capital mercantil decorrente da economia da borracha. Mas, mesmo com o declínio dessa economia muitos permaneceram nas cidades. Os italianos inseriram-se em diferentes setores da economia, o crescimento urbano propiciava condições favoráveis e criava um mercado de atividades de prestação de serviços que atraiu boa parte dos imigrantes que chegavam às cidades. Por outro lado, os que traziam algumas economias, geralmente empregavam seus capitais na criação de estabelecimentos comerciais nas capitais e em cidades do interior. Houve casos em que a habilidade artesanal evoluiu para a criação de fábrica de sapatos ou proporcionou a criação de alfaiatarias e ourivesarias. Ao lado destes imigrantes economicamente bem situados muitos permaneceram exercendo atividades de menor qualificação como engraxates, jornaleiros, marceneiros, pedreiros, entre outras.Os imigrantes italianos também tiveram participação significativa nos primórdios da indústria paraense como no beneficiamento de sementes oleaginosas usinas Victoria e Conceição, criadas década de 1920. A literatura destaca também a importância dos italianos na instalação das primeiras fábricas de calçados na Amazônia. Nesse setor destacou-se fábrica Boa Fama que era de propriedade do lucano Nicola Conte.
Na Amazônia, a presença italiana é reconhecida pela importância econômica e cultural que representou. Os imigrantes italianos buscaram a preservação de sua cultura e identidade através das associações como a Unione Italiana D'Istruzioni e a Società Italianadi Beneficenza ou ainda através da imprensa com a criação de jornais como o L'Eco Del Pará que circulou em Belém de 1898 a 1900. Por outro lado, não sendo muito numerosos, esses italianos não constituíram núcleos fechados nas cidades amazônicas e rapidamente passaram a fazer parte delas introduzindo novos hábitos, inclusive na culinária com o uso de massas e o consumo de verduras e legumes, produtos de suas hortas caseiras.

O interesse pela educação dos filhos é outro ponto a ser destacado. Os imigrantes desejavam um futuro melhor para os seus filhos, bem diferente de sua experiência migratória. O expressivo número de profissionais liberais descendentes desses imigrantes italianos que se encontram na Amazônia parece confirmar a realização da aspiração dos pais e avós imigrantes, são profissionais qualificados que dão significativa contribuição na produção material e intelectual da sociedade regional.

Profa. Dra. Marília Ferreira Emmi (UFPA)

Redação revista eletrônica Oriundi
http://www.oriundi.net/

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Ferragosto: O que é? Qual a sua origem?



No próximo domingo,  15 de agosto,será feriado em toda a Itália. Estará  tudo fechado.  Férias geral para todos, pois è dia de Ferrragosto! Mas o que significa Ferragosto? Qual é a sua origem?
O termo "Ferragosto" deriva do latim FERIAE AUGUSTI, dias festivos criados pelo Imperador Augusto que aconteciam no mês de agosto, quando eram suspensas todas as atividades lavorativas e o costume daquela época era dar alegria e presentear um aos outros. Ferragosto, não era uma festa limitada ao dia 15 de agosto, mas durava todo o mês, a partir de quando o primeiro imperador romano instituiu as FERIAE AUGUSTI, isto é, as festas em homenagem a Augusto. Esta festa esta coligada as férias que eram celebradas na Roma antiga: no dia primeiro de agosto eram feitas as colheitas, em homenagem ao Deus Conso ( do latim "Concedere") , protetor da agricultura. No dia 13 de agosto acontecia uma outra festa religiosa importante para os romanos: a festa da Deusa Diana, a Deusa da vida dos bosques, das fases lunares e da maternidade. Todos podiam participarem da festa, patrões e empregados, sem distinção de classe social. Nessa ocasião, os trabalhadores davam "auguri" aos seus padrões e recebiam gorgetas em trocas. A festa do mês de agosto, como outras que aconteciam no mesmo período, na verdade representam o momento em que o verão esta terminando e o final da colheita. Nessas festas, os antigos romanos utilizavam o fogo como fonte de purificação. Por esse motivo, ainda hoje, na vigilia de Ferragosto as pessoas acendem fogueiras nas praia para combaterem as forças do mal e retardar a chegada da nova estação. Nessa cerimônia, a água tem um papel muito importante também, pois è muito comum o banho da meia noite no mar, da mesma forma que fazemos no Brasil na noite do dia 31 de dezembro. No mesmo período, aconteciam diversas outras festas em homenagem a outras divindades que eram sempre ligadas a prosperidade e fertilidade da natureza e da mulher. Atualmente, no dia 15 de agosto, è celebrado a festa de Ascenção da Virgem Maria, a "festa della Madonna" que foi estabelecida pelo Papa Nicolò I eleito no ano de 858 e morto em 867.Para muitos italianos, infelizmente, o dia de hoje, 15 agosto é somente mais um feriado, tem muita gente por aqui, que não conhece a origem da festa, infelizmente.
Deixo para vocês……….”Bonas Ferias Augustales!” ops !!! Buon Ferragosto!

blogdoaleitalia 

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Mudança de telefones ITALCAM

MUDANÇA DE TELEFONES ITALCAM






Prezados Srs.,

A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura está com novos números de telefones.

O PABX passa a ser +55 11 3123-2770, e o número de fax +55 11 3123-2771.

Desde já agradecemos pela atenção.

Cordiais saudações
Departamento de Marketing Institucional

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Adriana Asti chega ao Brasil como Embaixadora do Festival de Spoleto

Spoleto(Perugia) - Chega ao Brasil, no papel de embaixador do Festival do Spoleto, o espetáculo de teatro Giorni felici (Dias Felizes), interpretado por Adriana Asti e dirigido por Robert Wilson, que estreou em Dois Mundos em junho de 2009 e posteriormente seguiu em uma turnê pela Itália com mais de 60 representações na temporada que acabou recentemente.

Adriana, informa nota do citado festival, estará no palco da grande sala de Palácio das Artes, em Belo Horizonte que, em seguida, será repetido no Festival de Porto Alegre antes de retornar à Europa.

Em 22 de setembro "Giorni Felici" inaugura a nova temporada do Theatre Athenee-Louis Jouet de Paris por três semanas, antes de retornar à Itália para o Teatro Valle de Roma a partir de 15 de outubro; em Udine a partir de 27 de outubro e finalmente no Piccolo Teatro de Milão em 9 de novembro.

Segundo Giorgio Ferrara, presidente e diretor artístico do evento de Spoleto, "para relançar sua imagem internacional, o Festival não deve ser apenas uma vitrine de produções e artistas internacionais, mas também laboratório de criação e local de produção de espetáculos internacionais".

Com este propósito, se estuda um projeto para entregar ao encenador e dramaturgo norte-americano Robert Wilson - conhecido pelas suas peças inovadoras e de vanguarda, que assim retornaria a Spoleto pela quarta vez.
 
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O preço das 'Marcas' Italianas

Monza - A 'marca' do Duomo de Milão vale € 82 bilhões, a do Coliseu € 91 bilhões, revelam estimativas do departamento de estudos da Câmara de Comércio de Monza.

Este valor foi calculado com base em 10 parâmetros, ao elaborar um índice para o turismo que leva em consideração o valor econômico da terra, a fama do monumento, o fluxo de turistas à area e ao monumento e um índice de atratividade econômica.

Segundo a pesquisa, o patrimônio artístico e cultural reboca o Sistema Itália. Basta pensar que o valor da marca de alguns dos "monumentos" italianos mais conhecidos é estimado em quase € 400 bilhões, um valor que não se aplica ao patrimônio tangível, mas sim à imagem e visibilidade da marca.

Por exemplo, em Roma a marca do Coliseu vale mais que € 91 bilhões, a dos Museus Vaticanos € 90 bilhões, enquanto que os 10 milhões de liras estimados por Totò para vender a Fontana di Trevi, 'transformados' em retorno de imagem, valem atualmente € 78 bilhões.

Se a marca da Catedral de Milão equivale a € 82 bilhões, o valor da marca das escavações de Pompeia supera o da Basílica de San Marco e a Galleria degli Uffizi de Florença.

As marcas de locais artístico-culturais também são apreciadas no mundo empresarial: são cerca de 50 as empresas que em Milão inseriram o 'Duomo' em seu nome, e outras tantas na capital italiana que usaram a palavra 'Colosseo' para identificar sua empresa.
 
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Agroturismo é opção para dois milhões de italianos

Roma - Segundo dados da Coldiretti (a associação que reúne os agricultores proprietários de terras na Itália), são mais de 2 milhões os turistas estimados em agosto nos mais de 18 mil locais para o agroturismo nacional.
O dado se baseia nas estimativas do jornal Terranostra, que também indica que a preferência dos italianos vai para instalações próximas ao mar ou de cidades artísticas.

A Coldiretti registra "férias mais curtas", mas a opção pelo turismo no campo é o único segmento em crescimento constante e contínuo no cenário da oferta turística nacional.
 
 

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Primeira mulher gondoleira em Veneza

Veneza - A exclusividade masculina na condução das gôndolas de Veneza, que se manteve por nove séculos, foi quebrada hoje, quando a italiana Giorgia Boscolo passou pelo último exame profissional exigido pela categoria.
Boscolo, de 24 anos, casada e mãe de dois filhos, sonhava desde pequena em ser "gondoleira" e poder levar os turistas para passear pelos canais. Ela contou que sempre teve o apoio do pai, Dante, o qual ensinou que a igualdade entre homens e mulheres deve existir tanto na água como fora dela.

Após um ano de aulas teóricas e provas práticas, a jovem conseguiu ser aprovada no exame final do curso ministrado pela Entidade pela Conservação das Gôndolas, junto a outros 21 aspirantes a "gondoleiros".

O prefeito de Veneza, Giorgio Orsoni, afirmou que a data de hoje é histórica ao dizer que na cidade "as inovações positivas são sempre bem-vindas, e ainda mais esta, que faz com que se dê um passo adiante sério em matéria de paridade de oportunidades entre os sexos".

Boscolo, no entanto, não dispõe de uma gôndola e de licença própria -- existem apenas 425 no total --, mas a partir da semana que vem já poderá substituir outros "gondoleiros" oficiais, recolhendo passageiros nas plataformas instaladas em pontos de atracação dos barcos que chegam a Veneza.
 

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Software do Dia: Completo e Grátis - Sun Village 3D Screensaver

Mas que tarde adorável! O verão chegou a este vilarejo remoto, e todos os seus habitantes estão se divertindo no sol. O protetor de tela Sun Village é mesmo uma obra-prima: o cenário extremamente detalhista e a superfície do rio são incrivelmente realísticos, e há um grande número de personagens animados no local. A alta qualidade das imagens gráficas e os efeitos avançados produzem a impressão geral de realidade, além dos efeitos sonoros elaborados.
O programa custa $9.99, mas é grátis para os nossos visitantes por um período limitado de tempo. 
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estudo inédito usa satélites para calcular vazão do Rio Amazonas



Um estudo norte-americano pronto para ser publicado na revista especializada “Remote Sensing of Environment”, revela em dados numéricos a imensidão do Rio Amazonas. Com a ajuda de quatro satélites espaciais, três deles da agência espacial americana e um da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, foi possível calcular a cheia do principal rio da Bacia Amazônica.

foz do Rio Amazonas
Veja a Foz do Amazonas no SatMaps
De acordo com o estudo, e apenas um ano a cheia do Rio Amazonas equivale a 285 trilhões de litros de água. Na prática, daria para encher 114 milhões de piscinas olímpicas.
Apesar de parecer gigantesco, os pesquisadores dizem que esse número é considerado pequeno pois representa apenas 5% do total da vazão do rio, calculada em 209 mil m³/s. Em outras palavras, a água que invade áreas ribeirinhas e deslocam centenas de famílias anualmente é apenas um vigésimo do total de água que corre em seu leito.
Até a divulgação destes dados, o volume de água da cheia do Rio Amazonas era pouco conhecido. Com números mais concretos, os cientistas poderão calcular a diferença de altura do Rio Amazonas na época de cheia e de vazante.
É evidente a importância desse ciclo para a fauna e flora da região, além do Rio constituir a opção de transporte mais viável do Amazonas. A maioria dos outros rios e canais que cortam a região sofre grande alteração pelo assoreamento.
É na Bacia Amazônica que estão os maiores rios brasileiros em vazão. Depois do Rio Amazonas, as maiores vazões são observadas nos Rios Solimões, Madeira, Negro, Japurá, Tapajós, Purus, Xingu, Iça e Juruá.
Levando em conta que os rios da Bacia Amazônica representam a maior reserva de água doce do planeta, a Nasa quer se aprofundar nos estudos futuramente. Um novo satélite está programado para ser lançado em 2020 com o objetivo de registrar toda superfície aquática e o relevo submarino do planeta. A parte da Amazônia é fundamental para calcular quanta água há disponível no planeta Terra.

Legenda: A imagem de satélite mostra a Foz do Rio Amazonas, na Região Norte do Brasil. A Nasa pretende lançar em 10 anos um satélite que irá mapear toda superfície aquática e o relevo submarino do planeta. Crédito: Nasa.

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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/meio_ambiente.php?posic=dat_20100813-082830.inc

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Thorncrown Chapel - uma igreja no meio da floresta

Numa altura de preocupações ambientais em que tanto se fala em arquitetura sustentável é frequente esquecemos de que ela sempre existiu. Não me refiro apenas a edifícios vernáculos, expressão tantas vezes sábia de construtores anónimos; refiro-me a edifícios eruditos, projetados por arquitetos pouco dados a modas efémeras ou a protagonismos. É o caso da Thorncrown Chapel, uma igreja situada em Eureka Springs, no estado americano do Arkansas, construída em 1980 e, não obstante surpreendentemente atual.
No ano passado a obra foi distinguida com um importante prémio atribuído pelo American Institute of Architects (AIA), o “Twenty-Five year award”. O seu autor, o arquiteto americano E. Fay Jones, evidencia aqui a influência de Frank Lloyd Wright no uso dos materiais e no entrosamento do edifício com o ambiente natural que o rodeia, a floresta. Alguns pormenores são interessantes, como o da madeira de pinho de que é feita a estrutura da cobertura ser proveniente do próprio local.
Toda a estrutura do edifício, em aço e madeira, é recoberta por painéis de vidro que prolongam visualmente o espaço e, na verdade, estar dentro da igreja é estar dentro da floresta. Por fora a integração no ambiente é igualmente bem conseguida em qualquer estação do ano ou condição climatérica, o que é notável. À noite o contraste entre o interior iluminado e a escuridão que a rodeia proporciona uma experiência única...
Link para o site

Fonte: http://obviousmag.org/

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O jardim das esculturas

Perto de Melbourne, na Austrália, numa pequena cidade chamada Marysville, podemos encontrar um jardim original constituído por uma grande mancha de floresta tropical. O que o torna peculiar é não só o facto de se situar dentro de uma área urbana mas sobretudo a enorme quantidade de esculturas que se encontram disseminadas por todo o lado. Ao todo são mais de uma centena de figuras de terracota com formas de crianças, duendes, sereias, animais fantásticos e outros seres fabulosos que parecem saídos de um conto de fadas e que se fundem com o ambiente como se ali fosse a sua casa.
O autor dessas esculturas e também proprietário do jardim é Bruno Torfs, um artista sul-americano que se radicou na Austrália há alguns anos e aí encontrou terreno apropriado para concretizar este seu projecto. Começou com quinze esculturas ao ar livre e um pavilhão onde exibia mais algumas obras suas, tais como desenhos e pinturas. Porém, depressa se apercebeu das potencialidades da escultura e é nela que tem concentrado o seu trabalho.
Actualmente o jardim da escultura, como lhe chama, é uma enorme galeria de arte no meio da Natureza a que continuamente são acrescentadas novas obras. Parece paradoxal que a arte, que como criação humana se deveria distinguir da Natureza, se encontre aqui numa perfeita fusão com o ambiente natural.
Link

Fonte: http://obviousmag.org/

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Drfranken artworks - A arte nascida no computador

O que é a arte? Ainda na escola se aprende um pouco sobre ela. Pegando como ponto de partida o que os próprios artistas dizem, o significado fica no ar. Picasso dizia ser a mentira que nos permitia ver a verdade, Fernando Pessoa afirmava ser uma auto-expressão lutando para ser absoluta. Só mesmo em frente a uma para encontrar uma resposta.
Drfranken tem a sua. Cresceu em meio a artistas. Seu pai era um grande artista. Óleo, carvão, lápis, aquarela... Em suas mãos viravam obras de arte. Sua mãe também pintava e era amante das artes plásticas. Talvez uma ajuda da genética ou a convivência nesse meio ajudaram para que da pintura Drfranken também encontrasse seu dom.
Ele começou com as ilustrações e o desenho gráfico por hobby. A formação em arte só veio depois, em 1998. Há oito anos trabalha como programador de informática para engenharia – sua segunda graduação -, mas a verdadeira paixão está nas linhas, cores e formas.
Depois de sua segunda faculdade o espanhol descobriu que poderia abrir um leque de possibilidades para expressar a sua arte usando a informática como ferramenta. E desde então o designer gráfico não parou mais.
Ele diz que nada em particular lhe inspira. São várias as ferramentas que ele usa em seu trabalho, sendo as principais o Painter, Photoshop e Zbrush. O segredo é deixá-lo me frente a um computador e “deixar a imaginação fluir”, afirma.
A arte de Drfranken ganhou seu espaço em várias partes do mundo. França, Estados Unidos, Moscou, África do Sul... O talento do menino filho de artistas se mostrou ser muito mais do que “apenas vocação familiar”; a arte de Drfranken tem a sua própria voz.
Sítio oficial

Fonte: http://obviousmag.org/

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O Movimento Hippie Passou Pela Minha Cozinha

Às vezes, pessoas jovens com quem convivo me perguntam se eu fui hippie. Eu fico me questionando: fui? Não fui? Bem, eu não botei a mochila nas costas e fui para as estradas, como os hippies faziam, nem sentei em praças a fazer artesanato, nem vivi em fazendas comunitárias – na verdade, em todo o tempo em que as coisas estavam acontecendo, eu continuei a levar uma vida de pequena burguesa, em Blumenau, primeiro estudando, depois trabalhando e estudando, e sei que o meu pai jamais deixaria que eu botasse a mochila nas costas e saísse pelo mundo. 
Urda Alice Klueger
Às vezes, pessoas jovens com quem convivo me perguntam se eu fui hippie. Eu fico me questionando: fui? Não fui? Bem, eu não botei a mochila nas costas e fui para as estradas, como os hippies faziam, nem sentei em praças a fazer artesanato, nem vivi em fazendas comunitárias – na verdade, em todo o tempo em que as coisas estavam acontecendo, eu continuei a levar uma vida de pequena burguesa, em Blumenau, primeiro estudando, depois trabalhando e estudando, e sei que o meu pai jamais deixaria que eu botasse a mochila nas costas e saísse pelo mundo.

Por outro lado, eu estava ligadíssima em tudo o que acontecia: era adolescente quando chegaram as primeiras notícias sobre o movimento hippie, e quase fiquei adulta antes que ele terminasse. Minhas antenas estavam todas voltadas para aqueles jovens que estavam botando em xeque todos os valores pré-estabelecidos, que estavam derrubando tabus e preconceitos, e tudo o que eu queria na vida era ser como eles. Na verdade, absorvi ao máximo a filosofia hippie, e quando me perguntam se fui hippie ou não, acabo pensando cá comigo : "De uma certa forma, eu sou hippie até hoje!"

Daí, um dia, logo depois de 1970, o movimento hippie chegou em Blumenau. Os hippies tinham rotas pré-estabelecidas: do Rio desciam para a Ilha do Mel/PR, e de lá a Florianópolis, e de lá enveredavam para o Rio Grande do Sul e a Argentina, e depois iam conhecer mais coisas na América do Sul, e acabavam voltando ao Brasil via Bolívia. Em algum momento, no começo da década de setenta, eles colocaram Blumenau nessa rota, e foi lindo!

Eles chegavam sem pressa a Blumenau, e hospedavam-se num hotelzinho da Rua Ângelo Dias chamado Hotel Braz, e passavam os dias na escadaria da Igreja Matriz, fazendo os mais diferentes tipos de artesanato, e tocando violão, e compondo poemas, e filosofando e se curtindo, e eu daria um braço para poder ficar lá com eles - só que, pequena burguesa que era, tinha que ir trabalhar.
Nos finais de tarde, porém, parava diante da escadaria da Igreja, e ficava de papo com eles. Surgiram amizades daí, e os hippies começaram a ir lá em casa jantar. Meus pais tinham se mudado para a praia, e eu e minha irmã Margaret morávamos num "apertamento" na Rua XV de Novembro 1398, a principal de Blumenau. Com certeza, se morássemos, ainda, com nossos pais, as coisas teriam sido diferentes – mas em pleno movimento hippie blumenauense, Margaret e eu estávamos morando sozinhas - uma maravilha!

Nosso "apertamento" virou ponto de jantar de muitos hippies – porque eles estavam sempre indo ou chegando de algum outro lugar, e as amizades não duravam muito tempo. Estávamos, naquele tempo, num período de baixíssima inflação, e tínhamos bons salários, o que resultava em esmerados jantares feitos de camarão e outras coisas boas.

Nossos amigos andavam sempre meio esfomeados, e era um prazer cozinhar para eles. Nós entrávamos com a comida, e eles entravam com as histórias, e quantas histórias tinham para contar! A maioria deles tinha viajado muito, e contavam para nós as coisas do Brasil e da América, e alguns tinham viajado inclusive pela Europa, e era um nunca acabar de contar coisas. Discutíamos música e coisas filosóficas, falávamos mal da guerra do Vietnã e dos preconceitos da sociedade – eram noites estimulantíssimas!

Naquele tempo, porém, se dormia cedo. Meia noite era uma hora tardia, e era por essa hora que eu anunciava :

– Gente, hora de dormir! – e nossos amigos se despediam e iam escada abaixo, mas quantas coisas e quantas experiências nos deixavam! Quantas coisas, na minha vida de hoje, ainda são influenciadas por aqueles papos e por aquele tempo! Eram doces amigos que foram educados e gentis, sequer alguma vez acenderam um baseado na nossa cozinha. E como os mais velhos falavam mal deles! Acho que fui uma felizarda pelo contacto com eles. E afirmo, hoje, com orgulho, que o movimento hippie passou pela minha cozinha!

Urda Alice Klueger é escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz.
http://santanadoipanema.blogspot.com/
http://pressaa.blogspot.com/ 

Editora Hemisfério Sul Ltda. comunica que já está nas melhores casas do ramo o livro “Caos e cosmos: uma proposta de futuro” de autoria do escritor Raul Longo. O livro conta com orelha da cientista social Sandra Tolfo e teve ainda cuidadosa revisão gramatical de Daise Fabiana Ribeiro, saindo com primorosa capa de Johnny H. Kamigashima.
Sobre o autor:
Raul Longo nasceu em 1951 na cidade de São Paulo. Em 1968 foi publicado pela revista Recreio da Editora Abril, dando inicio a colaborações em roteiros de historias em quadrinho, crônicas, artigos e reportagens.

Residiu em Salvador, Recife, Campo Grande, Rio de Janeiro e Ubatuba e viajou por diversos países da América Latina. Desde 1997 se considera “uma pipa desgovernada que o vento sul encostou à Ponta do Sambaqui, em Florianópolis”.
Em 1978 foi um dos vencedores do Concurso Nacional de Literatura Unibanco e o conto premiado tornou-se roteiro de uma comédia cinematográfica.
Em 1979 publicou o livro que escrevera durante sua estada na Bahia: “Filhos de Olorum – contos e cantos de Camdomblé”. No ano de 1982 recebeu o Prêmio Miguel de Cervantes, cujo prêmio foi uma viagem ao Chile, onde escreveu o livro de poesias “A Cabeça de Pinochet”.
Em Campo Grande, no ano de 1980, realizou o I Seminário Indigenista do Mato Grosso do Sul. Produziu livros de contos, poesias, novelas, romances, crônicas e peças de teatro, que são publicados/as no Brasil e em outros países e continentes.

Diz Sandra Tolfo a respeito do livro:
Estamos vivendo um momento de grande desafio social, no que tange às questões ambientais. Deparamos-nos com uma encruzilhada e precisamos escolher, rapidamente, para que lado queremos ir: se optamos pela via da continuidade e seguimos com a destruição de nossas “reservas de vida”, ou optamos pela via da sustentabilidade, onde possamos encontrar um novo caminho.

Em Caos e Cosmos: Uma proposta de futuro, Raul Longo, vem propor de forma lúdica esse debate. Nesta obra, seres de outro planeta olham para a Terra preocupados com o que nós estamos fazendo com o planeta azul, resolvendo, assim, intervir de alguma maneira para que nossas atitudes mudem, e decidem usar este livro para isso.

Sem sombra de dúvida, este é um livro intrigante, um livro desafiador, bem ao estilo da escrita de Raul Longo.
Caos e Cosmos é, por isso, um belíssimo livro, que deve ser lido por todos, principalmente pelos adolescentes, por trazer, em especial a eles, o desafio de construir uma proposta de futuro para a espécie humana e para a manutenção da vida em nosso planeta.
Lançamento:
O lançamento acontecerá às 20:00 horas do dia 13 de agosto de 2010, na festa do Cachorro Louco, na sede do Espaço Cultural Baiacu de Alguém, situado na entrado do Bairro Santo Antonio de Lisboa, Florianópolis – SC.
O livro tem 78 páginas e custará 25,00 reais o exemplar. ISBN 978 -85-86857-42-3 Editora Hemisfério Sul Ltda. – Blumenau – SC.
Contatos:
Editora Hemisfério Sul Ltda.

Raul Longo

Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
PressAA

Fonte: Pravda.ru 

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A caneta de Vargas

A última reunião no Palácio do Catete não é bem descrita por motivos políticos entre os jornalistas. Esqueceram do profissionalismo e noticiaram segundo suas convicções político-partidárias. 

A morte do major da Aeronáutica, Rubem Florentino Vaz, que fazia a segurança do jornalista e político Carlos Lacerda, maior inimigo do então presidente Getúlio Dorneles Vargas, colocou o oficialato jovem das três forças armadas contra o assassinato do colega. Decidiram não mais obedecer ordens dos oficiais-generais que fossem para defender o status quo.
Ora, o major manda na tropa. Major significa maior. Os generais traçam seus planos, mas quem os faz a tropa cumprir são os majores.
No Galeão, sob o comando do coronel João Adil Oliveira, estava instaurado um inquérito rigoroso que prendia ou convocava quem bem quisesse, a despeito do Ministro da Aeronáutica, Nero Moura.
Vendo desesperadora a situação. Getúlio convoca os seus ministros. A idéia era pedir um afastamento do cargo, até que o impasse se definisse.
Não funcionou, os ministros não chegaram a acordo algum, naquela fria madrugada de 24 de agosto de 1954. Terminada a reunião, ele teria chamado o seu Ministro da Justiça, Tancredo Neves e conversado bom tempo. Entregou a sua caneta, uma Parker 21 de ouro dizendo “ao amigo certo das horas incertas.”
Fato complicado. Ou já teria escrito a “carta testamento”, ou usou outra caneta.
O Museu da República é farto. Mas tem presidente que na legará nada, vergonha para um país.
A imagem que ilustra a crônica não tem por objetivo chocar. De modo algum. Serve como advertência.
Jorge Cortás Sader Filho é escritor 
Fonte: Pravda.ru

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