sábado, 1 de janeiro de 2011

Grupo internacional vai criar Simulador da Terra Viva

Recriar o que acontece no planeta
O Living Earth Simulator quer recriar tudo em computador. Crédito: Insomniacslounge


Por Gareth Morgan/Inovação Tecnológica 


Uma equipe internacional de cientistas está tentando criar um simulador para recriar tudo o que acontece na Terra, desde os padrões do clima global à disseminação de doenças, passando por transações financeiras ou mesmo os congestionamentos nas ruas das cidades.

Batizado de Living Earth Simulator [Simulador da Terra Viva, LES], o projeto tem como objetivo ampliar o entendimento científico sobre o que acontece no planeta, encapsulando as ações humanas que moldam as sociedades e as forças ambientais que definem o mundo físico.

"Muitos problemas que temos hoje - incluindo as instabilidades sociais e econômicas, as guerras, a disseminação de doenças - estão relacionadas ao comportamento humano, mas há aparentemente uma séria falta de entendimento sobre como a sociedade e a economia funcionam", afirmou Dirk Helbing, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, que dirige o projeto FuturICT.

Graças a projetos como o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador de partículas construído na Suíça pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (CERN), "os cientistas sabem mais sobre o início do universo do que sobre nosso próprio planeta", disse ele.

Segundo Helbing, necessita-se de um acelerador de conhecimento, para fazer colidir diferentes ramos da ciência. "A revelação das leis e dos processos ocultos sob as sociedades constitui o grande desafio mais urgente de nosso século", afirmou.

O resultado disso seria o LES, capaz de prever a disseminação de doenças infecciosas, como a gripe suína, descobrir métodos para combater as mudanças climáticas ou mesmo identificar pistas de crises financeiras incipientes.

Hipercomputadores - Mas como funcionaria esse sistema colossal? "Para começar, seria necessário inserir grandes quantidades de dados, cobrindo toda a gama de atividades no planeta", explicou Helbing. Ele também teria que ser movido pela montagem de supercomputadores que ainda estão para ser construídos, com a capacidade de fazer cálculos em uma escala monumental.

Apesar dos equipamentos para o LES ainda não terem sido construídos, muitos dos dados para alimentá-lo já estão sendo gerados. Por exemplo, o projeto Planetary Skin [Pele Planetária], da Agêncioa Espacial Norte-Americana (NASA), verá a criação de uma vasta rede de sensores coletando dados climáticos do ar, da terra, do mar e do espaço.

Para completar, Helbing e sua equipe já começaram a identificar mais de 70 fontes de dados online que eles acreditam possam ser usadas pelo sistema, incluindo Wikipedia, Google Maps e bases de dados governamentais. A integração de milhões de fontes de dados - incluindo mercados financeiros, registros médicos e mídia social - geraria o poder do simulador.

Web semântica - O próximo passo é criar uma base para transformar esse pântano de dados em modelos que recriem com precisão o que está ocorrendo na Terra. Isso só será possível com a coordenação de cientistas sociais, especialistas em computação e engenheiros para estabelecer as regras que definirão como o LES vai operar.

Segundo Helbing, esse trabalho não pode ser deixado para pesquisadores de ciências sociais tradicionais, que tipicamente trabalham por anos para produzir um volume limitado de dados. Também não é algo que poderia ter sido conseguido antes - a tecnologia necessária para fazer funcioná-lo somente estará disponível na próxima década, observou ele.

Precisará ser capaz de assimilar vastos oceanos de dados e, ao mesmo tempo, entender o que significam. "Isso só será possível com a maturação da chamada tecnologia de web semântica", disse Helbing.

Hoje, uma base de dados sobre poluição do ar seria percebida por um computador da mesma maneira que uma sobre transações bancárias globais - essencialmente apenas uma grande quantidade de números. Mas a tecnologia de web semântica será capaz de trazer um código de descrição dos dados junto com os próprios, permitindo aos computadores entendê-los dentro de seu contexto.

"Além disso, nossa abordagem sobre a coleta de dados deve enfatizar a necessidade de limpá-los de qualquer informação que se relacione diretamente a um indivíduo", explicou. Conforme ele, isso permitirá que o LES incorpore grandes quantidades de dados relacionados à atividade humana sem comprometer a privacidade das pessoas...
 
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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Não matem o mensageiro por revelar verdades incômodas

por Julian Assange*

WIKILEAKS merece proteção, não ameaças e ataques. Em 1958 o jovem Rupert Murdoch, então proprietário e editor do jornal The News, de Adelaide, escreveu: "Na corrida entre o segredo e a verdade, parece inevitável que a verdade sempre vença".

A sua observação talvez reflita o desmascaramento feito pelo seu pai, Keith Murdoch, de que tropas australianas estavam sendo sacrificadas inutilmente nas praias de Galipoli por comandantes britânicos incompetentes. Os britânicos tentaram calá-lo mas Keith Murdoch não foi silenciado e os seus esforços levaram ao término da desastrosa campanha de Galipoli.

Aproximadamente um século depois, WikiLeaks está também a publicar destemidamente fatos que precisam ser tornados públicos. Criei-me numa cidade rural em Queensland onde as pessoas falavam dos seus pensamentos diretamente. Elas desconfiavam do governo como de algo que podia ser corrompido se não fosse vigiado cuidadosamente. Os dias negros de corrupção no governo de Queensland antes do inquérito Fitzgerald testemunham o que acontece quando políticos amordaçam as midias que informam a verdade.

Estas coisas ficaram em mim. WikiLeaks foi criado em torno destes valores centrais. A ideia, concebida na Austrália, era utilizar tecnologias da Internet e de novas maneiras a fim de relatar a verdade.

WikiLeaks cunhou um novo tipo de jornalismo: jornalismo científico. Trabalhamos com outras midias para levar notícias às pessoas, assim como para provar que são verdadeiras. O jornalismo científico permite-lhe ler um artigo e então clicar online para ver o documento original em que se baseia. Esse é o modo como pode julgar por si próprio: Será verdadeiro este artigo? Será que o jornalista informou com rigor?

Sociedades democráticas precisam de meios de comunicação fortes e WikiLeaks faz parte dessas midias. As midias ajudam a manter o governo honesto. WikiLeaks revelou algumas verdades duras acerca das guerras do Iraque e Afeganistão, e desvendou notícias acerca da corrupção corporativa.

Há quem diga que sou anti-guerra: para que conste, não sou. Por vezes os países precisam ir à guerra e há guerras justas. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir ao seu povo acerca daquelas guerras, pedindo então a estes mesmos cidadãos para porem as suas vidas e os seus impostos ao serviço daquelas mentiras. Se uma guerra é justificada, então digam a verdade e o povo decidirá se a apóia.

Se já leu algum dos registros da guerra do Afeganistão ou do Iraque, algum dos telegramas da embaixada dos EUA ou algumas das histórias acerca das coisas que WikiLeaks informou, considere quão importante é para todas as midias terem a capacidade para relatar estas coisas livremente.

WikLeaks não é o único divulgador dos telegramas de embaixadas dos EUA. Outras midias, incluindo The Guardian britânico, The New York Times, El Pais na Espanha e Der Spiegel na Alemanha publicaram os mesmos telegramas.

Mas é o WikiLeaks, como coordenador destes outros grupos, que tem enfrentado os ataques e acusações mais brutais do governo dos EUA e dos seus acólitos. Fui acusado de traição, embora eu seja australiano e não cidadão dos EUA. Houve dúzias de apelos graves nos EUA para eu ser "removido" pelas forças especiais dos estados-unidos. Sarah Palin diz que eu deveria ser "perseguido e capturado como Osama Bin Laden", um projeto de republicanos no Senado dos EUA procura declarar-me uma "ameaça transnacional" e desfazer-se de mim em conformidade. Um conselheiro do gabinete do primeiro-ministro do Canadá apelou na televisão nacional ao meu assassinato. Um bloguista americano apelou a que o meu filho de 20 anos, aqui na Austrália, fosse seqüestrado e espancado por nenhuma outra razão senão a de atingir-me.

E os australianos deveriam observar com nenhum orgulho o deplorável estímulo a estes sentimentos por parte de Julia Gillard e seu governo. Os poderes do governo australiano parecem estar à plena disposição dos EUA quer para cancelar meu passaporte australiano ou espionar ou perseguir apoiantes do WikiLeaks. O procurador-geral australiano está fazendo tudo o que pode para ajudar em uma investigação estadunidense destinada claramente a enquadrar cidadãos australianos e despachá-los para os EUA.

O primeiro-ministro Gillard e a secretária de Estado Hillary Clinton não tiveram uma palavra de crítica para com as outras organizações de midia. Isto acontece porque The Guardian, The New York Times e Der Spiegel são antigos e grandes, ao passo que WikiLeaks ainda é jovem e pequeno.

Nós somos os perdedores. O governo Gillard está a tentar matar o mensageiro porque não quer que a verdade seja revelada, incluindo informação acerca do seu próprio comportamento diplomático e político.

Terá havido alguma resposta do governo australiano às numerosas ameaças públicas de violência contra mim e outros colaboradores do WîkLeaks? Alguém poderia pensar que um primeiro-ministro australiano defendesse os seus cidadãos contra tais coisas, mas houve apenas afirmações de ilegalidade completamente não fundamentadas. O primeiro-ministro e especialmente o procurador-geral pretendem cumprir seus deveres com dignidade e acima da perturbação. Fique tranqüilo, aqueles dois pretendem salvar as suas próprias peles. Eles não conseguirão.

Todas as vezes que WikiLeaks publica a verdade acerca de abusos cometidos por agências dos EUA, políticos australianos cantam um coro comprovadamente falso com o Departamento de Estado: "Você arriscará vidas! Segurança nacional! Você põe tropas em perigo!" Mas a seguir dizem que não há nada de importante no que WikiLeaks publica. Não pode ser ambas as coisas, uma ou outra. Qual é?

Nenhuma delas. WikiLeaks tem um histórico de publicação de quatro anos. Durante esse tempo mudamos governos, mas nem uma única pessoa, que se saiba, foi prejudicada. Mas os EUA, com a conivência do governo australiano, mataram milhares de pessoas só nestes últimos meses.

O secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, admitiu numa carta ao congresso estadunidense que nenhumas fontes de inteligência ou métodos sensíveis haviam sido comprometidos pela revelação dos registros de guerra afegãos. O Pentágono declarou que não havia evidência de que as informações do WikiLeaks tivessem levado qualquer pessoa a ser prejudicada no Afeganistão. A OTAN em Cabul disse à CNN que não podia encontrar uma única pessoa que precisasse proteger. O Departamento da Defesa australiano disse o mesmo. Nenhuma tropa ou fonte australiana foi prejudicada por qualquer coisa que tivéssemos publicado.

Mas as nossas publicações estavam longe de serem importantes. Os telegramas diplomáticos dos EUA revelam alguns fatos estarrecedores:

Os EUA pediram aos seus diplomatas para roubar material humano pessoal e informação de responsáveis da ONU e de grupos de direitos humanos, incluindo DNA, impressões digitais, mapeamento de íris, números de cartão de crédito, senhas de internet e fotos de identificação, violando tratados internacionais. Presumivelmente, diplomatas australianos na ONU também podem ser atacados.

O rei Abdula da Arábia Saudita pediu que os EUA atacassem o Irã.

Responsáveis na Jordânia e no Bahrain querem que o programa nuclear do Irã seja travado por quaisquer meios disponíveis.

O inquérito do Iraque na Grã-Bretanha foi viciado para proteger "US interests".

A Suécia é um membro encoberto da OTAN e a partilha da inteligência dos EUA é resguardada do parlamento.

Os EUA estão agindo de forma agressiva para conseguir que outros países recebam detidos libertados da Baia de Guantánamo. Barack Obama só concordou em encontrar-se com o presidente esloveno se a Eslovênia recebesse um prisioneiro. Ao nosso vizinho do Pacífico, Kiribati, foram oferecidos milhões de dólares para aceitar detidos.

Na sua memorável decisão no caso dos «Pentagon Papers», o Supremo Tribunal dos EUA declarou: "só uma imprensa livre e sem restrições pode efetivamente revelar fraude no governo". Hoje, a tempestade vertiginosa em torno do WikiLeaks reforça a necessidade de defender o direito de todas as midias revelarem a verdade.

08/Dezembro/2010
*Editor-chefe do WikiLeaks.
O original encontra-se em www.theaustralian.com.au
Este artigo encontra-se em http://resistir.info

fonte: pravda.ru

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Ano novo fotos Brasil e Mundo

Cerca de 2 milhões assistiram ao espetáculo na beira da praia de Copacabana.




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Uma atração turística mastigada - The Gum Wall

Responda por favor às seguintes questões: Alguma vez pensou em ir a Seattle? Resiste normalmente bem aos germes? Tem especial predileção por visitar muros ou paredes famosas? E por fim, mas não menos importante, qual é a sua posição em relação às gomas de mascar? Se respondeu de forma positiva a todas estas questões, permita-me que lhe apresente The Gum Wall.


Não sendo uma Wall of Fame, esta Gum Wall, ou Wall of Gum, não deixa de ser menos famosa por isso, ou de merecer uma visita sua. Na verdade, está tão bem considerada que em 2009 passou a figurar no segundo lugar do top 5 das atracções turísticas com mais concentração de germes do mundo. Ao lado de nomes tão importantes como a Praça de São Marcos em Veneza, ou a Pedra de Blarney, na Irlanda – que ficou em primeiro lugar.
Mas um bocadinho como a Lei da Gravidade de Newton ou o Princípio de Arquimedes, que foi descoberto na banheira, The Gum Wall não foi um projecto deliberado. Corria o ano de 1993 quando em Post Alley, por baixo do Pike Place Market, um grupo de espectadores que aguardava na fila do Market Theatre mastigava o tédio como forma de enganar o cansaço pela demora. Quando as pastilhas que lhes entretinham o cérebro perderam o sabor, eles colaram-nas na parede.
Ao início usavam-nas como meio de afixar moedas – quem sabe se para mostrar que tinham dinheiro para pagar as peças pelas quais esperavam e desesperavam - mas com o tempo foram-se as moedas e ficaram só as pastilhas. Mais concretamente, 4,57m de altura por 15 metros de largura de um “papel de parede” autocolante e de aroma frutado que não pára de crescer.
Os trabalhadores do Unexpected Productions’ Seattle Theatresports - donos da parede em causa - ainda tentaram por duas vezes raspar as pastilhas, mas desistiram por volta de 1998, quando funcionários do Pike Place Market se aperceberam de que a parede virara uma atração turística, com as pessoas a aglomerarem-se para verem as pastilhas e formas de arte à volta delas, e não tanto as produções em cartaz.


De lá para cá, esta parede foi tomada de assalto e é agora uma autêntica galeria de arte a céu aberto. Desde mensagens a posters ou até cartões de visita, esta parede tem servido para afixar de tudo um pouco. Milhares e milhares de molares têm trabalhado este “barro” mui sui generis, mastigando-o até ele atingir o ponto de rebuçado, para depois o entregarem a dedos engenhosos que o esticam ou amassam, transformando-o em coisas tão surpreendentes e variadas como caras de tartarugas ninja, corações ou bandeiras. E assim, pastilha a pastilha, a parede não morre e o mito cresce.
Mas e os germes? Os germes também crescem, é um fato. Em última instância, esta parede não deixa de ser um enorme aglomerado de germes. E, sim, o resultado visual é melhor se reservarmos alguma distância (de segurança). Mas creio que não é preciso ser proveniente de Singapura, onde as gomas de mascar foram proibidas, para se poder afirmar com toda a convicção que, nojenta ou não, esta parede é algo a que não se fica indiferente.


E, ao que parece, para além do lado artístico esta simpática cultura de bactérias tem se revelado uma forte aliada dos municípios, que testam com a Gum Wall a resistência das pastilhas às adversidades atmosféricas e à passagem do tempo, conseguindo perceber como, e quanto, é preciso investir para as eliminarem das ruas.
E a verdade é que elas resistem tão bem que quem sabe se daqui a muitos, muitos anos, quando hipoteticamente a Terra já não for habitada por humanos e seres de outros planetas visitarem os destroços do que sobrou da nossa história, esta cultura de bactérias impregnada de DNA humano que habita a Gum Wall deixe transparecer uma outra cultura: a nossa, glueing it all together.


Em 2009, Jennifer Aniston ajudou à popularidade desta parede ao protagonizar um filme chamado Love happens que teve uma das suas cenas filmada lá. E porque ninguém é infeliz ao pé destes tijolos, muitos jovens casais servem-se deles e vão até lá trocar juras de amor e alguma saliva, enquanto posam para a posteridade vestidos de noivos. 

Eis uma parede divertida. Um must go, must do, must see.


Fontes das imagens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.




 

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

União e Progresso em 2011

Esta imagem carregada de simbolismo personifica tudo o que queremos para os cidadãos e aos amigos  em 2011 [Soyuz (União) e Progress (Progresso), Na Estação Espacial Internacional sobre o Oceano Pacífico em Outubro] ...
 
[Clique na imagem para ampliar. Foto cedida pela NASA]
 
 

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Ministro da Defesa da Itália faz advertência ao Brasil no caso Battisti

Battisti

Da Reuters, Roma, Do G1 - O ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, declarou que as relações do país com o Brasil ficariam "seriamente abaladas" se o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti não for extraditado por ter sido condenado na Itália por assassinato nos anos 1970.

"Ninguém deveria imaginar que um 'não' à extradição de Cesare Battisti não teria consequências", disse La Russa ao diário "Corriere della Sera", em entrevista publicada nesta quinta-feira (30).

"Eu consideraria isso um grande dano às relações bilaterais."
 
A imprensa brasileira informou na quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia decidido não extraditar Battisti. O governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou no ano passado que Battisti deveria ser extraditado após ser condenado em seu país por assassinatos cometidos na Itália na década de 1970, quando grupos radicais de extrema esquerda promoveram uma campanha de sequestros e assassinatos.

Mas a decisão final cabe a Lula, que concedeu a Battisti o status de refugiado em 2009. No começo da semana, Lula disse que tomaria uma decisão até sexta-feira, quando termina seu mandato. Seus assessores afirmaram na quarta-feira que não havia ainda nenhuma decisão formal.

Battisti nega as acusações e diz que está sendo politicamente perseguido na Itália.

La Russa, integrante da ala direitista do governista partido Povo da Liberdade, é considerado um ministro próximo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, mas não está claro o quanto suas opiniões refletem a atual política governamental.

"Até onde eu sei, estou pronto para adotar outras iniciativas", ele declarou. La Russa não deu nenhum exemplo concreto, mas disse que estaria preparado para dar apoio a boicotes não especificados contra o Brasil.

No entanto, ele afirmou que um acordo de cooperação militar com o Brasil, prestes a ser aprovado pelo Parlamento italiano em 11 de janeiro, estava muito avançado para ser afetado.

"É tarde para isso. O governo já fez o que tinha de fazer. O resto cabe ao Parlamento", disse ele.

Battisti fugiu de uma prisão italiana em 1981 e viveu muitos anos na França, mas deixou o país quando o governo francês aprovou sua extradição, em 2006. Ele foi preso depois no Brasil.

Protestos - Outros políticos e jornais italianos também manifestaram indignação com a possibilidade de negação da extradição.

"Battisti fica livre para assassinar a justiça", afirma na primeira página o jornal conservador "Il Giornale", que pertence à família de Berlusconi.

"A não extradição de Battisti é uma ofensa grave às instituições italianas", completa o jornal, que considera certo que Lula concederá refúgio político ao ex-ativista.

Para o jornal Il Messaggero "a piada do asilo político" a Battisti obriga a Itália a adotar medidas para apresentar recursos e continuar solicitando o retorno do ex-ativista.

"A decisão de Lula nem sequer goza de consenso em sua pátria", destaca o colunista Massimo Martinelli, que garante que o governo da Itália já tem preparados os recursos que apresentará no início de 2011.

O jornal de esquerda "La Repubblica" entrevistou os familiares das vítimas, que manifestaram a "amargura" com a situação e prentendem organizar um protesto.

"Teria sido suficiente pelo menos um sinal de arrependimento", comentou Adriano Sabbadin, filho de Lino, uma das quatro vítimas.

Mais nos jornais internacionais:



 

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Itália proíbe sacolas plásticas no comércio a partir de 1º de janeiro

Da AFP, do G1 - A Itália se prepara para banir as sacolas plásticas de lojas e supermercados de todo o país a partir de 1º de janeiro de 2011, quando os consumidores que aguardam as promoções de Ano Novo deverão adotar bolsas biodegradáveis, de tecido ou papel.   Os italianos estão entre os maiores consumidores de sacolas plásticas da Europa, com uma taxa de uso per cápita de mais de 300 ao ano ou cerca de um quarto das 100 bilhões de sacolas plásticas importadas de China, Tailândia e Malásia, usadas em toda a Europa.

"Isto marca um passo importante na luta contra a poluição e nos torna a todos mais responsáveis na reciclagem", disse a ministra do Meio Ambiente, Stefania Prestigiacomo.
 
Sacolas plásticas são usadas em supermercado de Roma nesta quarta-feira (29). (Foto: Reuters)

Prestigiacomo disse que o governo está lançando uma campanha de conscientização para promover o uso de sacolas feitas de materiais naturais e recicláveis, "que não devem apenas ser práticas e ecológicas, mas também ter estilo".

Grupos ambientalistas saudaram a proibição, apesar da oposição das indústrias.

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Já é ano novo em diversas partes do mundo

Foto: Tim Wimborne/Reuters - Fogos de artifício foram queimados três horas antes do Ano Novo em Sydney, na Austrália, e puderam ser vistos próximo à ponte Harbour. A queima antecipada aconteceu às 21h locais (8h no horário de Brasília).



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Brasil passa a fazer parte do observatório ESO

Diretor geral do ESO Tim de Zeeuw e ministro Sergio Rezende assinam acordo. Crédito: Paulo Aguiar/MCT
Por Terra 

O Ministério da Ciência e Tecnologia assinou um acordo para pesquisa astronômica no hemisfério sul com o Observatório Europeu do Sul (ESO), na quinta-feira, dia 29, em Brasília. O convênio, que custará cerca de R$ 555 milhões em 11 anos, permite que o país participe da construção do futuro superobservatório European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 42 m de altura, que deve ser inaugurado em 2021, no Chile.

Na cerimônia de assinatura, o ministro Sergio Rezende afirmou que o acesso a ferramentas mais modernas será benéfico para a evolução das pesquisas brasileiras. "A ESO é uma organização multilateral que até agora só tinha como membros os países europeus. A entidade é proprietária das melhores instalações de astronomia do mundo", falou.

De acordo com o site do Ministério da Ciência e Tecnologia, além da construção do E-ELT, o Brasil deve participar dos outros dois principais projetos do ESO: Giant Magellan Telescope (GMT) e Thirty Meter Telescope (TMT).

O Brasil é o primeiro país não-europeu a participar do ESO, que conta com 14 nações da Europa e tem orçamento anual de 135 milhões de euros. Embora as instalações para a construção do telescópio estejam no Chile, o país serve apenas de abrigo devido às melhores condições climáticas e geográficas para o estudo da astronomia.
 
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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Qual o limite entre a loucura e a sanidade?

“Talvez a vida seja uma loucura. Você é louco se alguma vez contou uma mentira e gostou. Ou se já desejou ser criança para sempre.” Questão tratada com muita sensibilidade em “Girl, Interrupted” (Garota Interrompida, no Brasil / Vida Interrompida, em Portugal, 1999, EUA/Alemanha). O filme fala acerca dos limites da mente humana e o que é considerado normal ou não. 


O roteiro é baseado na história verídica da escritora americana Susanna Kaysen – autora do livro autobiográfico “Girl, Interrupted”.
A estória se passa no final dos anos 60. Susanna é uma jovem cheia de dúvidas e questionamentos, como qualquer outra jovem de sua idade, mas que em um dia ruim toma vodka com aspirinas. É o suficiente para que seus pais a mandem para uma instituição psiquiátrica.
Apesar de o filme trazer personagens com diferentes tipos de distúrbios - sociopatia, anorexia, cleptomania, bipolaridade, por exemplo - concentra-se em questões não tão óbvias, em questões existenciais muito particulares. Susanna era um pouco perdida, de poucas atitudes, no entanto buscava o autoconhecimento. Mas não suportou a pressão de atingir as expectativas da sociedade e desempenhar, sem máculas, seu papel. Refugiou-se, ainda que relutante, entre pessoas que, assim como ela, não se adaptavam e por isso fugiam do padrão considerado normal.
O drama busca dialogar sobre o conceito de loucura. Será parte da nossa existência, sendo intrínseca ao homem? O que é, afinal, a loucura? Susanna Kaysen a chamou de uma amplificação dos sentidos e dos desejos. A loucura é um ato de suspensão no qual nos encontramos vez ou outra, é um estado que surge quando os sentimentos nos levam ao limite. Quando o bom senso desequilibra, e há o exagero. É uma interrupção do que se julga conveniente. A loucura ocorre quando as pessoas normais se assustam, quando são mais espontâneas do que imaginavam ser. Ou tomam atitudes mais radicais do que tencionavam tomar.


Há uma tênue crítica neste filme acerca da necessidade de adaptação e ajuste às regras e condutas que todos reconhecem como aceitáveis, retendo uma impulsividade genuína que é a verdadeira personalidade de uma pessoa.
Apesar de um tema como este correr o risco de se tornar pedante e muito reflexivo, o longa o trata de maneira muito sutil, sem deixar o espectador absorvido em uma cansativa introspecção.
O filme é estrelado pela talentosa Winona Ryder, indicada a dois prêmios Oscar por “Adoráveis Mulheres/Mulherzinhas” (Little Women, EUA, 1994) e “A Época da Inocência/ A Idade da Inocência” (The Age of Innocence, EUA, 1993). O elenco traz ótimos nomes como Angelina Jolie, que aqui ganhou o Oscar de Melhor Atriz coadjuvante, e os veteranos Jeffrey Tambor , Vanessa Redgrave e Whoopi Goldberg, com interpretações memoráveis. A direção é de James Mangold (Johnny & June, EUA, 2005).
Winona, além de protagonizar a estória, interpretando Susanna, também é uma das produtoras executivas do filme, o que comprovou seu talento também por trás das telas, visto que a produção do longa foi muito elogiada pela crítica especializada.
Garota Interrompida tem uma extraordinária trilha sonora com clássicos do rock como “The Band”, “Jefferson Airplane”, “The Mamas & The Papas”, “The Chambers Brothers”, “Van Morrison”, e mesmo a diva “Aretha Franklin” e “Wilco”.


Fontes das imagens: 1, 2, 3.

 

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Pela primeira vez na história a tabela periódica será corrigida

Tradicional, a tabela periódica tem sofrido 'ataques' de várias frentes de pesquisa, conforme o conhecimento científico avança. Crédito: Thedragontree
Por Inovação Tecnológica 

A nova tabela periódica da química terá certos pesos atômicos de alguns elementos alterados. Descrita em um relatório científico que acaba de ser divulgado, irá expressar 10 elementos de uma forma diferente, para refletir com mais precisão como eles são encontrados na natureza. São: hidrogênio, lítio, boro, carbono, nitrogênio, oxigênio, silício, cloro, enxofre e tálio.

"Por mais de 150 anos os estudantes aprenderam a usar os pesos atômicos padrão - um valor único - encontrados na orelha dos livros didáticos de química e na tabela periódica dos elementos", comentou o Dr. Michael Wieser, da Universidade de Calgary, no Canadá e membro da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC).

Contudo, ele explicou que conforme a tecnologia foi evoluindo, os cientistas descobriram que aqueles números bem decorados não são tão estáticos quanto se acreditava anteriormente. As modernas técnicas analíticas conseguem medir o peso atômico de vários elementos com altíssima precisão e essas pequenas variações são importantes não apenas nas pesquisas científicas, mas também em outras atividades práticas.

Por exemplo, medições precisas da abundância dos isótopos de carbono podem ser usadas para determinar a pureza e a origem de alimentos como a baunilha ou o mel. Medições dos isótopos de nitrogênio, cloro e outros são utilizadas para a detecção de poluentes em rios e águas subterrâneas.

Nas investigações de doping nos esportes, a testosterona, que melhora o desempenho dos atletas, pode ser identificada no corpo humano porque o peso atômico do carbono na testosterona humana natural é maior do que na testosterona farmacêutica.

Os pesos atômicos destes 10 elementos agora serão expressos em intervalos, com limites superiores e inferiores. O enxofre é conhecido por ter um peso atômico de 32,065. No entanto, o seu peso atômico real pode estar em qualquer lugar no intervalo entre 32,059 e 32,076, dependendo de onde o elemento é encontrado.

"Em outras palavras, pode ser utilizado para identificar a origem e a história de um determinado elemento na natureza", afirmou Wieser. Elementos com apenas um isótopo estável não apresentam variações em seu peso atômico. O peso atômico padrão do flúor, alumínio, sódio e ouro são constantes, e seus valores são conhecidos com uma precisão acima de seis casas decimais.

E agora, professor?

"Embora esta mudança ofereça benefícios significativos na compreensão da química, pode-se imaginar o desafio para os professores e estudantes, que terão que escolher um único valor de um intervalo ao fazer cálculos de química", disse a Dra Fabienne Meyers, diretora adjunta do IUPAC. "Nós esperamos que os químicos e os educadores tomem este desafio como uma oportunidade única para incentivar o interesse dos jovens na área e gerar entusiasmo para o futuro criativo da química", afirmou ela.

O trabalho que embasou a primeira correção já feita na tabela periódica durou de 1985 a 2010. A mudança vai coincidir com o Ano Internacional da Química, que será celebrado em 2011.

Considerada um dos maiores feitos científicos de todos os tempos, a tradicional tabela periódica tem sofrido "ataques" de várias frentes de pesquisa, conforme o conhecimento científico avança.

Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sol passará por período de turbulência em 2011

Segundo pesquisadores, pico será em 2013
Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis. Crédito: Screensaver Qweas
Por AFP

O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência, possivelmente destrutivo. Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que nosso astro, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares - marcas escuras, relativamente frias na superfície do Sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas - revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos.

O último começou em 1996 e por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar. Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que está deixando o seu torpor e intensificando atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, confrme especialistas.

"A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Agência Espacial Norte-Americana (NASA). Contudo, há um período prolongado de alta atividade, "mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o Sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs). Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral - as famosas Lluzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são os flares solares ou erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos. Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e navios modernos para navegação e que orbitam a 20.000 km.

Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de cinco meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou 50 milhões de dólares. Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar.

"Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou. Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de 10 minutos.

"Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar", disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento. Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais. A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas. "Há muito o que desconhecemos sobre o Sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.

Veja centenas de imagens do astro-rei, captadas pela sonda Solar and Heliospheric Observatory [Observatório Solar e Heliosférico, SOHO] e o instrumento Large Angle and Spectrometric Coronagraph Experiment (LASCO), clicando aqui.

[Nota da Redação UFO: Certamente, entre as imagens estão diversas comumente confundidas e veiculadas como sendo UFOs, porém equivocadas].
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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Asteróides dentro do Sistema Solar têm mais água que o esperado

Líquido é mais presente do que suposições anteriores
Ilustração de parte do Cinturão de Asteróides. Crédito: Thingstudio
Por IOL 



Investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) encontraram uma pequena quantidade de gelo e complexas substâncias orgânicas na superfície do asteróide 65 Cibele, informou o centro científico espanhol.

Citado pela agência de notícias espanhola EFE, o instituto afirma que a descoberta sugere que há mais água do que se pensava na região interna do Sistema Solar, o que reforça a teoria de que a água chegou à Terra através do impacto de asteróides e cometas.

O 65 Cibele é o segundo asteróide onde foi detectada água gelada, depois de a mesma equipe ter descoberto o líquido também na superfície do asteróide 24 Themis, no início deste ano.

O IAC explicou que a pouco menos de 479 mil milhões de quilômetros da Terra (3,4 unidades astronômicas, UA), o anel de asteróides entre Marte e Júpiter é composto por material que nunca chegou a acumular-se para formar um planeta, devido às perturbações de gravidade que Júpiter exerce sobre essa zona.

Os corpos, asteróides na sua maior parte, têm uma composição muito diversa (desde argilas a minerais, como feldspatos, e metais, como o ferro e o níquel), à qual se acrescenta ainda água e moléculas orgânicas.

"Do mesmo modo que o 24 Themis, o 65 Cibele está coberto por uma capa fina e granulada de anídricos misturados com pequenas quantidades de gelo, água e substâncias orgânicas complexas", explicou o investigador do IAC e primeiro autor do estudo, Javier Licandro.

Devido à sua composição, 65 Cibele faz parte da categoria de asteróides primitivos. "As substâncias que o formam não mudaram significativamente desde o início do sistema solar", disse o astrofísico. Javier Licandro avançou ainda que se descobriu água "em quase todos os corpos existente a partir de Júpiter" e "o particular desta descoberta é que se encontrou gelo a uma distância relativamente próxima do planeta Terra, cerca de três unidades astronômicas", ou seja, mais de 448 mil milhões de quilômetros.
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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Astrônomos amadores ajudaram a descobrir 2.000 cometas

Sonda SOHO é a maior reveladora de cometas. Análise de imagens é feita por voluntários espalhados pelo mundo
Imagem do experimento LASCO, em 27 de dezembro. Crédito: LASCO/SOHO
Por G1 

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) informou que a nave Solar and Heliospheric Observatory [Observatório Solar e Heliosférico, SOHO] já registrou a existência de 2.000 cometas no espaço, desde o lançamento em dezembro de 1995.

Para atingir a marca, o instrumento da parceria entre NASA e a Agência Espacial Européia (ESA) contou com a ajuda de astrônomos amadores, que analisam diariamente as informações enviadas à Terra.

Os últimos dois foram catalogados por Marcin Kusiak, um estudante de astronomia de uma universidade da cidade de Cracóvia, na Polônia, no dia 26 de dezembro. Ele já encontrou mais de 100 cometas desde que começou a colaborar com a equipe do SOHO, em 2007. Durante os 15 anos, cerca de 70 pessoas de 18 países já auxiliaram no trabalho de registros dos astros.

De acordo com a NASA, a sonda é a maior reveladora de cometas que existe. Após receber análises dos voluntários e confirmar as descobertas, a equipe responsável envia os dados para catálogo no Minor Planet Center, em Cambridge, Massachusetts. O local mantém um registro de corpos celestes pequenos e de suas respectivas órbitas.

O catálogo completo de órbitas de planetas menores (MPCORB, na sigla em inglês, às vezes referido como "Catálogo de Planetas Menores") pode ser acessado e baixado da Internet.

Segundo Joe Gurman, um projetista da sonda do Instituto Goddard, as descobertas possibilitadas pela SOHO desde 1995 dobraram o número de órbitas conhecidas dos cometas na comparação com o que se conhecia nos últimos 300 anos. Nos primeiros dez anos de atividade, foram 1.000 cometas descobertos. A outra metade foi revelada nos últimos cinco anos.

Originalmente criada para monitorar o Sol, a sonda fornece dados sobre cometas por meio de um instrumento chamado LASCO [Large Angle and Spectrometric Coronagraph Experiment], que monitora a coroa solar, camada que reveste a estrela. Os voluntários estudam as imagens geradas pelas câmeras do dispositivo, que estão disponíveis para acesso público. O LASCO bloqueia a luminosidade da parte mais brilhante do Sol, permitindo a identificação de novos corpos celestes.

[Nota da Redação UFO: Certamente, entre as imagens estão diversas comumente confundidas e veiculadas como sendo UFOs, porém equivocadas].
 
 
Sigam os hiperlinks e surpreendam-se com centenas de imagens. São públicas, adivinhem se muitas delas não foram utilizadas de forma irresponsável para dizer que eram UFOs flagrados... rs!
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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Argentina acaba de confirmar decisão de criar comissão oficial de pesquisa ufológica

Após outro militar ter comentando há poucos dias o assunto nos bastidores de uma reportagem, agora vem o comunicado verbal oficial
Equipe estaria em processo de formação. Exequiel Martínez
Por Paulo R. Poian
 
Segundo as agências de notícias AFP e Terra, um porta-voz da Força Aérea Argentina (FAA) teria confirmado nesta quarta-feira (29) a decisão de criar uma comissão para registrar e investigar denúncias de aparecimento de objetos voadores não identificados no espaço aéreo do país.

"A Comissão de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais está em processo de formação", disse o capitão Mariano Mohaupt, assessor de imprensa da FAA. O militar revelou que a Força já tem registro de experiências vividas por alguns de seus pilotos e que não puderam ser explicados, mas "agora dá as cartas no assunto de um ponto de vista formal, profissional, que contribui para a sua própria missão, que é o controle do espaço aéreo".

A equipe será interdisciplinar, com meteorologistas, controladores de vôo, pilotos e especialistas em radares, e será a receptora das denúncias feitas pelos cidadãos sobre fenômenos observados no espaço. "Há muitíssimas denúncias que depois acabam se esclarecendo e ocorre que não se trata de fatos não convencionais", explicou Mohaupt.

Organizações deste tipo já existem em outros países do Cone Sul, como o Uruguai com a Comissão Receptadora e Investigadora de Denúncias de Objetos Voadores Não Identificados (Cridovni), o Peru na Oficina de Investigações de Fenômenos Aéreos Anômalos (OIFAA), como também Chile e o Comitê de Estudos de Fenômenos Aéreos Anômalos (CEFAA).

Aqui no Brasil, ainda nos anos 60, o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani) em São Paulo realizava este trabalho. Arquivos do Sioani podem ser baixados aqui no Portal da Ufologia Brasileira, no endereço: http://www.ufo.com.br/documentos/novos/. Organograma e detalhamento da Central de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Cioani) também estão disponíveis.

A Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) possui propostas de reativação oficial ao extinto Sioani, em parceria entre Aeronáutica e pesquisadores interdisciplinares.

Em agosto, o Brasil anunciou que o aparecimento de UFOs no espaço aéreo do país será oficialmente registrado pelo Comando da Aeronáutica.

As autoridades instaram aos pilotos de aviões civis e militares, bem como os controladores do tráfego aéreo nacional, que relatem suas experiências ao organismo e também enviem provas documentais sobre UFOs.
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

As manchetes dos momentos mais marcantes da história

Os grandes acontecimentos históricos fazem parte da nossa memória coletiva. Os jornalistas são, no entanto, aqueles que ajudam a construir essa memória, escolhendo, no meio da ansiedade do presente, as palavras para dar a conhecer os factos ao mundo. O que diria você se hoje tivesse que escrever a manchete do dia do crash de Wall Street ou da morte de John F. Kennedy? Veja aqui capas de jornal históricas do século XX. 

Os jornalistas dão-nos a conhecer o que se passa à nossa volta. Moldando a nossa memória coletiva, eles procuram as notícias com o seu faro particular, dando a conhecer o mais importante aos seus leitores (uns melhor que outros). O quê, o quem, o quando e o onde. E depois, o porquê e o como. Eles escolhem o lead, montam o corpo do texto e escrevem as palavras iniciais do título junto da fotografia. E há sempre aqueles dias na vida de um jornalista que marcam a sua carreira e a sua vida. São aqueles dias de que não apenas os profissionais dos media se recordam: também todos os cidadãos, que lêem as manchetes dos jornais e os guardam para mais tarde mostrarem aos filhos e aos netos. São aqueles dias em que sabemos que história foi feita.
Como escolher as palavras certas? Que fotografia colocar na capa? Como conjugar as imprescindíveis letras gordas ao tanto que se tem a dizer? Dependendo do assunto e da época, podem ser mais ou menos palavras. O sensacionalismo joga com a informação e cada jornal tem o seu estilo próprio de dar a notícia...
Simples e objetiva foi a notícia no dia em que Elvis Presley morreu, a 16 de Agosto de 1977. O The Sun noticiava "King Elvis Dead" com um subtítulo de "He was 42 and alone". Poucas palavras a encherem a capa do jornal, mas, mesmo assim, não faltou uma referência ao título de "rei do rock'n'roll", ícone de uma geração.
Na mesma década, duas palavras mexeram com os sentimentos de todo um país: "Golpe Militar", lia-se na primeira página do jornal português "A Capital", aquando da queda de uma ditadura que durava há quase 50 anos. Sem nenhuma fotografia, o periódico referenciava o "Movimento das Forças Armadas" e a sua ação de madrugada.


As notícias dos falecimentos de personalidades conhecidas são muitas vezes do maior interesse e os jornais não as enfeitam. Aconteceu assim na morte de Hitler, de John F. Kennedy, de John Lennon e da Princesa Diana. Décadas diferentes ditaram o tratamento do assunto, tal como os níveis de importância. "Hitler Dead" foi a expressão escolhida para dar a conhecer ao mundo a certeza do final de uma das épocas mais obscuras da História da humanidade. Palavras semelhantes foram mais tarde utilizadas para descrever o desaparecimento da princesa do povo. Já a morte de John Lennon é descrita de forma mais sensacionalista pelo "Daily Mirror" e a de John F. Kennedy inclui mais informações, devido às suas implicações políticas.


E existem outras, muitas outras manchetes dignas de atenção. O naufrágio do Titanic fez a capa do "The New York Times" em 1912, tal como a primeira missão da NASA na Lua, em 1969. Mais recentemente, o ataque terrorista às torres gémeas em 2001 fez manchete com "War On America", tal como a eleição de Barack Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, com "The world has changed", em 2008.

Fontes das imagens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.



fonte: http://obviousmag.org/

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Observatório astronômico nas profundezas da Antártica

Maior do mundo, acaba de receber os toques finais e começará a operar totalmente em abril de 2011
Um dos 86 buracos de 1.400 m de profundidade perfurados no gelo, nos quais foram instalados os sensores. Crédito: AFP


Por Inovação Tecnológica 


Depois de 10 anos em planejamento, testes de equipamentos e construção, está terminado o Observatório de Neutrinos IceCube.

Localizado nas profundezas do Pólo Sul, foi construído para estudar partículas subatômicas chamadas neutrinos, especialmente os de alta energia que atravessam a Terra, fornecendo informações sobre eventos cósmicos distantes como supernovas e buracos negros.

Observatório do gelo - Mas a diferença do IceCube em relação aos telescópios espaciais e outros observatórios voltados para o estudo das partículas cósmicas é radical. Em vez de uma gigantesca lente, ou de alguma espécie de antena dirigida para os céus, é formado por longas cordas, cada uma contendo 60 sensores óticos, mergulhados em furos que atingem até 2,5 km de profundidade no gelo eterno da Antártica.

Foram perfurados 86 buracos, que agora contêm 5.160 sensores óticos, cobrindo um quilômetro cúbico nas proximidades da Estação Amundsen-Scott, no Pólo Sul.

Nas profundezas geladas, escuras e silenciosas do gelo antártico, os sensores do IceCube foram projetados para captar os minúsculos flashes produzidos quando os neutrinos chocam-se com os núcleos atômicos das moléculas de água do gelo.

As cordas com os sensores foram colocadas em profundidades entre 1.450 e 2.450 metros - nessas profundidades, o gelo é absolutamente escuro, já que não recebe nenhuma luz, mas é oticamente ultratransparente.

Origem dos neutrinos - Os cientistas acreditam que alguns neutrinos vêm do Sol, enquanto outros vêm de raios cósmicos que interagem com a atmosfera da Terra ou de fontes astronômicas, como a explosão de estrelas na Via Láctea e em galáxias distantes.

Trilhões de neutrinos atravessam o corpo humano a cada segundo, mas eles raramente interagem com a matéria normal - os cientistas calculam que um neutrino pode atravessar um cubo de um ano-luz de lado feito de chumbo sem se chocar com nenhum átomo.

É por isso que o tamanho do observatório é tão importante: é necessário aumentar muito a possibilidade de colisões para que apenas algumas delas sejam detectadas pelos sensores. Além das 86 cordas, cada uma com seus 60 sensores mergulhados no gelo, há quatro sensores na superfície para cada uma das cordas.

Furadeira de água quente - A construção do IceCube exigiu a idealização de uma furadeira especial, à base de água quente, que é capaz de penetrar mais de dois quilômetros de profundidade no gelo em apenas dois dias, fazendo um buraco perfeito e absolutamente limpo.

O equipamento, que consome 4,8 megawatts, foi projetado e construído por engenheiros da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, que lidera o projeto.

Astrofísica dos neutrinos - Na década de 1950, Frederick Reines, ganhador do Nobel de Fisica, e outros físicos de partículas, perceberam que os neutrinos poderiam ser usados como mensageiros astronômicos.

Diferente da luz, os neutrinos atravessam a maior parte da matéria, o que os torna uma sonda única para os processos mais violentos do universo, incluindo as estrelas de nêutrons e os buracos negros.

Os neutrinos que o IceCube é capaz de detectar têm energias muito superiores aos produzidos pelos aceleradores artificiais. Ao contrário de outros grandes projetos científicos, este começou a produzir resultados científicos antes de estar pronto.

Para conhecer outra iniciativa igualmente exótica para tentar capturar neutrinos e tentar iniciar para valer o campo da astrofísica dos neutrinos, veja a reportagem Físicos vão procurar matéria escura dentro de mina subterrânea.
 
Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os anos da crise - do Empire State Building a Pablo Picasso

Depois do crash de 1929, a arquitetura e as artes em geral tiveram um grande impulso no mundo ocidental. O Empire State Building, o Pavilhão Suiço e a Casa Modernista de São Paulo são exemplos da vontade de recuperação, mas não são os únicos. No cinema, na literatura e na pintura, também muitos foram os artistas de talento que se destacaram na década de 30. 

Chrysler Building

As crises são cíclicas no nosso sistema económico - diz quem sabe do assunto e eu acredito - mas não trazem só instabilidade e desequilíbrio aos países que afetam. São também um motivo de renovação e, por vezes, de inspiração para o mundo artístico. "Nunca desperdice uma boa crise" disse Hillary Clinton em 2009, aquando do abalo financeiro que atingiu a maioria dos países ocidentais. Apesar das interpretações de oportunismo que esta frase pode acarretar, não é uma ideia sem pés nem cabeça. Afinal de contas, depois do crash da bolsa de Wall Street em 1929 foram feitas obras artísticas e arquitectónicas que se tornaram um marco.
Por um lado, nos Estados Unidos, as políticas keynesianas de incentivo às obras públicas tornaram possível que vários edifícios emblemáticos fossem construidos. Inaugurados com apenas 11 meses de diferença, o Chrysler e o Empire State Building, dois representantes da Art Decó, tornaram-se os edifícios mais altos de Nova Iorque e do mundo.
O primeiro foi idealizado por William Van Alen para a marca automobilística Chrysler. Apesar de o projeto ter começado antes da crise de 1929, o abalo financeiro não travou nem atrasou a sua construção, que durou cerca de dois anos (1928-1930). Já o Empire State Building, inaugurado no ano seguinte, em 1931, viria a roubar-lhe o título de "edifício mais alto do mundo", e manteve-o durante 40 anos. Com 102 andares, o Empire State Building foi criado pelo arquiteto Gregory Johnson para albergar escritórios de empresas e significou uma mudança de rumo em relação à crise de 1929.

Waterfall House

Contudo, não foram apenas os EUA a fazer um esforço de recuperação no início dos anos 30. O Pavilhão Suiço do arquiteto Le Corbusier premiou os estudantes da cidade de Paris com um edifício que prima pela funcionalidade. Inaugurado em 1933, a construção alberga áreas comuns e quartos para os alunos. No Brasil, o conceito de funcionalidade dos arquitetos modernos também teve a sua influência: prova disso são a Casa Modernista, o Edifício Altino Arantes e o Edifício Martinelli, em São Paulo, e o Edifício Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.
Nesta década muitos foram os artistas europeus que rumaram ao Estados Unidos, essa Terra Prometida, para aí desenvolverem a sua carreira. Por exemplo, Charles Chaplin obteve sucesso com Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1936). Com humor e crítica, Chaplin soube ironizar as ansiedades da Grande Depressão mostrando, sem palavras, aquilo que os americanos sentiam.

 City Lights
Modern Times

Por outro lado, a corrente artística do realismo social conheceu nesta década o seu apogeu em solo americano. Expressando as dificuldades desta década, centra-se em imagens que mostram a pobreza, o esforço e as injustiças sociais e raciais, transmitindo um protesto através de cenas satíricas do heroismo da "classe operária". Thomas Hart Benton foi um destes artistas, destacando-se pelos seus murais em Nova Iorque. Já a fotógrafa Dorothea Lange percorreu o país com a sua camâra fotográfica, guardando a memória de momentos de desespero. "Migrant Mother" (1936) tornou-se um ícone da Grande Depressão, representado os que mais sofreram durante este período: as mulheres e as crianças.

Indiana Mural. Thomas Hart Benton
Migrant Mother. Dorothea Lange, 1936.

Do lado europeu, as tensões entre comunismo e fascismo adensaram-se, fazendo com que muitos artistas expressassem as suas ansiedades em telas ou em papel. No auge da Guerra Civil Espanhola, Pablo Picasso pintava a sua obra-prima Guernica, tela de protesto que representa o bombardeio na pequena cidade.
Nas letras, autores como Aldous Huxley, John Steinbeck e Ernest Emingway eram imortalizados pela crítica rispída à sociedade em que viviam. Em Admirável Mundo Novo, os valores religiosos e da família não existem e todos as dramas existenciais dos cidadãos são resolvidos por uma droga calmante sem efeitos colaterais, a soma. Vinhas da Ira relata a história de uma família pobre durante a Grande Depressão que se vê obrigada a abandonar as terras que ocupava há décadas.
Exemplos, entre outros, de como a arte pode ajudar também a compreender e a lidar com os momentos difíceis.

Le Pavillon Suisse

Fontes das imagens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.



fonte: http://obviousmag.org/

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Interpretações equivocadas: nosso DNA é extraterrestre?

97% do código genético seria exógeno? O que há por trás desta notícia que circula há anos pela Internet
Assuntos relevantes com pitadas de erros infantis. Eis uma das causas da ridicularização de certos temas. Crédito: Chileweb
Por Paulo R. Poian

Novamente, ressurge em alguns sites e blogs a polêmica matéria sobre a suposta origem extraterrestre do DNA. Todavia, na mania do "copiar, colar e encaminhar", lamentavelmente não apareceu ninguém para realizar uma análise minimamente adequada e imparcial do conteúdo.

Afinal, o que é real e qual parte foi sensacionalizada? Originada em meados de 2007, a "revelação" na verdade nada mais é do que a mistura de fatos reais com interpretação de texto manipulada.

Vamos ao seu conteúdo integral:

Cientistas descobrem genes extraterrestres em DNA humano
(Arquivo Portal da Ufologia Brasileira, 2007)

Existiriam civilizações de seres humanos avançados espalhadas pelas galáxias?

Um grupo de pesquisadores trabalhando no projeto genoma humano fez uma descoberta impressionante. Eles acreditam que 97% do DNA humano, que são formados pelas assim chamadas "seqüências não-codificadas" são nada menos que códigos genéticos de formas de vida extraterrestres. As seqüências não-codificadas são comuns em todos os organismos vivos da Terra. "Elas constituem grande parte do DNA humano", disse o professor Sam Chang, líder do grupo.

As seqüências não-codificadas, originalmente conhecidas como "DNA-Lixo", foram descobertas anos atrás e sua função permanece um mistério. A esmagadora maioria do DNA humano vem de fora do nosso planeta. Esses evidentes "genes-lixo extraterrestres" simplesmente "curtem o passeio" com os outros genes ativos, passando de geração à geração.

Depois de abrangentes análises com a assistência de outros cientistas como programadores, matemáticos e outros sábios acadêmicos, o professor Chang se perguntou se o DNA-Lixo humano foi criado por algum tipo de programador extraterrestre. "As cadeias alienígenas dentro do DNA humano têm suas próprias veias, artérias e seu próprio sistema imunológico que resiste vigorosamente à todos os tipos de drogas anti-câncer conhecidos", observou Chang.

O professor Chang estipulou também que "nossa hipótese é que uma forma de vida extraterrestre superior se ocupou de criar novas formas de vida e de plantá-las em vários planetas. A Terra é apenas um deles. Talvez, após programar-nos, nossos criadores se ocuparam de criar-nos como criamos bactérias em laboratórios. Nós não sabemos seus motivos, se era para ser um experimento científico, ou um jeito de preparar novos planetas para a colonização, ou se é um trabalho de longo prazo de semeação de vida no universo".

Chang, além disso, ressaltou que "se nós pensarmos nisso em termos humanos, os supostos programadores extraterrestres provavelmente estavam trabalhando em um grande código consistente de vários projetos, e esses projetos devem ter produzido várias formas de vida para vários planetas. Eles também devem ter tentado diversas soluções. Eles escreveram "o grande código", executaram-no, não gostaram de algumas funções, mudaram-no ou adicionaram novas funções, executaram-no novamente, fizeram melhorias, tentaram novamente e novamente".

Além disso, o time de pesquisadores do professor Chang conclui que "os programadores extraterrestres talvez tenham sido ordenados a excluir todos os seus planos idealísticos para o futuro quando se concentraram no "projeto Terra" a fim de terminá-lo no prazo adequado. Provavelmente com pressa, cortaram drasticamente o grande código e o entregaram somente com as características básicas planejadas para a Terra".

Chang é somente um de vários cientistas e outros pesquisadores que descobriram origens extraterrestres para a humanidade. Ele e seus colegas mostram que as aparentes lacunas no seqüenciamento do DNA, precipitadas por uma suposta pressa em criar a vida humana, presenteou a raça humana com o ilógico crescimento desordenado de células que conhecemos por câncer.

O professor Chang ainda apontou que "o que vemos em nosso DNA é um programa consistindo de duas versões, um código básico e um grande código". Chang então afirmou que "o primeiro fato é que o programa completo absolutamente não foi escrito na Terra, isto é um fato confirmado. O segundo fato é que os genes, por si sós, não são suficientes para explicar a evolução, deve haver algo mais no jogo".

"Cedo ou tarde", disse Chang, "nós teremos que enfrentar a inacreditável idéia de que toda a vida na Terra carrega códigos genéticos de nossos "primos extraterrestres" e que a evolução não se deu do jeito que pensávamos."

Depurando e desmistificando a história

Bem, temos aí alguns fatos sobre genética e biologia evolutiva, indubitavelmente reais e que devem ter saído de pesquisas científicas tradicionais, incorporados a um alto grau de absurdos técnicos e, inclusive, um "paradoxo de paradoxo". Comentamos e analisamos a seguir:...
 

Agradecimentos a:
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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